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quinta-feira, 9 de março de 2017

Na Carona





Na Carona


Desde que o  mundo é mundo existem dois tipos de pessoas, os que tem o seu veículo e os que andam “na carona”.
Hoje como as coisas estão mais difíceis, essa modalidade de viagem compartilhada ganha mais adeptos.
Vamos citar alguns que diante de nossa vista chama mais atenção, onde primeiramente podemos ressaltar as pessoas que pegam “ponga” às custas de quem está trabalhando no trânsito, onde alguns pedem carona até para o motorista do gás!
- Olhe o gás!
O pior que ajudam até a gritar, vociferam mais alto do que quem está no ramo, a empolgação é muito grande, os “caronistas” se esforçam muito para agradar o seu amigo motorista; uns até  brigam por eles, gritam, xingam os transeuntes que estão no meio da rua, tudo para ficar bem com que proporciona a viagem.
Os motoristas de ônibus, são os mais requisitados, no final de linha são verdadeiras peças cobiçadas, tem até briga entre as “Marias-carona” para ficarem  com os mais bonitos, mas quem disse que os feinhos perdem a vez?
Os taxistas já têm um nível mais elevado, são muito paquerados e paqueram muito no seu itinerário, afinal de repente a “corrida” pode sair de graça, tendo até chance de ter uma corridinha para um motel da vida.
Já os que têm seus próprios veículos, são os mais disputados, um carrinho de luxo, é o sonho da mulherada, existe até um quadro na televisão, que mostra um homem do interior como se fosse fazendeiro, perdido na cidade grande, onde o número de mulheres interessadas em dar um passeio para mostrar o perímetro urbano aumenta   de acordo com o tamanho do seu carro, é deveras interessante.
Todos esses casos que resumimos são muito curiosos, mas esse último é o que mais nos deixa indignado, é o caso dos motoqueiros,  daqui da cidade,  eles  fazem a  “festa”  em infrações de leis de trânsito, sobem em calçada, invadem semáforo, entram em contramão, tudo que eles imaginam eles fazem, mas quem  está “na carona” não está nem ligando, tem uns que nem usam capacete, ficam de short e não querem saber o que o condutor está fazendo, querem aproveitar o ventinho e seguir agarradinho ou agarradinha.
Já vimos vários acidentes   com esse tipo de gente, que  preferem morrer ou acidentar-se gravemente do que perder essa carona.
A simbiose de motorista e carona é algo intrigante,  muitas vezes gera amor, outras vezes separa família, mas como ninguém é uma ilha, se quiser uma carona estamos aí, pronto para mais uma história bem contada com hora marcada.

Marcelo de Oliveira Souza,iwa



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