Seguidores

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Escritor Carioca radicado na Bahia lança mais um livro!






Escritor Carioca radicado na Bahia lança mais um livro de Antologia 


O Escritor Carioca radicado na Bahia, Marcelo de Oliveira Souza,iwa autor dos livros A Sala de Aula, Conto e Reconto, Confissões Poéticas e Sobrevivendo; Organizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras e Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza, iwa; lança mais um livro, participando da Antologia Poemas do Brasil, organizado escritora Marlete Alves; o autor foi ao memorável lançamento em Aracaju, confraternizando com os escritores da região, tendo a oportunidade de mostrar um pouco da sua obra a pessoas de todo o Brasil e conhecer outros poetas, que somente os conhecia virtualmente. 
O livro foi sedimentado através do grupo do “Whats app” Poemas do Brasil, que deu nome à Antologia, onde apresenta uma gama enorme de flores em sua capa, contudo as verdadeiras flores são os poemas dos seus caprichosos autores, mostrando toda a sua competência e desprendimento, pois através de um meio virtual, conseguimos criar um livro físico de boa qualidade literária, dando um grande passo na relação entre os autores do livro e grupo virtual. 
Esperamos que esse seja somente o início de uma jornada gloriosa, não deixando de felicitar a todos e todas pelo empenho e união. 

Marcelo de Oliveira Souza,iwa

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Semana Santa Perdeu a Razão!

A Semana Santa Perdeu a Razão


Choro, tristeza, consternação.
O Sofrimento de Cristo
É triste lembrança,
Que senti desde criança.
O homem que amou
E sofreu ingratidão
Seu renascimento é milagre,
Comemoração...
Mas as pessoas novamente
O agridem sem consideração.
Das festas populares
Lembramos  da lição.
O homem traído
Teve compaixão.
O traidor virou personagem
De bandido, político, ladrão
Na “folia” tem gente
Que “perde a mão”!
Do cálice de vinho
Vira engradado de cervejão.
O ovo de páscoa
É motivo de ostentação
O peixe, é moeda de cotação.
Até baba de saia  apareceu
Que   é a nova ideia  
De transformação.
Todas essas são as mensagens
De que o homem
Não aprende a lição.
Nessa festa de união
Os crimes aumentam,
Corpos mutilados
Jogados ao chão.
Motivos de acidente,
Bebedeira, assalto
Ou simples agressão.
E nessa “comemoração”
A Páscoa se transforma
Num epilogo
De uma Semana Santa
Que perdeu sua razão.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Magricélia








Magricélia 


A maioria das pessoas que compõe a cidade de Salvador é advinda do interior da Bahia, gente que veio realizar o sonho de morar na capital, atraídas pelo fascínio urbano. 
Indivíduos que deixam tudo onde moram para vir tentar a sorte aqui, aspiram crescer e levar a vida num lugar melhor para seus filhos. 
Uma dessas pessoas é Magricélia, que já veio com uma mochila extra, ou melhor, uma criancinha chamada Antônio, sendo assim, designada de mãe solteira; como nos idos de antigamente isso era quase como um crime, uma vergonha para toda família, o mais sensato para ela foi sair pela tangente e tentar a vida na cidade dos sonhos dos interioranos baianos. 
Aqui ela conseguiu um cargo de costureira de confecção, passando, pois a montar o seu sonho, como ela era muito falante, comunicativa ao extremo, conseguia cativar todo mundo que passava por ali, num curto intervalo de tempo, ela parecia mandar mais do que a dona da confecção, pois era a âncora da loja. 
Algum tempo depois conheceu um policial com o mesmo nome do filho, o rapaz gostou tanto dos encantos da baixinha que terminou assumindo o filho xará e a sua falastrona mãezinha. 
Casaram-se em pouco tempo, morando num conjunto residencial apropriado para policiais, a nossa amiga radiante de felicidade tratou logo de realizar o grande sonho do marido, que era um filho macho. 
A lenda do filho homem começara por ali, teve a primeira chance, aparecendo uma menina, deram o nome de Dirce, dois anos depois eles tentaram novamente, surgindo mais uma menina, chamada de Caren, depois de tanta desilusão, foram desanimando e aceitando o que Deus reservou para eles. 
Mas o povo é um caso sério, fica ali encima massacrando, o policial dizendo que ele precisara ter um herdeiro, por conseguinte ele pressionava a esposa para ter mais um filho, só que ela não tinha aquela saúde perfeita, principalmente que já estava passando dos trinta anos de idade, e como na sua infância não era dada àquela alimentação perfeita, rejeitando todo tipo de leite, as doenças começaram a cobrar, os ossinhos ficaram quase tão frágeis quanto o de uma criancinha. 
Era pressão para tudo quanto era lado, a mulher adoecia tanto que chegou até a se aposentar por invalidez, restando somente o soldo do cônjuge, para sobreviver, o tímido marido quando cruzava com a cerveja passava a desmoralizá-la perante todos e o sonho da miúda foi se dissolvendo. 
Agora ela destinava somente os sonhos para Dirce, a única que gostava um pouquinho de estudar, a outra com ciúmes degringolou de vez, só chegava tarde da noite embriagada, cada dia com um homem diferente, apesar de não ser a rainha da beleza. 
Os anos se passaram e num desses encontros noturnos quando o marido ainda estava sóbrio, aconteceu o inesperado, a nossa amiga Magricélia, com toda aquela saúde frágil engravidou mais uma vez, sendo uma gravidez extremamente arriscada, já era quarentona, com problemas sérios de saúde, mas o milagre aconteceu, o sonho do casal de ter um garoto, foi enfim concretizado. 
A alegria voltou ao lar momentaneamente, pois o seu companheiro apesar de ter prometido nunca mais beber, não conseguiu separar-se da loira gelada. 
O garoto ganhou o nome de Michel, recebendo todo o amparo da família, mas quem realmente cuidava da criança era Dirce, pois sua mãe cansada de guerra, não conseguia passar uma semana sadia, um dia era dor nos ossos, outro dia era dor no coração, teve até principio de infarto, ao ver o seu companheiro escornado no chão molhado de urina. 
Para ela aquela foi a última gota d’água no garrafão da sua paciência, todos se reuniram e colocaram o marido para fora, que agora estava recém saído da corporação, aposentou-se e queria beber para esquecer a provável inatividade. 
Ele ficou morando a duas quadras da sua família, somente ia lá quando a sobriedade permitira, foi o pacto que fizeram. 
Até que o aposentado cumpriu perfeitamente, depois de alguns escândalos na frente da sua antiga residência, mas foi aceitando, os parâmetros que a sua filha Dirce tracara. 
Ele praticamente morava na antiga casa, com a desculpa de ver o seu filho Michel, o seu enteado que tinha o mesmo nome, morria de ciúmes, mesmo sendo adulto. O rapaz notava a diferença que fora tratado na sua infância por seu padrasto, apesar de toda aquela neurose, ele conseguiu passar no exército, ficando um bom tempo por lá, aposentando-se também por invalidez, por causa do coração, esse carma parecia mesmo ser de família. 
Mas Michel foi crescendo com todo dengo, ganhando presentes caríssimos, pajeado pela irmã mais velha, a sua segunda mãe. 
Em vista disso ele tornou-se um garoto mimado, não gostava de estudar e ainda por cima, começou a envolver-se com más influências, como essas três combinações são a verdadeira fórmula para a marginalidade, muita gente não esperava boa coisa partindo dele. 
O rapaz cresceu, mas nem o nível médio conseguiu concluir, os pais já cansados e idosos, não sabiam mais o que fazer com o filho, mas os presentes sempre apareciam, até motocicleta ele ganhou, mesmo sem dar nenhum retorno. 
Numa dessas noitadas ele arrumou uma encrenca, que não conseguiu sair, foi alvejado com dois tiros, um no coração outro na perna. 
Algumas pessoas arriscam dizer que foi dívida do tráfico, outras dizem que ele já estava montando o seu próprio negócio do pó e pedra, outros crédulos na inocência do rapaz, diziam que foi uma disputa por causa de algum rabo de saia perdido na noite. 
Os pais quando souberam, foi uma comoção total, a mãe baixou hospital, o pai não conseguiu dar uma palavra, Dirce tomou a responsabilidade para si, ainda conseguiu resolver os problemas, Caren até hoje não sabe o que aconteceu, sumiu no mundo, que ninguém consegue encontrar. 
Os sonhos de Magricélia foram intensos, o maior deles impingindo pelo marido, terminara assim, de repente, contudo o mais surpreendente mesmo, é que a sua filha desgarrada, agarrou um policial militar e está morando com ele a um ano na sua antiga cidade do interior, já tem até um filhinho recém nascido, que tem o mesmo nome do falecido tio. 


Marcelo de Oliveira Souza,iwa

sábado, 1 de abril de 2017

XIII Concurso Literário Poesias sem Fronteiras

XIII CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS 
(inscrições de 01 de abril 2017 até quando a cota do livro for preenchida)

 
Realização dos sites www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net ; http://marceloescritor2.blogspot.com e faceboook.com/psfronteiras

Apoio: Academia  Cabista de Letras, Artes e Ciências /RJ; Academia de Letras de Teófilo Otoni /MG; Clube dos Escritores Piracicaba/SP; Academia de Letras do Ceará – CE; Movimento Internacional Lusófono - Portugal

Com o objetivo de estimular poetas de todo o Brasil e de outros países, o concurso premia os melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 13a edição. Em parceria com o Celeiro dos Escritores, para a publicação da Antologia "POESIAS SEM FRONTEIRAS", onde 
TODAS as poesias participantes do evento estarão publicadas.

Todos os poetas receberão um exemplar da obra, na residência, sem nenhum ônus além da taxa de inscrição (via correios, registrado).

Os poetas tem que ter idade a partir dos 
16 anos e devem enviar uma poesia (máximo 35 linhas ou 1200 caracteres com espaço), tema LIVRE, através da Ficha de Inscrição do site - http://www.celeirodeescritores.org/inscricao.asp  opção Concurso Poesias sem Fronteiras
Taxa de inscrição: R$ 48,00 - que corresponde a 01 exemplar da Antologia. (A ser paga através de boleto bancário, que será enviado ao participante pelo Celeiro, para a caixa de e-mail inscrita.)

É permitido participar com mais poesias, observando: Uma poesia para cada inscrição. Exemplificando: 02 poesias = 02 exemplares = R$ 95,00

Escritores residentes, fora do país : 
35 dólares/ euros  por inscrição/um exemplar.

A Antologia "POESIAS SEM FRONTEIRAS"" será publicada no mês: JULHO/2017

Obs: Inscrições de outros países serão aceitas desde que estejam na língua oficial do concurso que é Língua Portuguesa.

Os autores residentes fora do Brasil, devem enviar o valor da taxa de inscrição, via Western Union, se tiverem dificuldade entrar em contato com: Marcelo de Oliveira Souza - através do e-mail marceloosouzasom@hotmail.com .

RESULTADO: 
No site oficial do concurso: www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net ; http://marceloescritor2.blogspot.com ; faceboook.com/psfronteiras

Premiação:
1°lugar: Troféu personalizado com o nome do autor e colocação + 1 camiseta oficial do concurso-tam M + certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso
2° lugar: Certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso + Dicionário de Autores Contemporâneos da BA
3° lugar: Certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso. + Revista Literária ARtpoesia

• Menção Honrosa Internacional: Daremos uma  Menção Honrosa Internacional para o melhor autor estrangeiro que não estiver entre os três primeiros lugares, cuja premiação será:  Destaque no livro e no site oficial do concurso+ certificado + Revista Literária Artpoesia + Lembrança surpresa de Salvador

Obs:  A Revista Literária é do movimento Artpoesia; O Dicionário foi organizado pelo escritor Carlos Souza.

Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cidade de Salvador

Cidade de Salvador



Dia de feira
Tô com fome
Vou ali comprar!
São Joaquim, Sete Portas
Ali é o lugar.
Santo Antônio, Bonfim
Hora de rezar.
Campo da Pólvora, Curuzu
Você vai  ficar.
Cidade baixa, na Ribeira
Tem sorvete lá!
Cidade Alta, no Lacerda
Vou te enxergar.

Todos os Santos
Na baía, é de  encantar
Do Centro Histórico ou
Da Barra, a gente vai lembrar.
Tudo bonito,
Tem sorriso de encantar.
Sou carioca ou baiano
Aqui vou morar
Essa cidade é muito linda
Vamos nos deleitar!
É da garota ou menina
Salvador, aniversário
Você  vai gostar.

No seu dia
É todo dia
Tem tudo de encantar...
Trio elétrico, carnaval,
Caruru, acarajé e vatapá...
Numa poesia...
Um mundo,  uma alegria
Salvador contagia
Eu vou comemorar!

 Marcelo de Oliveira Souza,iwa
Homenagem aos 468 anos de Salvador!



sexta-feira, 24 de março de 2017

Tuberculose



Tuberculose

Tosse sem parar
Não consegue aguentar
Rios de suor
Para incomodar,
Nem consegue
Se levantar...
Agonia sem parar
O apetite foi a outro lugar
Aos pouquinhos, definhar,
Corra logo, tuberculose
Vai tratar!

Ela é fácil de curar
Alguns meses a enfrentar
Persistência é a única ciência
E não desanimar...
O mal-do-século
Só na arte de rimar,
Agora viva,
Mas não pode fraquejar
Ela mata mesmo
E não vai perdoar.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa
Homenagem ao dia mundial de tratamento contra a tuberculose


sexta-feira, 17 de março de 2017

A Selva da Incompreensão




                                 A Selva da Incompreensão 



Antigamente quando eu era criança, a gente aprendeu o que seria democracia, o poder emanando da gente e o nosso país crescendo, era o sonho dourado pós-ditadura. 
Hoje esse sonho sequer realizou, o país empobrecendo, sendo pilhado por gente grande, mas não bastando isso tudo, lutamos contra o nosso próprio povo, a violência campeia a passos largos, da mesma forma que os nossos direitos, cada um luta de uma maneira para poder se desvencilhar do laço dos nossos caçadores. 

As emendas à nossa constituição, são constantes, não existe praticamente nenhuma lei nova que possa beneficiar o trabalhador, é só direito sendo vilipendiado e obrigações sendo impostas. 
Falando em imposição, o chamado “leão”, come praticamente a nossa mão, personificaram um bicho carnívoro e com muito apetite para poder “comer” nosso imposto de renda, cujo cálculo de devolução já está defasado há muito tempo. 
O interessante que tem  outro bicho terrível chamado “dragão”, que nos aterroriza até em nossos piores pesadelos; onde esses animais monitorados pelos caçadores controlam tudo que a gente possui, aumentando e diminuindo juros, enriquecendo mais ainda os banqueiros e nos pondo ao nível da pobreza, cujo cidadão de bem já parou de sonhar. 
Aqui no Brasil é contado o número de pessoas que enriquecem trabalhando, somos assalariados sim, sonhamos com dias melhores, contudo sentimos que vêm dias piores, com o aumento do tempo de contribuição da aposentadoria, fim do décimo terceiro e salário-férias. 
Diante dessa crise toda, nossos algozes implementaram a famosa “democradura” tornando a nossa vida que já não é fácil, mais dura ainda, onde remamos verdadeiramente contra a maré, procurando um horizonte com um porto seguro nessa “selva” brasileira, que de macacos, viramos ienas - rindo da nossa miséria – agora aos poucos, vamos acordando, passando a ser “formiguinhas” lutando contra os “rinocerontes” do poder. 



Marcelo de Oliveira Souza,iwa



quinta-feira, 9 de março de 2017

Na Carona





Na Carona


Desde que o  mundo é mundo existem dois tipos de pessoas, os que tem o seu veículo e os que andam “na carona”.
Hoje como as coisas estão mais difíceis, essa modalidade de viagem compartilhada ganha mais adeptos.
Vamos citar alguns que diante de nossa vista chama mais atenção, onde primeiramente podemos ressaltar as pessoas que pegam “ponga” às custas de quem está trabalhando no trânsito, onde alguns pedem carona até para o motorista do gás!
- Olhe o gás!
O pior que ajudam até a gritar, vociferam mais alto do que quem está no ramo, a empolgação é muito grande, os “caronistas” se esforçam muito para agradar o seu amigo motorista; uns até  brigam por eles, gritam, xingam os transeuntes que estão no meio da rua, tudo para ficar bem com que proporciona a viagem.
Os motoristas de ônibus, são os mais requisitados, no final de linha são verdadeiras peças cobiçadas, tem até briga entre as “Marias-carona” para ficarem  com os mais bonitos, mas quem disse que os feinhos perdem a vez?
Os taxistas já têm um nível mais elevado, são muito paquerados e paqueram muito no seu itinerário, afinal de repente a “corrida” pode sair de graça, tendo até chance de ter uma corridinha para um motel da vida.
Já os que têm seus próprios veículos, são os mais disputados, um carrinho de luxo, é o sonho da mulherada, existe até um quadro na televisão, que mostra um homem do interior como se fosse fazendeiro, perdido na cidade grande, onde o número de mulheres interessadas em dar um passeio para mostrar o perímetro urbano aumenta   de acordo com o tamanho do seu carro, é deveras interessante.
Todos esses casos que resumimos são muito curiosos, mas esse último é o que mais nos deixa indignado, é o caso dos motoqueiros,  daqui da cidade,  eles  fazem a  “festa”  em infrações de leis de trânsito, sobem em calçada, invadem semáforo, entram em contramão, tudo que eles imaginam eles fazem, mas quem  está “na carona” não está nem ligando, tem uns que nem usam capacete, ficam de short e não querem saber o que o condutor está fazendo, querem aproveitar o ventinho e seguir agarradinho ou agarradinha.
Já vimos vários acidentes   com esse tipo de gente, que  preferem morrer ou acidentar-se gravemente do que perder essa carona.
A simbiose de motorista e carona é algo intrigante,  muitas vezes gera amor, outras vezes separa família, mas como ninguém é uma ilha, se quiser uma carona estamos aí, pronto para mais uma história bem contada com hora marcada.

Marcelo de Oliveira Souza,iwa



sexta-feira, 3 de março de 2017

Guerreira







Guerreira


Pequena,

Alegria do lar 
Cuidada, amada 
Menina levada. 
O Sorriso se abre 
Para nos alegrar 
Sua infância, consumida 
Adolescência em vida 
A flor desabrocha. 

Por todos preterida 

Estrela reluzente 
Encanta ao passar. 

O grande escolhido 

De namorado a marido 
Promessas de construir um lar. 
Juras de amor 
Para sempre gostar 
A “festa” irradia... 

Grito, ciúme... 

O vento bate no cume 
E tudo está a desmoronar. 
Briga, injúria onde era lar 
A tristeza domina 
Do amor, à ruína 
Começou a apanhar. 
Cheiro de álcool no ar 
Tudo passou a queimar 
Seu coração despedaçado, 
Da fogueira virou cinza 
E tudo que restou era ela 
Com sua vontade de recomeçar.

Marcelo de Oliveira Souza,iwa

Homenagem ao Dia da Mulher






sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Carnaval




Carnaval

A alegria chegou
O trio elétrico passou
A multidão também,
Alguém ficou
Caído no chão!
Uma arma de encontrão
Furou o pulmão
Todos gritando
Indo atrás da atração.
Gente de montão
Felicidade de milhão!
Em todo lugar uma transmissão!
Em outros lugares empurrão...
Ali no cantinho um chupão
Mais à frente cervejão!
O malhado valentão
Terminou na prisão,
Levou um cachação!...
Todo mundo vira multidão
Camarotes do barão
Folia bem diferente, não?
Mas também tem o folião
Dos blocos e do arrastão...
Nas cinzas ainda não basta, não!
A tristeza do cordão
Que virou cordeiro,
Trabalhou e dançou
Mas acabou sem dinheiro na mão!
Mais triste ainda quem gastou...
E nem  chegou a brilhar
Mas terminou a quarta feira
Beirando o caixão!
Esperando a reencarnação
Para voltar à folia
Com toda energia
Ver tudo recomeçar!


Marcelo de Oliveira Souza,iwa
Feliz Carnaval!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O Fantasma Beberrão!



                                          O Fantasma Beberrão 





Sempre quando passava na barraca da esquina tinha um homem chamado João, ele era aposentado de uma estatal na Bahia e ficava ali curtindo as suas “férias permanentes”, não tinha quem o tirasse do seu clube, assim que ele chamava o seu aprazível lugar. 

Com as suas economias, nosso amigo comprou dois apartamentos num conjunto residencial no centro de Salvador, um ele alugava e o outro ele morava. 

Para preencher o seu tempo intercalando com o seu “clube” ele também assumiu a frente do condomínio, sendo síndico. 

Só que nosso amigo não dava muita importância ao ato de gerir a morada, ele queria tirar um proveito nas contas que administrava em nome dos moradores. 

Parece que naquela cabecinha careca a esperteza fomentava, sempre tinha uma novidade. 

O local é vizinho de uma favela, cujo pessoal da invasão tinha uma criação de galos de briga, só que para as aves esticarem as pernas”, eles deixavam os bichos ciscarem no nosso terreno. 

Foi a oportunidade de João comer “galo ao tucupi”, ele armou-se com um anzol e espetou um milho, ficando a esperar lá de cima da janela, quando o bicho bicou ele puxou e pescou a ave. 

O favelado depois de um tempo deu por falta, foi a maior confusão no conjunto, mas o homem não sabia quem tinha sido o culpado e saiu esbravejando e ameaçando todos, mesmo estando errado em criar galo no terreno do prédio. 

Certa vez começou a faltar água e a gente ligou para a empresa e disseram que há anos não tinha feito o pagamento, até a conta tivera sido extinta. 

A gente nunca ia saber ser não ligasse para a empresa de saneamento, pois o tal do beberrão descobriu um lençol freático no lugar e canalizava-o para o nosso tanque. 

Foi um verdadeiro pandemônio quando descobrimos o ocorrido, fizemos o homem pagar na raça, mesmo assim ele nunca se emendava. 

Depois de tantas aventuras e estripulias, o coração do nosso amigo não aguentou e teve uma síncope vindo a falecer, deixando dona Joana aliviada, pois ela não aguentava mais as confusões do marido, foi aí que ela veio dizer que eles moravam juntos, mas não eram casados há muito tempo. 

A “marvada” da bebida era um grande empecilho para o relacionamento deles, mas mesmo assim quando passamos no bar da esquina percebemos o lugar dele vazio com um jornal esticado, da mesma forma que ele fazia e de vez em quando viúva passa por ali e nós ouvimos um fiu-fiu... , ela jura que é João o nosso Fantasma Beberrão. 





Marcelo de Oliveira Souza,IWA

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sofrimento sem Água







Sofrimento sem Água

Seca, secura
do mal, uma amargura
Corpos Esquálidos
Caídos, Fedidos.

O sertão perdido
Parecendo punido
Da dor, um prurido...
Desejado, belo,
Vira bicho fedido.

Na gosma, vem o alarido
Com o corpo repartido
Vem o alimento da ave carniceira
Onde de repente
O céu se fecha...
Cuja água aplaca o sofrimento
Por um momento...
Para depois tudo recomeçar.


Marcelo de Oliveira Souza,iwa

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Visitando a Itália







Visitando a Itália

Chegando em  Roma, percebemos logo o frio nos abraçando, o nosso grande cicerone, que acompanha os monumentos renascentistas, mostrando a pujança do império romano.
Notamos muita coisa parecida com Lisboa, cada esquina uma paisagem que encanta, o centro histórico é a grande vedete, ele não é localizado no mesmo lugar, mas tem uma certa aproximação entre os principais monumentos, onde a Via Ápis é uma espécie de ligação.
Os monumentos que mais nos chamou atenção foi o Coliseu, onde nos fez relembras de megaeventos da época, parecendo estar num filme; A Fontana de Trevi, onde as pessoas fazem seus pedidos, jogando uma moeda, é bastante interessante escondido no meio dos casarões, mas cheio de turistas, que não acabava mais, bastante impressionante.
Conhecemos o Vaticano, muito lindo e impressionante, eles falam muito da capela Cistina, com uma das principais obras de Leonardo Vincci, mas o que mais chamou a nossa atenção foram as diversas estátuas em mármore, muito expressivas e lindas, inigualáveis,
Ficamos  em um hotel bem localizado, juntinho a um grande terminal, de ônibus, trem e metrô, com  a porta do mundo aberta para a Europa.
Num desses passeios pelo metrô, saímos da cidade e fomos para Tivoli, um sonho na terra, que precisamos ver pelo menos uma vez na vida ,onde  tem uma vila chamada Vila D’este que foi uma espécie de papado, criado por um cardeal que não conseguiu realizar o sonho de ser Papa, contrariado ele criou esse lugar maravilhoso que ficou para a história, um verdadeiro encanto, são mais de cem fontes, em meio a um deslumbrante lugar.
Ali mesmo tem outra vila chamada Vila Adriana, que detém linda ruínas, em meio a uma espécie de fazenda medieval, um verdadeiro encanto, parecemos  estar em um filme.
Conhecemos também Nápoli e Pompeia, cidades próximas, a primeira lembra muito Viña del Mar, a sua orla marítima é o mesmo encanto que a linda cidade chilena, a seguir partimos para Pompéia  que se eternizou com o desastre  do vulcão Vesúvio,  que   estava ali quietinho, como o maior do inocentes, onde conhecemos o drama dos moradores e como eles viviam, uma verdadeira aula de História em meio a lindas paisagens.
Demos uma passadinha em Pádua, uma cidade próxima de Veneza, é também um encanto, foi uma passagem fugaz mas  deu para perceber que não é muito visitada pelo menos no inverno, entretanto  é muito bem cuidada e organizada.
Findando a nossa jornada na Itália, passamos uns dias em Veneza, que é tudo que a gente imagina e muito mais, os canais são de água salgada e não doce, também não tem somente uma ilha, que para essa cidade não é pouco, mas tem outras como Burano, Murano, Torcello,etc.
No entanto as que visitamos foram essas, todas encantadoras e produzem arte em vidro que torna o lugar mais visitado, mesmo no inverno em meio ao frio  produzindo  um arrepio de admiração e encantamento.
A Itália é um país lindo, não dá para ser visitado em um mês, muito menos em semana, mas vale a pena se planejar e conhecer esse lindo lugar que vai deixar muita saudade,”arriverderte!”.

Marcelo de Oliveira Souza,iwa


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017




LIÇÃO DE VIDA


Durante minha feliz jornada ao paraíso de Lençóis, encontrei um casal muito simpático, com uma senhora de cerca de setenta e dois anos, fazendo a trilha para alcançar mais uma das maravilhas da cidade.
Encantados com o meio ambiente como eu, aos poucos fomos nos entrosando, indo desembocar num lago circundado de pedras chamado Ribeirão do meio,que tinha uma espécie de tobogã natural, onde as pessoas escorregavam lá de cima indo terminar neste formoso lago, com águas frias e ferruginosas.
Conheci esta senhora, que me passou uma verdadeira lição de História, e mais que tudo, uma lição de vida, para todos nós, inclusive as pessoas que são incrédulas na capacidade de amar do ser humano.
Clara, chamemos assim, foi uma verdadeira batalhadora, quis participar da segunda guerra mundial, mas como a família era de grande influência em São Paulo, foi impedida de exercer seu valoroso patriotismo.
Presenciou a revolução de 1964, contando suas aflições, onde tentava proteger o seu pimpolho, em meio uma guerra entre pessoas do mesmo País.
Porém o mais bonito e marcante foi quando ela conheceu o seu o seu marido, hoje falecido infelizmente, deixando-a sozinha com seu filho, que agora já está casado.
Como uma médica, ela fazia triagem sempre em pacientes, para empregos e também seguros, sendo uma pessoa bastante reservada, quanto a namorado. Passando assim um bom tempo sozinha, sua família bem como a sociedade pressionava quanto ao seu estado de solteira, o que não é muito diferente de hoje, porém como era da alta sociedade, a pressão era irremediavelmente maior, com filhos de senadores, ministros, todos de muito poder à sua espreita.
Contudo Clara não sucumbiu, ao seu romântico desejo de realmente entregar-se a um homem por amor.
Em meio a uma dessas entrevistas a pacientes, havia um rapaz bastante humilde, que respondendo ao questionário, informou a sua profissão de garçom que não sabia escrever, não fumava, não bebia, não jogava e não tinha nenhum vício, o que ela prontamente se afeiçoou, achando o seu príncipe encantado.
Conheceu-o melhor em um local de refeições rápidas, se apaixonando, o que foi um escândalo para aquela época, uma pessoa da sociedade casar com um homem humilde e analfabeto?
Ela saiu de sua casa em um bairro nobre de São Paulo, indo morar com ele em um barraco bastante humilde.
Passou a alfabetiza-lo, e prepara-lo para a vida, e quando ele começou a escrever, a primeira coisa que ele fez foi uma carta de amor, agradecendo tudo que ela tem feito por ele.
Em seguida foi matriculado para cursar o primeiro grau, depois o segundo, indo culminar na faculdade de direito de São Paulo, sendo um dos primeiros colocados.
Formando-se com louvor, sendo bastante útil e criador das leis atuais do direito do trabalho, alcançando muito sucesso em sua profissão.
Após vinte anos de luta em suas profissões, juntaram um dinheiro e foram morar na região da Chapada Diamantina, fugindo da violência da Capital Paulista, em que não quer nem pensar em voltar, ainda mais agora que o seu amor faleceu, cerca de um mês, lamentando.
Viajaram bastante em suas aposentadorias, e onde eles já passaram ela recusa-se terminantemente voltar.
Parece um conto de fadas, porém Clara é um nome fictício, mas a pessoa existe, onde extasiado, e muito atento às suas atitudes, vigor, sobriedade e simplicidade, Clara me conquistou e certamente vai conquistar você.



Marcelo de Oliveira Souza,iwa
Do livro Conto & Reconto


















sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Boipeba








Boipeba


O Estado da Bahia tem inúmeros encantos, onde muitas pessoas já perceberam a vocação turística natural que o lugar possui, não ficando concentrado apenas na capital, mas principalmente em cada recanto baiano.
Num desses recantos, que não é tão propalado fica a ilha de Boipeba, localizada próxima à famosa  Morro de São Paulo, fica um pouco ofuscada pela “prima” mais famosa.
A gente fica até com um pouco de desconfiança, pois de onde partem as lanchas em Valença – um grande entreposto para as ilhas – não é muito comum as pessoas pedirem para ir lá, por isso deixaram até de ter tantas ofertas de transporte para esse local.
A viagem demora um pouco,  vai depender da lancha que você pegar, mas a média é de cinquenta minutos.
Apesar da desconfiança,  quando a gente chega,  se deslumbra com o local, com paisagens de perder o fôlego.
Quem está acostumado com praia bonita, pensa que vai encontrar somente mais uma, contudo é inigualável o cenário marítimo de Boipeba e quem estiver em Salvador pode sim, ir de catamarã para esse lindo lugar  e se deleitar com as diversas praias e trilhas onde cada caminhada a gente se depara com uma verdadeira pintura onde podemos eternizar na nossa memória através de uma bela foto.



Marcelo de Oliveira Souza,iwa