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sábado, 8 de junho de 2013

O Rei do Sertão


O Rei do Sertão

 

 

Não  tem  Virgulino

Corisco,  nem Lampíão!

Segurando a lamparina

Tranquilo,   está

 o Rei do Sertão!

 

A seca aumenta

O juízo esquenta

O Rei do Sertão!

Com a enxada na mão!

 

Derruba  uma , duas,  três...

Quem disse que não  é de uma  só vez?

Cada espaço com o seu feijão,

Ninguém   o  supera...

A  chuva  esparsa  só cai ali

Naquele espaço!

 

O  rei  do  sertão

Com  sua  superstição...

Vislumbra  a "barra" do vento

Ao relento, ele manda.

 

O  Reinatão   ninguém  supera

Com a clava forte "debulha",

Seca   e  ensaca,

O   Valente  Renatão

Das  tarefas  de  Terra,

Do milho que encerra

a  safra  e  que conquista

Tudo naquela  serra.

 


 

Marcelo de Oliveira Souza
www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net   - Concurso Anual de Poesias

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