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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nibiru



NIbiru

Como sabemos, nosso sistema solar tem  uma infinidade de planetas que orbitam ao redor do sol, todos numa trajetória anti-horária, sendo que o nosso  tem 365 dias e uns quebrados para completar a trajetória.
Recentemente tivemos a oportunidade de saber sobre  um planeta chamado Nibiru, ou Planeta X,  que  tem dez vezes a massa da Terra, onde foi estipulada  a trajetória ao redor do nosso sol demorando  milênios para concluí-la, chega-se a falar que já foi visto a olho nu,  em alguns países, mas segmentos do governo americano - que detém a maior informação - não revela para as pessoas com medo de que possa causar pânico na sociedade mundial, como existem mais segredos desse tipo do que possamos imaginar, essa hipótese tem que ser levada bem a sério.
Quando esse corpo celeste se aproximar, acontecerá uma infinidade de desastres naturais como terremotos, furacões, pois o magnetismo do nosso planeta será seriamente afetado, sem falar que se esse "intruso” se aproximar demais da Terra, temos a possibilidade de que haja problemas muito piores, como a nossa destruição.
Se observarmos atentamente,  tudo isso descrito  vem acontecendo, até aqui no Brasil – no Paraná – teve terremoto de mais de sete pontos na escala Richter, onde se quisermos nos aprofundar no assunto, existe um vasto acervo sobre esse tal planeta e sua trajetória, que muitos falam que chegará ao seu ponto mais próximo com a Terra no dia 23 de setembro, mas como esses cálculos astronômicos tem uma margem de erro muito grande não sabemos ao certo o dia.
Não estamos propalando essa informação para que as pessoas possam se desesperar, mas o conhecimento dos fatos e da verdade sempre é bom, pois se tiver de acontecer alguma coisa mais séria, somente os poderosos conseguirão ter o seu passaporte para a salvação e nós, vamos assistir tudo de camarote, até a cena final.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Dor de Onze de Setembro




Dor de Onze de Setembro 


Lá de cima, no céu vem aquele imenso clarão 
Acompanhado de um grande trovão 
Colocando em desespero a população, 
O povo correndo em comoção 
Gritos de horror, salvem a multidão! 
Tá tudo caindo, o mundo se destruindo 
Terremoto se esvaindo 
A torre se diluindo... 
Aquele arranha céu lindo ! 
Agredido por monstros alados. 
O fio dos desesperados 
Pobres coitados ! 
Dentro dos dois paus gigantes viraram nada ! 
Esse nada que hoje é tudo 
Que sobrou do fim do mundo... 
A torre de babel bendita 
Caiu na armadilha maldita, 
Deixando como herança setembrina 
Mais um exemplo que alucina... 
A dor cravada no peito 
Não cessou direito 
E todo ano tem o mesmo efeito 
De quem morre, sofre e carrega para sempre 
A dor do luto no peito... 






  • Homenagem Às vitimas do Onze de Setembro
  • Do livro Confissões Poéticas


Marcelo de Oliveira Souza,IWA -  Salvador - BA - Brasil
Escritor e  Organizador do Conc Lit Poesias sem Fronteiras
Instagram: marceloescritor

domingo, 10 de setembro de 2017

V Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza




V Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza,IWA
(inscrições de 11 de setembro 2017 até a cota do livro estiver preenchida - 80 autores)


 

Realização dos sites:
www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net; http://marceloescritor2.blogspot.com e faceboook.com/psfronteiras
Apoio: Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências /RJ; Academia de Letras de Teófilo Otoni /MG; Clube dos Escritores Piracicaba SP; Sociedade Ibero Americana de Escritores: Academia de Letras e Artes do Ceará
Com o objetivo de estimular escritores de todo o Brasil e de outros países, o concurso premia os melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 4a edição.
Em parceria com o Celeiro dos Escritores, TODOS os trabalhos participantes do evento estarão publicados na Antologia; e todos os autores receberão um exemplar da obra, na residência, sem nenhum ônus além da taxa de inscrição ( Livro via Correios, registrado).
Nesse Prêmio aceitaremos todas as expressões artísticas literárias: Contos, poesias, crônicas, haicais, etc. Desde que: O poema tenha até 35 versos e a crônica, conto ou outra expressão não passe de 1500 caracteres.
Taxa de inscrição: R$ 48,00 que corresponde a 01 exemplar da Antologia.
(A ser paga através de boleto bancário, que será enviado ao autor inscrito, pelo Celeiro.)
Atenção:
a) Autores de Fora do País: 35 dólares ou euros.
b) Menores de idade: Só a partir dos 16 anos completos.
c) É permitido participar com mais textos, observando: Um texto para cada inscrição.

Exemplo: 01 inscrição - R$ 48,00 = 01 exemplar da Antologia.
02 inscrições - R$ 96,00 = 02 exemplares da Antologia e assim sucessivamente.

Dúvidas: entrar em contato com: Marcelo Souza – cel/whatsapp : 71-92510196 e-mail : marceloosouzasom@hotmail.com.
O RESULTADO dos vencedores será divulgado no site oficial do concurso:
www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net; http://marceloescritor2.blogspot.com;faceboook.com/psfronteiras, por e-mail.

Premiação:
1°lugar: Troféu Personalizado + Camisa Oficial do Olodum Tam G+ Certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso
2° lugar: Certificado + Livro Poemas do Brasil + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso.
3° lugar: Certificado + Revista da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso.
*
Menção Honrosa Internacional: Daremos uma menção ao melhor autor estrangeiro que não esteja entre os três primeiros lugares: Certificado + Livro Poemas do Brasil  + Brinde Lembrança de Salvador + poesia em destaque na Antologia e no site oficial do concurso – caso não tenha autor estrangeiro o prêmio se extinguirá automaticamente.

Marcelo de Oliveira Souza,IWA
Organizador e patrono do evento
Obs: O livro Poemas do Brasil é uma Antologia de autores brasileiros formado a partir de um grupo no Watssapp ;

Inscrições somente através do site:
http://celeirodeescritores.org/inscricao.asp 
Opção : Prêmio Escritor Marcelo 


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Sonho de Sete de Setembro


Glorifiquemos a Independência 
com orgulho e satisfação 
Um País gigante, de influência 
Formador de opinião. 

Políticos de sapiência 
Que ama o povo e a educação 
Exaltando nossa bandeira 
Símbolo da Nação! 

A virtude da igualdade 
Em cada segmento 
A saúde com récorde de desenvolvimento 
Curando a ferida aberta sem sofrimento. 

Respeito mutuo e contentamento 
Uma grande virada 
no nível de vida 
Bloqueiando os ressentimentos. 

O Brasil que é campeão 
Não só no futebol 
Que era homenageado e gritado 
Por desempregados e desdentados. 

Celeiro do mundo 
Exportador de Tecnologia 
O Brasil potente 
Cheio de alegria. 

Acorde ! é só hoje que podemos sonhar 
Amanhã tudo permanece igual! 




Marcelo de Oliveira Souza,iwa

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nau dos Desesperados!


Nau dos desesperados



A nossa cidade de Salvador é praticamente uma ilha, somos uma região costeira, mas nem por isso temos a oportunidade de desfrutar essa  benesse  presenteada por Deus, o pouco serviço marítimo oferecido à  população,  é verdadeiramente precário.
Sendo uma metrópole turística, teríamos que investir muito mais no nosso dom natural, mas o que vemos são lanchas, navios e tudo que flutua -  não podemos chamar de barcos – sucateados.
Os Ferrryes são embarcações antigas que quebram rotineiramente, os usuários são tratados com descaso, pagam caro por um serviço essencial, por isso eles aproveitam para usurpar a dignidade dos passageiros, pegando enormes filas da agonia, tanto no Terminal  Marítimo de Salvador como no de Bom Despacho, onde a Ilha do Desespero – Itaparica – poderia ser um balneário turístico, contudo o que encontramos é outro descaso.
Os nossos governantes propagandeiam obras tamanho G, mas  esquecem a segurança e o zelo pelas preciosidades ao seu redor.
Nessa briga de prefeito e governo, a gente sai como sempre perdendo, onde na semana passada eclodiu a podridão náutica, que flutua pela Baía de todos os Santos, virando uma embarcação num arrecife, numa manobra infeliz, virando com 133 pessoas a apenas duzentos metros da praia, mesmo assim morreram 23 pessoas, é algo inconcebível para a nossa região, onde desastres desse quilate nunca aconteceram, mas muitos incidentes náuticos rotineiramente acontecem com embarcações de passageiros de todos os tipos, ficando à deriva na nossa baía, só que é abafado, até por falta de combustível tem embarcação ficando à deriva.
Esse caso muito sério precisa ser olhado com atenção pelos órgãos responsáveis, onde fatalidades desse tipo têm que ter uma punição rigorosa, porque não é apenas nessa travessia, tampouco nos  Ferryes esse tipo de desleixo, é em toda a Bahia, fato que tem sido sempre denunciado pelos seus usuários, mas a denuncia deles, é muito pouco diante do que acontece, se formos computar realmente, teríamos um numero assustador.
Deixamos nosso apoio a todos que perderam seus entes na tragédia do Cavalo Marinho, pois não é fácil perdermos pessoas dessa forma, que essa triste mensagem tenha sido um aprendizado a todos,  para exigirem  seus direitos de serem tratados não apenas como consumidores, mas como seres humanos que precisam de respeito.



Marcelo de Oliveira Souza.iwa








Marcelo de Oliveira Souza,IWA -  Salvador - BA - Brasil
Escritor e  Organizador do Conc Lit Poesias sem Fronteiras
Instagram: marceloescritor

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Soldados da Nossa Nação!




Soldados da nossa Nação! 

Marcha forte 
Com perfeição 
Coturno, boina, 
Fuzil na mão. 
A Estratégia do capitão, 
É sinônimo de perfeição! 
Defesa armada 
Da nossa Nação. 
Todos eles, somos nós 
Gritando numa só voz: 
- Estamos sempre de prontidão! 


Norte, sul, tem fronteira... 
De toda forma e maneira, 
Aparecem na dianteira 
É a nossa salvação! 
No peito do soldado 
Pulsa nosso coração 
Sozinhos, no frio e no calor 
Na altura e na dor, 
Há sempre superação. 

Sempre preparados para a guerra 
Na paz a responsabilidade 
Não se encerra 
O braço forte da nossa era 
Em cada um deles, temos um campeão! 

Marcelo de Oliveira Souza,iwa 
*Homenagem ao Dia do Soldado. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A Inevitabilidade da Morte!





A Inevitabilidade da Morte





Diante da inevitabilidade da morte, as pessoas caem no desespero perante um poder muito maior que a gente, em que não suportamos quando a dona da foice passa a sua sentença.
Como faz parte de todo o desenvolvimento da vida, ela vem naturalmente, imponente, muitas vezes sem a gente perceber; outras vezes ela manda o convite que as pessoas teimam em não receber, onde viramos um paciente impaciente, sofrendo com uma doença terminal.
Nesse caso não é apenas o enfermo que sofre, a família toda sente o impacto, onde esse doloroso tombo aos poucos vai corroendo as nossas resistências, da mesma forma que destrói o senso lógico de cada um.
Uns perdem até a fé em Deus, chegando até a amaldiçoá-lo, outros se apegam  mais ainda por um milagre que poderá não vir e depois do tombo vira-se contra o ser celestial, pois a intensa dor os impede de concatenar suas ideias.
Tem outros que mudam a sua religião não hora final, passa a aceitar dogmas totalmente contrário à sua experiência de vida.
Mesmo a morte nos traz muitas lições, muitos aprendizados são adquiridos diante dela, onde na maioria das vezes as pessoas depois de um tempo se resignam, tentando lembrar da época boa em que esse ente querido estava vivo, das mensagens que ele tentou enviar na sua passagem para o além; outras vezes o falecido é o alicerce de uma família que por sua fez se desmorona e não tem mais como reconstruir, mesmo diante de tanto sofrimento as pessoas não aprendem nada.
A inevitável morte nos intriga, tem cientista que estuda isso há anos, uns dizem que num futuro distante ela terá dificuldades de vim ceifar as almas, mas enquanto isso não acontece, temos que estar preparados para ela, mesmo que seja uma retórica, é a mais perfeita verdade, principalmente nessa época aqui no Brasil, onde o valor da vida está menor a cada dia, onde saímos e não sabermos se voltamos, em que o consumismo virou uma religião e o amor perante o nosso criador caiu no ostracismo. 

Homenagem póstuma à Paulo Silvino e às vitimas do triste atentado em Barcelona e região.
 



Marcelo de Oliveira Souza,IWA -  Salvador - BA - Brasil
Escritor e  Organizador do Conc Lit Poesias sem Fronteiras
Instagram: marceloescritor

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

The Best Antology of Poetry











O Escritor Marcelo de Oliveira Souza, Organizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras e Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza,iwa; autor dos livros A Sala de Aula, Conto e Reconto, Confissões Poéticas e Sobrevivendo, ganhou o prêmio "The Best Antology of Poetry", de melhor antologia do ano, ofertado pela Associação Internacional de Escritores, IWA; sediada nos Estados Unidos através da ilustre presidenta Teresinka Pereira.
"Agradecemos a cada um de vocês que confiam e confiaram no nosso trabalho, onde essa premiação divido com cada um que sempre acreditou nos nossos projetos"
*Quem desejar ser informado do nosso próximo concurso, enviar mensagem para marceloosouzasom@hotmail.com
Marcelo de Oliveira Souza,iwa

sábado, 12 de agosto de 2017

Relannçamento do LIvro Sobrevivendo na Flipelê!









O escritor Marcelo de Oliveira Souza,iwa; organizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras e Prêmio Escritor Marcelo de Oliveira Souza,iwa, relança livro Sobrevivendo na Flipelô, em uma noite memorável, a apresentação foi na Cantina da Lua, Terreiro de Jesus.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Coração de Estudante













Coração de Estudante

Hoje é comemorado o Dia do Estudante,  onde temos que refletir muito sobre a vida de quem vai dirigir a nossa sociedade produtiva futuramente.
A educação é muito mais abrangente do que imaginamos, desde que nascemos, começamos a aprender, o nosso cérebro é o mais perfeito computador, que registra e apreende a cada segundo, principalmente quando estamos começando a nossa jornada da vida.
Nessa abstração cerebral, temos que dar aos nossos filhos todas as facilidades possíveis para que  o crescimento cognitivo da criança flua normalmente, oferecendo carinho, atenção e instrução.
Não importa a classe social, o amor não é medido através do valor financeiro, ele é medido por sentimento, que é a nossa verdadeira herança.
Quando a criança começar a sua vida estudantil, deverá estar pronta para engendrar em outro mundo, acreditando-se que a primeira etapa -  a educação que vem de casa – já esteja  cumprida.
Não adianta o professor “jogar” um monte de informação para quem não tem a mínima condição emocional ou orgânica de abstraí-la.
Educação é muito mais que isso, assim como educar é muito mais abrangente que o aprendizado na escola.
O Coração de Estudante, muitas vezes já vem fragilizado de casa e não há nenhuma educação que possa instruir um coração fragilizado, precisamos antes disso,    recuperar a autoestima do estudante, mostrar a sua importância para a sociedade, que é a maior aula de todos os professores, a partir daí, conseguiremos alcançar algum resultado.

Feliz Dia do Estudante.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Relançamento do Livro Sobrevivendo




O Escritor Marcelo de Oliveira Souza,iwa Organizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras e Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza,iwa; convida todos os amigos para o relançamento do livro Sobrevivendo, que será durante a Feira Literária Internacional do Pelourinho, no Terreiro de Jesus,
Lá na Cantina da Lua. Salvador. dia 11 de agosto de 2017 às 19h
Marcelo de Oliveira Souza

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Primo Chico




O  Primo  Chiico


Essa semana em Feira de Santana, Bahia, foi um verdadeiro corre-corre, pois apareceu uma doença de nome bem esquisito chamada chihungunya.
Essa doença é uma variação do vírus da dengue, onde o mosquito aedes aegypt também é o  seu transmissor, ele é considerado o “primo da dengue”, porque tem as mesmas características, só que a dengue é mais letal e os sintomas passam mais rápido que o seu primo Chico.
Ela leva esse nome porque na língua africana   quer dizer falta de mobilidade, pois a enfermidade faz endurecer as juntas, elas ficam inflamadas e doloridas por muito tempo.
A gente já havia comentado na época da Copa sobre o primo “Chico” que vinha dá África, mas muita gente não se preocupou com essa problemática, porque como na maioria dos brasileiros, eles só  vão  se preocupar depois que o caso acontece, mas o governo tem a obrigação de ser vigilante nessa questão, esquecer um pouco de vigiar nosso voto e fazer o seu trabalho.
O interessante é que ainda não estamos preparados para enfrentar inúmeras moléstias, mesmo com toda tecnologia que dispomos para contar os votos nas urnas, pois para saber se a pessoa tem a moléstia, o hospital tem que fazer um exame e enviar para o norte do país, já pensou como nosso visitante vai viajar?
Daqui que volte, Chico já se alastrou no estado inteiro e depois por todo o pais da Copa do Mundo que conseguiu penosamente organizar-se para o evento, mas não consegue discernir Chico de Francisco.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

Na última quarta-feira, dia 25/07/2017, a Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina publicou o edital do 26º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos.

Nesta edição, a comissão organizadora será composta exclusivamente por membros da Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina. Portanto, para esclarecer qualquer dúvida a respeito do concurso o candidato deverá entrar em contato através dos e-mails e telefones que constam no edital.

Atenção: é importante a leitura completa do Edital antes de fazer a inscrição.

Principais informações:

·Acessar edital completo neste endereço: http://www.leopoldina.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/xxvi-concurso-nacional-de-poesias-augusto-dos-anjos/327 ;
· Período de inscrição: de 07 de agosto de 2017 (a partir das 8 horas) ao dia 01 de setembro de 2017 (até 18 horas);
· Preencher a Ficha de Inscrição online e a Ficha de Inscrição anexa ao edital com as mesmas informações;
· A Ficha de Inscrição e as 5 vias da poesia deverão ser entregues diretamente no Museu Espaço dos Anjos (endereço no Edital), ou enviadas via correio, sempre dentro do período de inscrição;
· Divulgação das 20 poesias finalistas: 30 de outubro de 2017;
· Cerimônia de premiação: 10 de novembro de 2017.

Atenciosas Saudações,
Nilza Cantoni - Segunda Secretária
Leopoldina, MG
Se não quiser continuar recebendo nossas informações, responda esta mensagem com a palavra 'excluir'.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Ilusões




Ilusões


Num mundo de
Ilusões
Arvoramo-nos
Com paixões
Sonhamos
Com belas canções
Sofremos
Com enganações
Grito, choro, erramos...
- Lá vem com sermões!

Crescemos, a vida segue,
Jogados na “cova
dos leões...”
Nunca é fácil confiar
Muitos, charlatões
A vida num minuto
Outras ilusões...
Tudo é para agora
Mais confusões.

Olhamos para trás
Quantas inquietações!
Mas teve alegrias
A vida ensina
Nos  dá lições.
Medo, insegurança...
Egoísmo desde criança
A vida nos dá esperança
Nem tudo é ruim
Lascerações...

Aprendendo
Com as decepções,
Estendendo a mão
Entendendo a vida
Então...
Veremos o que importa
É unir ...
Nossos corações!


Marcelo de Oliveira Souza,iwa





sexta-feira, 21 de julho de 2017

Rapunzel do Sertão


  Rapunzel do Sertão


Numa região rural, ao nordeste da Bahia, tinha uma garota que se destacava perante todas as outras famílias, que tinham como rotina, a subsistência na agricultura, plantando e colhendo feijão.
As famílias sempre tinham uma renda baixa, contudo muita força de vontade, pois todos participavam alegremente dos serviços de plantio na maior boa vontade, onde era uma constante a amizade e união entre todos, sem falar na inocência que caracteriza todos que habitam o agreste.
Nesse quadro, Mariana e sua família mantinham o seu cotidiano, em que aqueles lindos olhinhos negros eram a janela para uma mente cheia de força de vontade e de informação.
Certo dia, ao dirigir-se para a sede da cidade de Araci, a fim de vender o produto do seu suor e desprendimento, Rivaldo, pai da nossa personagem, deparou-se com um livro chamado: A história de Rapunzel, cuja capa existia uma linda princesa com longos cabelos dourados numa das torres de um enorme castelo, o que realmente encantou a nossa garota, que pediu ao seu pai um exemplar do livro, pois a atraiu de pronto!
Como ela não sabia ler, teve que pedir ao seu pai que não era bom na arte de decifrar aquelas letras, contudo sempre ao meio dia, após o almoço, Reinaldo dava um jeito de concatenar as palavras e produzia um bom resultado.
Assim Mari, como era carinhosamente chamada, atentamente ouvia a leitura do seu genitor, participando de cada uma “cena” emocionante e tentava gravar cada parte para passar adiante, fingindo uma leitura, que realmente era o sonho dela. As rodas iam se formando em um manto de admiração, pois uma garota tão pequena lendo um livro! Era realmente de espantar a todos naquele quase inóspito lugarejo, onde todos chamam vulgarmente de “roça”.
A garota percebeu que o mundo da leitura é a verdadeira porta para a informação, diversão e sabedoria, por isso o seu grande desejo realmente era aprender a ler aquele livro tão bonito e encantador, para de fato passar para as outras pessoas, o que repentinamente apareceu a sua chance, pois a prefeitura tinha acabado de designar uma professora para alfabetizar as pessoas do lugarejo, lá na casa de farinha, onde as pessoas processavam a mandioca.
Com isso, a nossa garotinha conseguiu “decolar” no seu sonho e ao alfabetizar-se, prosseguiu nos estudos, mesmo com uma defasagem diante dos colegas, sempre se destacava, até no colégio daquela cidadezinha - cujo lugar parece tão grande para quem vem dos distritos - em que ela tinha que ir de carona numa carroça com um único morador que fazia o transporte de todos, rotineiramente.
Hoje, a professora Mariana, trabalha em sua sala de aula com crianças “sedentas” de informação igualzinho a ela, e sua amiga de tranças de mel, trancada na torre do castelo, “puxa” os alunos da nossa grande personagem, para o mundo mágico da leitura e do conhecimento ao ler aquele mesmo livro, mas a fama da garotinha esforçada, que lutou para não ficar sem instrução ante as outras com maiores oportunidades, deixou um feito, digno da estória infantil. Suas tranças negras ficaram na imagem de todos os lavradores, que sempre ao vê-la dizem: - Olhe a Rapunzel do Sertão!



Marcelo de Oliveira Souza,iwa

Do livro do Autor Conto & Reconto
Editora Celeiro de Escritores




















sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cadê Ione?


Cadê Ione? 

Hoje em dia é muito difícil educar uma criança, visto que a nossa sociedade se transformou e a fronteira entre o tradicional e o démodé virou a mesma face da moeda, cujo lado contrário virou a permissividade. 
Outro detalhe muito importante é quando o casal se separa, a criança entra em parafuso, muitas vezes não é por causa da separação, mas porque os pais que entraram em paranóia primeiro. 
Foi assim mesmo, o caso de Rosângela, uma morena que mora lá no são Caetano, ela tinha acabado de se casar com Rodrigão, um homem grosseiro que veio do sertão. 
Não demorou muito, ele arranjou logo um jeito de engravidar a moça, para ver se coloca as rédeas, segundo o infeliz. 
Depois de nove meses já se viu o resultado, um grito estrondoso, com o pulmão a toda força, estreou Ione, uma moreninha sapeca. 
O tempo foi passando e o nosso amigo aprontando, para cima da sofredora esposa, deu para tomar umas cervejas depois do trabalho de vigia na Ceasa, que só voltava lá pra a madrugada. 
A mulher que trabalhava à noite num supermercado, não tinha tempo nem de se coçar, você sabe como é caixa de um lugar desses... 
O melhor jeito que ela arranjou foi tratar logo de batizar essa garota, entregando esse “presente” para a sua irmã Rita e seu esposo Osvaldo. 
Assim a moça foi mais despreocupada para o trabalho, cumprir a sua sentença no caixa de supermercado, e o esposo que não trabalhava mais por causa do alcoolismo ficava o dia inteiro no bar e à noite se jogava na cama para dormir. 
Lá pelas onze horas quando a sofredora chegava, ainda o homem procurava confusão, com ciúmes, dizendo que a moça estava se vendendo na rua, futucava a bolsa da coitada perguntando sobre o dinheiro. 
Sei que o casamento ruiu diante de tanto desencontro e humilhação, nesse quadro, Ione já estava” maiorzinha”, com onze anos de idade. 
A salvação dela era que a menina estava em ótimas mãos, mas o que é bom dura pouco, a menina conseguiu passar no “ventibulinho” do colégio da Polícia Militar, público e conceituado, mas é longe de casa. 
Poe isso, ia de van para a instituição e quando voltava ficava na casa da avó que morava na mesma rua e nos finais de semana ela ia para a residência dos padrinhos, de lá, passeavam para tudo quanto é lugar, era uma festa. 
Lá no colégio a garota vez muitas amizades, só que as coleguinhas eram bem avançadinhas, já se pintavam, se achando mocinhas, ia para o shopping aos sábados, formado uma daquelas tradicionais tribos que a gente vê tanto nesses lugares de Salvador. 
A transformação era a olhos vistos, quem percebia mais era a madrinha, até o cabelo a garota queria modificar, não aceitava mais trancinhas, queria se vestir como adolescente ou até adulta.
A insatisfação era total, a mãe preocupada com a transformação da guria, enchia-a de presentes, se “embolava” no cartão de crédito e comprava tudo, deu até o famigerado computador+internet que nessa soma resulta no Facebronca! 
A menina fez um perfil com outro nome e ficava paquerando todo mundo que achava bonitinho, eram longas horas sentada na “segurança” do seu minúsculo quartinho. 
A mãe satisfeita que a menina parou em casa, a madrinha mais descansada, porque a criança diminuiu as suas idas na sua residência, mas a avó ficava desconfiada com tanta risadinha advinda do quartinho do barraco. 
No aniversário de doze anos da garota, ela ganhou um celular, um grande aliado da perdição juvenil, claro que a menina adorou. 
A nossa amiga “caixa” toda satisfeita ainda vociferou para a mãe: 
- Agora parece que as coisas estão indo para o lugar! Eu já estou namorando a minha filha se comportando e tudo se endireitando... 
O namorado chamava-se Hélio, mora ali mesmo na viela dela, viu os atributos da mulher e resolveu conferir o “caixa”. 
Não é que algum tempo depois ele já estava indo dormir lá no “moquifo” da nossa amiga? 
O pior que o beberrão do ex-marido, o ex-vigia não gostou e foi lá tirar satisfação, o caldo engrossou, o pau comeu no barraco, se engalfinharam, saíram rolando a ribanceira, foram parar lá embaixo perto da pista, só não terminaram na rua porque tinha uma cerca de arame farpado que segurou os dois num grande abraço de urso. 
Depois do incidente, Rosângela conversou com o seu ex-marido e ameaçou levá-lo à delegacia. 
O homem sumiu, agora quem “mandava” era Hélio, que não dormiu no ponto, tratou logo de engravidar a sofredora. 
A bagaceira estava perfeita, uma adolescente problemática, a mãe com a corda no pescoço, cheia de dívidas e de preocupações, o tal do homem com nome de gás nobre, não tinha nenhuma nobreza, pelo contrário, fazia bico como motorista lá na Cesta do Povo. 
Ione não estava mais se concentrando na escola, só queria saber de encontrar os amigos do Facebronca e para piorar a madrinha engravidou e não tinha mais tempo de ficar saindo com a menina, que se queixava à mãe de não poder sair mais, não passeava, não ia para canto nenhum, era só no celular e na internet. 
A avó dizia aquela célere frase: 
- O que tanto essa menina faz no computador? 
Mas não havia nenhuma resposta. 
As notas delas ruíram, a menina saiu do Colégio Militar, foi para uma escolinha particular de bairro, ia estudar, mas não entrava na instituição, ela saía para namorar os amigos da net. 
A mãe chegava tarde, a avó se queixava do comportamento da neta, o “namorado” queria atenção, a filha se trancava no quarto batendo a porta com a maior força, não abria a porta nem por um decreto e amanhecia... 
A triste rotina seguia, Ione deu até para sair escondido, no meio da noite, ninguém sabe pra onde. 
Certo dia, quando a nossa sofredora personagem chegou, ela viu o quarto da menina aberto e achando estranho perguntou: 
- Cadê Ione? 
O namorado dela não sabia responder, dizia que podia estar na casa da avó. 
Imediatamente a coitada arrastou seu corpo até a casa da mãe e foi lá perguntar pela filha. 
Só que a casa esta trancada e a idosa que não ouvia muito bem já estava no terceiro sonho. 
A mulher começou a gritar pela filha, acordou a rua todinha, depois de muito escândalo a vovó Zilda acordou. 
E a filha em prantos perguntou: 
- Cadê Ione, mãe? 
A avó da menina responde: 
- Ué, está dormindo na sua casa! 
Foi aí que a confusão aumentou, todo mundo assustado pela ausência da menina resolveu sair em meio à madrugada, naquele lugar perigoso. 
Hélio pegou seu Chevette e saiu para os lugares mais distantes, Rosângela mesmo grávida, juntou-se com uns vizinhos e foi procurar a menina em cada beco da favela. 
A irmã grávida foi para a delegacia dar uma queixa, o padrinho foi ao hospital. 
Ninguém conseguiu localizar Ione, apesar da polícia também procurar, a menina parece que sumiu no ar, e a pergunta fica sempre no juízo da sua genitora, que foi promovida de caixa a coordenadora: 
- Cadê Ione? 


Marcelo de Oliveira Souza,IWA