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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cadê Ione?


Cadê Ione? 

Hoje em dia é muito difícil educar uma criança, visto que a nossa sociedade se transformou e a fronteira entre o tradicional e o démodé virou a mesma face da moeda, cujo lado contrário virou a permissividade. 
Outro detalhe muito importante é quando o casal se separa, a criança entra em parafuso, muitas vezes não é por causa da separação, mas porque os pais que entraram em paranóia primeiro. 
Foi assim mesmo, o caso de Rosângela, uma morena que mora lá no são Caetano, ela tinha acabado de se casar com Rodrigão, um homem grosseiro que veio do sertão. 
Não demorou muito, ele arranjou logo um jeito de engravidar a moça, para ver se coloca as rédeas, segundo o infeliz. 
Depois de nove meses já se viu o resultado, um grito estrondoso, com o pulmão a toda força, estreou Ione, uma moreninha sapeca. 
O tempo foi passando e o nosso amigo aprontando, para cima da sofredora esposa, deu para tomar umas cervejas depois do trabalho de vigia na Ceasa, que só voltava lá pra a madrugada. 
A mulher que trabalhava à noite num supermercado, não tinha tempo nem de se coçar, você sabe como é caixa de um lugar desses... 
O melhor jeito que ela arranjou foi tratar logo de batizar essa garota, entregando esse “presente” para a sua irmã Rita e seu esposo Osvaldo. 
Assim a moça foi mais despreocupada para o trabalho, cumprir a sua sentença no caixa de supermercado, e o esposo que não trabalhava mais por causa do alcoolismo ficava o dia inteiro no bar e à noite se jogava na cama para dormir. 
Lá pelas onze horas quando a sofredora chegava, ainda o homem procurava confusão, com ciúmes, dizendo que a moça estava se vendendo na rua, futucava a bolsa da coitada perguntando sobre o dinheiro. 
Sei que o casamento ruiu diante de tanto desencontro e humilhação, nesse quadro, Ione já estava” maiorzinha”, com onze anos de idade. 
A salvação dela era que a menina estava em ótimas mãos, mas o que é bom dura pouco, a menina conseguiu passar no “ventibulinho” do colégio da Polícia Militar, público e conceituado, mas é longe de casa. 
Poe isso, ia de van para a instituição e quando voltava ficava na casa da avó que morava na mesma rua e nos finais de semana ela ia para a residência dos padrinhos, de lá, passeavam para tudo quanto é lugar, era uma festa. 
Lá no colégio a garota vez muitas amizades, só que as coleguinhas eram bem avançadinhas, já se pintavam, se achando mocinhas, ia para o shopping aos sábados, formado uma daquelas tradicionais tribos que a gente vê tanto nesses lugares de Salvador. 
A transformação era a olhos vistos, quem percebia mais era a madrinha, até o cabelo a garota queria modificar, não aceitava mais trancinhas, queria se vestir como adolescente ou até adulta.
A insatisfação era total, a mãe preocupada com a transformação da guria, enchia-a de presentes, se “embolava” no cartão de crédito e comprava tudo, deu até o famigerado computador+internet que nessa soma resulta no Facebronca! 
A menina fez um perfil com outro nome e ficava paquerando todo mundo que achava bonitinho, eram longas horas sentada na “segurança” do seu minúsculo quartinho. 
A mãe satisfeita que a menina parou em casa, a madrinha mais descansada, porque a criança diminuiu as suas idas na sua residência, mas a avó ficava desconfiada com tanta risadinha advinda do quartinho do barraco. 
No aniversário de doze anos da garota, ela ganhou um celular, um grande aliado da perdição juvenil, claro que a menina adorou. 
A nossa amiga “caixa” toda satisfeita ainda vociferou para a mãe: 
- Agora parece que as coisas estão indo para o lugar! Eu já estou namorando a minha filha se comportando e tudo se endireitando... 
O namorado chamava-se Hélio, mora ali mesmo na viela dela, viu os atributos da mulher e resolveu conferir o “caixa”. 
Não é que algum tempo depois ele já estava indo dormir lá no “moquifo” da nossa amiga? 
O pior que o beberrão do ex-marido, o ex-vigia não gostou e foi lá tirar satisfação, o caldo engrossou, o pau comeu no barraco, se engalfinharam, saíram rolando a ribanceira, foram parar lá embaixo perto da pista, só não terminaram na rua porque tinha uma cerca de arame farpado que segurou os dois num grande abraço de urso. 
Depois do incidente, Rosângela conversou com o seu ex-marido e ameaçou levá-lo à delegacia. 
O homem sumiu, agora quem “mandava” era Hélio, que não dormiu no ponto, tratou logo de engravidar a sofredora. 
A bagaceira estava perfeita, uma adolescente problemática, a mãe com a corda no pescoço, cheia de dívidas e de preocupações, o tal do homem com nome de gás nobre, não tinha nenhuma nobreza, pelo contrário, fazia bico como motorista lá na Cesta do Povo. 
Ione não estava mais se concentrando na escola, só queria saber de encontrar os amigos do Facebronca e para piorar a madrinha engravidou e não tinha mais tempo de ficar saindo com a menina, que se queixava à mãe de não poder sair mais, não passeava, não ia para canto nenhum, era só no celular e na internet. 
A avó dizia aquela célere frase: 
- O que tanto essa menina faz no computador? 
Mas não havia nenhuma resposta. 
As notas delas ruíram, a menina saiu do Colégio Militar, foi para uma escolinha particular de bairro, ia estudar, mas não entrava na instituição, ela saía para namorar os amigos da net. 
A mãe chegava tarde, a avó se queixava do comportamento da neta, o “namorado” queria atenção, a filha se trancava no quarto batendo a porta com a maior força, não abria a porta nem por um decreto e amanhecia... 
A triste rotina seguia, Ione deu até para sair escondido, no meio da noite, ninguém sabe pra onde. 
Certo dia, quando a nossa sofredora personagem chegou, ela viu o quarto da menina aberto e achando estranho perguntou: 
- Cadê Ione? 
O namorado dela não sabia responder, dizia que podia estar na casa da avó. 
Imediatamente a coitada arrastou seu corpo até a casa da mãe e foi lá perguntar pela filha. 
Só que a casa esta trancada e a idosa que não ouvia muito bem já estava no terceiro sonho. 
A mulher começou a gritar pela filha, acordou a rua todinha, depois de muito escândalo a vovó Zilda acordou. 
E a filha em prantos perguntou: 
- Cadê Ione, mãe? 
A avó da menina responde: 
- Ué, está dormindo na sua casa! 
Foi aí que a confusão aumentou, todo mundo assustado pela ausência da menina resolveu sair em meio à madrugada, naquele lugar perigoso. 
Hélio pegou seu Chevette e saiu para os lugares mais distantes, Rosângela mesmo grávida, juntou-se com uns vizinhos e foi procurar a menina em cada beco da favela. 
A irmã grávida foi para a delegacia dar uma queixa, o padrinho foi ao hospital. 
Ninguém conseguiu localizar Ione, apesar da polícia também procurar, a menina parece que sumiu no ar, e a pergunta fica sempre no juízo da sua genitora, que foi promovida de caixa a coordenadora: 
- Cadê Ione? 


Marcelo de Oliveira Souza,IWA

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Cidade dos Espertalhões!






A Cidade dos Espertalhões 



Salvador é uma cidade conhecida também pelas invasões, a nossa topografia facilita muito a criação de favelas, ainda nos dias de hoje. 
Mesmo com o risco da chuva levar tudo, as pessoas continuam “tomando” as áreas públicas e privadas à procura da sua moradia definitiva. 
Como as pessoas na nossa terra são acomodadas e pensam que o bem comum não é de ninguém, foi instituída na nossa cultura que o espaço público ou até um espaço vazio não pertence a ninguém e como em uma cidade do nosso tamanho é quase impossível fiscalizar sem denúncia, as pessoas se aproveitam para invadir o que é de todos, até mesmo terrenos em prédios e conjuntos residências isso acontece. 
Mas também existe outro tipo de invasão justamente embaixo do nariz do transeunte, a invasão das calçadas, ao invés de serem lugar de passagem de pessoas, o local vira espaço de vendas de ambulantes de todos os tipos. 
No centro da cidade a prática existe menos, contudo é fiscalizada, porém, nos bairros essa prática acontece rotineiramente, onde as pessoas têm que sair da calçada para dividir os espaços com carros. 
Na Boa Vista de Brotas, esse tipo de prática está tornando-se normal, já foi comentado várias vezes sobre a Rua Professor Aristides de Carvalho Filho, sobre a prática de oficinas de beira de rua que toma a calçada e não existe ninguém na face da terra que possa dar um jeito naquela “ferida” . 
Sobre o falecido Parque Solar Boa Vista, acontece todo tipo de irregularidade e essa já tornou-se normal, contudo essa prática vez se avolumando, agora é na Rua Boa Vista, caminho do Engenho Velho de Brotas, onde tem um senhor da barriga avantajada que duas vezes por semana toma o espaço perto da Secretaria da Prefeitura e faz do lugar o seu próprio mercadinho; logo do outro lado da rua tem uma novo bar chamado Bakkanas que se apodera da calçada, cobre e coloca as mesas na calçada, tomando o espaço para as pessoas passarem, se alguém passa na calçada, quando ela está cheia de clientes, os próprios frequentadores ficam procurando confusão, como se ali fosse uma área particular, quando chove então a situação piora, pois o guarda-chuva de quem passa na calçada termina molhando os clientes da calçada, isso não é nada “Bakkana” gerando confusão. 
Até onde iremos aceitar a falta de gerenciamento dos espaços públicos na nossa cidade? 
Temos certeza que não é isso que o nosso novo prefeito ACMN quer para os moradores dessa bela cidade tomada por incautos e espertalhões. 


Marcelo de Oliveira Souza,iwa


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minha amiga Jandira!





Minha Amiga Jandira


Toda criança sempre sonha em ter uma bicicleta, pois é um tipo de veículo que as fascina pela sensação de liberdade que ele proporciona.
Assim quando o meu irmão mais velho recebeu de presente uma, foi a maior alegria, como eu ainda era muito pequeno, só cabia a mim sentar na “ponga” e aproveitar a viagem, o que não era tão legal para ele, pois tinha que pedalar em dobro, e para acompanhar os colegas ficava muito difícil, mas eu não o largava,só queria ir junto para apreciar as aventuras pueris.
Quando passávamos o verão em Itaparica então, era uma "coqueluche", grupos e mais grupos na “magrela” onde formavam-se turmas, paqueras e muita diversão à solta.
Numa dessas  noites, meu irmão saiu escondido para encontrar a turma ficando eu, desesperado por não ter ido, um tempo depois chega ele carregado, porque tinha subido o meio fio,  indo terminar no chão, numa dessas peripécias de criança.
Logo chegou a minha vez de ganhar uma, o que foi muito legal, contudo para aprender deu uma mão de obra, meu pai segurava atrás para tentar me equilibrar, mas nada, o tempo foi passando e aos poucos eu fui aprendendo, até que  num determinado  dia consegui sair pedalando pelas ruas desta cidade-verão, mas não era fácil, porque sempre havia algo para levar uma queda, os primeiros dias chegava a levar cinquenta quedas.
Teve uma vez que uma gorda me atropelou, isso mesmo! Porque quando estava passando,  me bati com ela, a dona  ficando em pé e eu caí, sendo socorrido por esta senhora que se chamava Jandira, que sempre lembra do fato, fazendo assim uma boa amizade, sendo assim comecei a chamar minha bicicleta de Jandira, o que tornou um fato até engraçado, pois foi uma homenagem que fiz à sua pessoa.
Assim eu já participava das turmas de bicicleta junto com meu irmão, andávamos a cidade toda, sempre procurando novas aventuras.
Quando voltava para Salvador, Jandira vinha no porta-malas toda dobradinha, e sempre que mencionava o nome da minha amiga, gerava uma confusão, ou pelo menos uma curiosidade.
Jandira envelheceu e terminou enferrujada no canto, pois os outros modelos eram bem melhores, mas depois de grande só ficou na lembrança as duas Jandiras, pois a nativa de Itaparica morreu e a minha, nem sei onde está hoje.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Eventos dias 30 de junho e 1 de julho




No dia 14 de junho de 2016 foi realizado o primeiro encontro organizado pela acadêmica Begma Tavares Barbosa, reunindo pessoas interessadas na leitura literária, na formação de leitores literários na escola e na troca de experiências sobre práticas de leitura.

Para comemorar um ano dos nossos Círculos de Leitura, e no clima da exposição Oxente, vamos nos reunir para conversar sobre autores nordestinos.

A Academia Leopoldinense de Letras e Artes convida para uma confraternização literária. Os participantes habituais já escolheram seus autores prediletos,
​ 
conforme convite acima. Escolha também um autor do nordeste que lhe agrade e venha participar do encontro especial que será realizado no próximo dia 1 de julho, das 10 às 12 horas, na Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho.

P
​or oportuno, encaminhamos em anexo o convite para o lançamento do livro Conto de um amor intermitente, de Daniella Guimarães de Araújo.

Agradecemos pela divulgação que puder fazer.

Atenciosas Saudações,
Nilza Cantoni - Segunda Secretária
Leopoldina, MG

Se não quiser continuar recebendo nossas informações, responda esta mensagem com a palavra 'excluir'.










quinta-feira, 22 de junho de 2017

Viva São João!



Amor & Amar



Deitado no final do dia
Dá aquela nostalgia!
Muito tempo se passou
Quanta gente nos ama
Quanta gente nos amou!


Alegria, tristeza, decepções
Tudo vem a seu momento
Ocupando nossos corações
Mas amanhã será diferente.

Gritos, palmas e  emoções
Vem tudo juntinho
Na surpresa que não é  surpresa
Invadindo de multidão!.

Nessa existência
Isso é que importa
Amor & amar...
Não tem remédio nem ciência
Nesse seu aniversário...
Ele é único, só seu ...
Onde nós cantamos sempre
Feliz Aniversário
Parabéns para você!




Marcelo de Oliveira Souza,iwa

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Corpus Christi




Corpus Christi

 Um dia para refletirmos 
Para onde caminha a humanidade 
Se existe humanidade...

Ela existe? 
Um passando a perna no outro 
Pernada para tudo quanto é lado, 
Outro vai para a igreja rezar.

Depois de tanta maldade 
Até que merece ...
Mas o dia de farra continua 
Bebidas para todos os poros 
Trânsito em todas as estradas...

O corpo está li estagnado 
Ninguém lembra que o corpo existiu 
A consciência ruiu 
O povo ruim domina 
A humanidade caiu...

Corpos nas estradas 
A curiosidade reina 
O acidente causado, 
Coitado! 
Não resistiu, 
Mas o parceiro de viagem 
Gravou e divulgou na “cidade”.

O corpo fez sucesso 
Mas dois minutos depois, 
Tem outro mau sucedido 
Que foi agredido e vencido 
pelas drogas e pelo crime.

Mais um corpo esquecido 
Que será comido pelos bichos 
Diferente do corpo de Cristo 
Iluminado e bendito, 
Virou tema de feriado 
Onde tudo vai recomeçar.
Em prol do seu nome iluminado 
Onde muitos irão novamente 
v i a j a r... 
E não voltam mais!



 Marcelo de Oliveira Souza,IWA

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lição de Vida

Foto: Ribeirão do Meio, Lençóis BA Brasil


LIÇÃO DE VIDA 


Durante minha feliz jornada ao paraíso de Lençóis, encontrei um casal muito simpático, com uma senhora de cerca de setenta e dois anos, fazendo a trilha para alcançar mais uma das maravilhas da cidade. 
Encantados com o meio ambiente como eu, aos poucos fomos nos entrosando, indo desembocar num lago circundado de pedras chamado Ribeirão do Meio,que tinha uma espécie de tobogã natural, onde as pessoas escorregavam lá de cima indo terminar neste formoso lago, com águas frias e ferruginosas. 
Conheci esta senhora, que me passou uma verdadeira lição de História, e mais que tudo, uma lição de vida, para todos nós, inclusive as pessoas que são incrédulas na capacidade de amar do ser humano. 
Clara, chamemos assim, foi uma verdadeira batalhadora, quis participar da segunda guerra mundial, mas como a família era de grande influência em São Paulo, foi impedida de exercer seu valoroso patriotismo. 
Presenciou a revolução de 1964, contando suas aflições, onde tentava proteger o seu pimpolho, em meio uma guerra entre pessoas do mesmo País. 
Porém o mais bonito e marcante foi quando ela conheceu o seu o seu marido, hoje falecido infelizmente, deixando-a sozinha com seu filho, que agora já está casado. 
Como uma médica, ela fazia triagem sempre em pacientes, para empregos e também seguros, sendo uma pessoa bastante reservada, quanto a namorado. Passando assim um bom tempo sozinha, sua família bem como a sociedade pressionava quanto ao seu estado de solteira, o que não é muito diferente de hoje, porém como era da alta sociedade, a pressão era irremediavelmente maior, com filhos de senadores, ministros, todos de muito poder à sua espreita. 
Contudo Clara não sucumbiu, ao seu romântico desejo de realmente entregar-se a um homem por amor. 
Em meio a uma dessas entrevistas a pacientes, havia um rapaz bastante humilde, que respondendo ao questionário, informou a sua profissão de garçom que não sabia escrever, não fumava, não bebia, não jogava e não tinha nenhum vício, o que ela prontamente se afeiçoou, achando o seu príncipe encantado. 
Conheceu-o melhor em um local de refeições rápidas, se apaixonando, o que foi um escândalo para aquela época, uma pessoa da sociedade casar com um homem humilde e analfabeto? 
Ela saiu de sua casa em um bairro nobre de São Paulo, indo morar com ele em um barraco bastante humilde. 
Passou a alfabetiza-lo, e prepara-lo para a vida, e quando ele começou a escrever, a primeira coisa que ele fez foi uma carta de amor, agradecendo tudo que ela tem feito por ele. 
Em seguida foi matriculado para cursar o primeiro grau, depois o segundo, indo culminar na faculdade de direito de São Paulo, sendo um dos primeiros colocados. 
Formando-se com louvor, sendo bastante útil e criador das leis atuais do direito do trabalho, alcançando muito sucesso em sua profissão. 
Após vinte anos de luta em suas profissões, juntaram um dinheiro e foram morar na região da Chapada Diamantina, fugindo da violência da Capital Paulista, em que não quer nem pensar em voltar, ainda mais agora que o seu amor faleceu, cerca de um mês, lamentando. 
Viajaram bastante em suas aposentadorias, e onde eles já passaram ela recusa-se terminantemente voltar. 
Parece um conto de fadas, porém Clara é um nome fictício, mas a pessoa existe, onde extasiado, e muito atento às suas atitudes, vigor, sobriedade e simplicidade, Clara me conquistou e certamente vai conquistar você. 

Marcelo de Oliveira Souza,iwa 
Do Livro do autor Conto & Reconto 
Editora Celeiro de Ecritores