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domingo, 16 de junho de 2013

A Copa Começou, a agonia não terminou.


A Copa  Começou, a agonia não terminou.

 

 

A nossa sociedade está acostumada a deixar tudo para a última hora, quando aquele tal de Valcke, organizador da Fifa,  falou sobre isso, os brasileiros não gostaram.

Essa entidade arcaica que detém os direitos do futebol   mundial, detém um negócio com lucros inimagináveis,  no entanto não quer gastar nada, dita normas e quer que o país que organiza siga-a cegamente, até o acarajé, uma iguaria típica da Bahia, eles queriam impedir a comercialização.

Num país onde o custo de vida é altíssimo, ela   ainda seciona "volunOtários" que  fazem questão de trabalhar de graça.

A s arenas foram construídas, bilhões foram gastos pelo governo, inicialmente diziam que seria uma parceria público-privada, mas o que vemos é uma enxurrada de milhões para lá  e para cá, como se não fosse nada.

O povo acordou, mesmo depois da hora, muita gente protesta, contra a Copa do Mundo, num país onde a classe média ganha oitocentos reais, como sugere a nossa presidenta, que foi vaiada na abertura da Copa das Confederações.

Em Salvador, até agora o que vimos de "legado" foi uma Arena que tirou a possibilidade da população fazer esporte olímpico - pois o antigo estádio permitia isso – e ganhamos muitos engarrafamentos,  aumento de produtos e contas, pois quem está pagando a conta é a gente mesmo, de duas formas: imposto, inconveniente e redução salarial para os funcionários públicos.

O governo acaba de acenar com muitas obras até a Copa do Mundo, a prefeitura   também, isso quer dizer, que no ano que vem, haverá mais greve, pois o funcionalismo  teve nesse ano o reajuste  da inflação deles,  que chega a oito por cento, mas o que percebemos é que a inflação galopante, gulosa,  tenta alimentar uma Copa do Mundo  usurária, onde não temos direito a  uma educação digna, só a  salários insuficientes e agora  assumimos o ônus  de comprar ingressos caríssimos e rezar para conseguir receber esse bilhete premiado.

Garanto que para os estrangeiros a dificuldade vai ser menor, pois aqui temos a grande mania de valorizar sempre os de fora, enquanto os de dentro, vão mesmo assistir a Copa pela televisão,  definitivamente.

 


 


Marcelo de Oliveira Souza

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