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terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Estrela de Beiru

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A Estrela de Beiru

De repente brilha no céu uma grande estrela, um grande fenômeno para os astrônomos, para outros é o chamado de Deus para o nascimento do novo Messias, ainda há alguns que tentam profetizar o final de mundo.
Nesse mesmo momento lá nos confins de Jerusalém, num monastério, um frade de nome Aahoron, passou mal sentindo uma forte dor no peito,  chegando a ficar sete dias em coma, depois disso ele acordou com o temperamento totalmente modificado, dizendo chamar-se Thiago, que tinha a missão de receber o novo Messias, num país distante chamado Brasil, em uma comunidade desfavorecida cujo nome da  cidade que leva o nome do nosso Salvador.
Essa missão ainda contava com mais duas pessoas que iam encontrá-lo no caminho da sua peregrinação, que seria justamente seguir aquela grande estrela que ameaça a vida de todos na Terra, como falam os Jornalistas.
Logo depois de uma comemoração especial o nosso Frei saiu com um guarda chuva bem grande na mão, seguindo o seu destino, que tinha ainda como tarefa revelar os outros companheiros de jornada.
Numa caminhada longa o nosso personagem conseguiu identificar uma mulher de nome Ming, estava sendo perseguida por transeuntes, ela é  uma moradora de rua que de repente mudou de personalidade, sendo chamada por uns de Madalena por outros  de profetisa, ela dizia que estava procurando o Frei Thiago, saia pelas ruas de Pequim desesperada  com um lençol de lã anunciando que a salvação estava próxima, mas como na China salvação tem que passar pela autorização de Hu Jintao, juntaram tudo que ela possuía  no seu carrinho de roupas e expulsaram-na das ruas que cercavam o palácio do governo, nessa hora o nosso frei conseguiu segurá-la e acalmá-la dizendo que o seu destino estava ali, sendo escrito pelo nosso criador, que mais um peregrino tinha que ser encontrado para a profecia se realizar, era logo ali depois na América do Norte, México, a dificuldade era tamanha para os nossos amigos iluminados, mas cada caminho tinha a sua etapa a ser cumprida inclusive aquela de entrar nesse país que é tradicionalmente católico, mas tinha pessoas que acreditavam em uma entidade chamada Santa Boa Morte, foi justamente no dia em que comemoravam o dia dessa “santa” que o nosso terceiro personagem de nome Juan tinha incorporado o espírito de um rapaz chamado Emerson dizendo as mesmas coisas dos nossos dois amigos, que o reconheceram de pronto, Juan tava com uma cadeira de praia dizendo que aquele objeto era o leito do novo Messias...
Essa longa jornada a caminho da estrela sagrada demorou alguns anos, mas quando eles chegaram na cidade de Salvador,  ainda tiveram problemas com a imigração, que estranhava toda aquela situação, ainda mais durante toda aquela confusão causada por uma estrela que se mexia e crescia cada vez mais ao passo que os nossos peregrinos se aproximavam; eles ficaram um tempão presos no aeroporto Dois de Julho, quando conseguiram sair já era  a noite do dia 25 de dezembro, todos concentrados em suas gordas ceias de Natal, outros preocupados com os presentes, não estavam ligando para outra coisa, nossos abençoados peregrinos seguiram para as cercanias de uma maternidade, numa pracinha freqüentada por drogados e prostitutas, chamado de Arvoredo, foi justamente onde um casal desesperado gritava por socorro, era um homem chamado Joaquim com a sua esposa Mariana, ela já estava em trabalho de parto, quando os nossos valorosos personagens chegaram.
Emerson abriu a cadeira de praia, a profetisa  a cobriu com o lençol e Thiago  ajudou a fazer o parto de Jesus Cristo iluminado, nesse momento a grande estrela se afastou, provocando uma confusão no tempo, fazendo nevar no verão de Salvador, nessa hora o nosso primeiro peregrino abriu o seu enorme guarda chuva protegendo a criança santificada que veio nascer justamente no Beiru, um lugar tão esquecido pelos homens poderosos mas sempre lembrado por Deus.



Marcelo de Oliveira Souza

sábado, 26 de novembro de 2011

Novembro

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Novembro
O tempo me espera
Ele vem chegando,
Tudo vai mudando
Ao passo que termina o ano.
Queria cristalizar
Esse momento no mês de novembro,
Uma data de nascimento
Prestes ao ano se findar.
Terminamos o mês
Aumentamos a idade mais uma vez!
Dezembro o ano se esvai…
No momento de reflexão.
Muitos pedem coragem
Outros pedem perdão.
Num misto de alegria e expectativa
Todos esperamos o ano terminar
Minha idade galopou!
Prefiro o mês que possa se cristalizar.
O irmão do final do ano
Vai se despedindo…
Para dar passagem para o velho menino
E tudo possa recomeçar…
Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Proclamação da Democradura

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Proclamação da Democradura

Nessa data de  quinze de novembro é comemorado mais um ano da proclamação da república, o marechal Deodoro da Fonseca reuniu a sua turma de militares instituindo  o primeiro golpe militar da nossa história, sendo nomeado o primeiro presidente do Brasil.
Nesse nosso país, a ganância tem a sua origem, vem de muito tempo, algumas pessoas pensam que a monarquia seria o melhor sistema de governo, outras pensam que a democracia é o sistema de sucesso, outras ainda pensam no parlamentarismo, mas não adianta ficar brigando por um sistema ou outro, pois no final das contas se não houver esclarecimento da população quanto à fiscalização do dinheiro público, os nosso sistema de governo vai ser sempre a “democradura” que é o sistema de governo dito democrático mas quando percebemos, o cidadão só tem o direito de reclamar, sofrer e ainda é obrigado a votar em quem não quer.


Marcelo de Oliveira Souza

sábado, 12 de novembro de 2011

Pena de Morte!

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Pena de Morte!
Esse assunto é bastante polêmico em todo o mundo, um verdadeiro tabu, pois se pensarmos direitinho algo tão sublime nunca poderia ser ceifado pelo próprio homem.
Na idade média a pena de morte era instaurada de acordo com os desígnios de qualquer um que empunhava uma espada, os duelos as pendências pessoais e tudo que tratava a preciosa vida como um “nada”.
Em nossos tempos, apesar de tanto desenvolvimento científico, tecnológico e até espiritual, a vida humana continua sendo desvalorizada, desprezada…
As pessoas costumam se impressionar pelos crimes hediondos, pais matando filhos e vice versa, irmão matando irmão por causa de motivo fútil, guerras no tráfico de drogas e de outros produtos ilícitos.
As guerras entre países é uma verdadeira carnificina, hoje com a criação da ONU, o “clube” se junta, decide interferir ou invadir algum país e sob desculpa de promover a paz, solta a “foice” em todos, ainda inventam pena para os “crimes de guerra” , contudo temos que perceber que toda guerra é criminosa, não existe guerra certa.
Assim como em toda disputa, sempre quem vence é o certo, mesmo proclamando atos espúrios, o perdedor sempre paga pelo que fez e pelo que não fez.
A Pena de Morte existe e sempre existirá, mesmo com os “direitos humanos” , que não serve para nada, pois esses direitos são muito mais que o direito de viver, que já é muito difícil em grande cidades brasileiras, as pessoas perdem seus direitos rotineiramente, mas o pior de todos eles é perder o direito de viver, sendo alvejado por qualquer um marginal e não há nenhuma lei que possa punir esse indivíduo, na mesma moeda mesmo ele assassinando dezenas de pessoas.
Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tempos de Protestos

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Tempos de Protestos
Nos idos dos anos 60 a nossa sociedade sofreu muito com a ditadura, as pessoas eram proibidas de expressar o seu pensamento, as escolas e universidades eram fiscalizadas pois onde se fomenta a educação e cultura, naturalmente estimula-se a cidadania.
As pessoas eram proibidas de tudo, instituições educacionais eram proibidas até de ter porta nas salas de aula, porque sempre tinha um espião para sair aqui e ali vigiando o que as pessoas estavam falando; no auge dela chegava ao cúmulo de proibir até as pessoas de andar em grupo, com medo de “subversão” , muitos que protestaram contra esse regime saíram corridos para não virarem comida de peixe grande, serem torturados ou outra coisa de igual valia, teve até um presidente, o tal do Figueiredo, gostava mais de cavalo do que de gente, soltou a famosa frase: se vivesse de salário mínimo, daria um tiro na cabeça.
Toda essa triste história parece que ficou incrustada no nosso DNA, pois o povo se acomodou, passou a aceitar tudo, somente se lamentando, mas houve a época do presidente Collor, onde apareceu o movimento dos “caras Pintadas”, que aconteceu um fato inédito no Brasil, pressionar os senadores e deputados para votarem o “impeachment” palavra tão esquisita quanto o seu poder, conseguir “demitir” um presidente da república.
Mas o nosso trauma ainda continua, tanto que existe uma lei que proibe policiais de entrarem em campos de universidades para patrulhar, a última vez que aconteceu aqui em Salvador deu uma confusão tremenda na UFBA, na gestão de um governador autoritário da época da ditadura.
Tempos se passaram a lei ficou, hoje os estudantes daqui imploram para que a polícia apareça, pois o local virou reduto de crimes, bandidos se aproveitam disso para assaltar quem quer estudar, contudo em São Paulo o caso é diferente; diante da prisão de alguns estudantes portando drogas, a policia foi rechaçada do Campos da USP, ainda os um grupo de estudantes da faculdade de Letras e Filosofia resolveu fazer greve, encapuzados tomaram a reitoria e protestam, contra a presença da lei.
Hoje a “filosofia” mudou, muitos jovens perderam o medo de protestar, mas protestam a favor do errado, contra as más campanhas dos seus times de futebol, a favor do uso da maconha e agora querem a liberdade de usar drogas dentro de universidades e não aceitam policiamento, o mundo muda mesmo, só que no país do contrário as coisas mudam como sempre para pior.
Marcelo de Oliveira Souza

sábado, 5 de novembro de 2011

Próximo Animal em Extinção: Décimo Terceiro

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            Próximo Animal em Extinção: Décimo Terceiro



Todos comemoram no Brasil e até no resto do mundo o seu desenvolvimento, a imprensa alardeia quase que diariamente o grande momento brasileiro.
O nosso país já está entre as cinco maiores economias do mundo, o investimento externo multiplica-se diante da solidez do mercado tupiniquim, contudo o Índice de  Desenvolvimento Humano está lá embaixo, aparece em 84° lugar, criando sempre aquela perguntinha, como pode ser isso?
É simples, o “nosso” Brasil são dois como podemos perceber, o dos ricos que possuem todo tipo de aparato em educação, saúde, moradia e a grande maioria os dos pobres, usuários do “vales-miséria”, “bolsa-pobreza” que já perderam tudo e continuam a sonhar com as migalhas escorridas dos bolsos dos “donos do poder”; o pior que ainda tem uma terceira categoria, aquela que vive encima do muro, naquela faixa limítrofe; como quem vive encima do muro leva pedrada em ambos os lados, os habitantes dessa fronteira habitam entre esses dois países, criando  uma verdadeira “crise de identidade” perdem direitos porque não está no Brasil dos pobres e não ganham as famosas “migalhas” destinadas aos habitantes dos países dos pobres, mas não estão entre os ricos que não precisam ficar contando moedas para realizar seus sonhos.
Assim, esses “estrangeiros” dos dois países perdem direitos a cada dia, agora o próximo direito a perder é o sagrado décimo terceiro, um projeto antigo, onde os políticos sempre sonhavam de aniquilar abençoado abono, aquele esperado o ano inteiro por todos.
Esse projeto bate-volta dessa vez bateu e ficou, foi aprovado na Câmara dos Deputados, agora vai para o Senado, tem uns do Brasil dos ricos, que dizem que o “décimo” somente irá ser dividido, mas todos sabem que com essa inflação embutida e a não reposição salarial quem vai sobrar mesmo é a classe do “sem-país” que paga uma gama de impostos, e vai pagar ainda mais um que irá voltar ano que vem a “contribuição para a saúde” aquela antiga CPMF, que saiu depois de muito custo, pois a corrupção fez virar “contribuição para o desvio público” CDP, agora dizem que vai ser sério, quer dizer antes era de brincadeira ou melhor um projeto para ser desviado.
Portanto, nesse país de “todos” dito democrático, os políticos só trabalham para um Brasil, o dos ricos e empresários que por “coincidência” são eles mesmos.


Marcelo de Oliveira Souza