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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Receita do Inferno Soteropolitano


Receita do Inferno Soteropolitano

 

 

Há muito tempo escrevemos sobre a dificuldade de dirigir em meio ao caos   urbano que se tornou a cidade de Salvador, as pessoas não têm o mínimo de respeito ao próximo, principalmente quando estão "disputando" o trânsito caótico e desestruturado que é o soteropolitano.

Essa semana o que mais se comentou foi sobre o acidente entre dois  irmãos em  uma moto e uma médica oftalmologista.

O trágico acidente aconteceu na Barra, em meio a um atrito   de trânsito, o condutor da motocicleta  entrou em discussão   com a motorista do carro, no calor da questão o rapaz retirou o capacete e desferiu o objeto no capô  do veículo.

Depois disso a médica saiu atrás da motocicleta, desesperada, uns dizem que ela   tentou tirar uma fotografia  da  placa da moto, perdendo o controle,  atropelando  os dois ocupantes do veículo de duas rodas; outros amparados com a comoção do acidente, gritam que a médica saiu sedenta de vingança, tentando saciar o baixo instinto, atropelando friamente os dois desafortunados irmãos.

Não acreditamos nessa versão, até porque uma médica sempre zela para salvar vidas e não tirá-las, as pessoas  aproveitaram  o clamor da sociedade para crucificá-la, certamente se  fosse  Semana Santa  a médica seria a maior candidata  a Judas.

Esse é o reflexo de onde moramos, a maioria das   pessoas não respeita  mais as leis de trânsito, não têm mais educação, nem civilidade;  a nossa cidade sobrevive em meio ao caos, onde  grande parte dos motoqueiros não sabe o que é "freiar", eles dirigem igual a alucinados, parecendo  que a moto não tem freios, eles vão e não param mais...  A não ser em seus destinos, o que estiver na frente, eles  passam por cima, retrovisor de carro não fica mais inteiro e se um carro for um obstáculo, o veículo tem que sair da frente, senão os camicases destroem-se.

Os taxistas, motoristas de ônibus e motoboys, enfim, os que trabalham com o trânsito, são os principais responsáveis pelo caos, gerando um circulo perverso, trabalhando nele e sofrendo com ele; nesse imbróglio todo ainda acrescenta-se  uma  grande quantidade de carros por dia em uma malha rodoviária saturada e maltratada, resultando um verdadeiro inferno soteropolitano.

 

 

 



Marcelo de Oliveira Souza

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