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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Abacate

Abacate

 

Quebrando o silêncio da madrugada,

A colher trabalha agitada

A cozinha iluminada,

Ela acorda,  mesmo cansada,

Sem dormir a noite toda

Com sua saúde prejudicada...

 

Era um  medo de nunca ser lembrada...

Ela não imaginava

Que o abacate não era nada

Mas ao mesmo tempo

Dizia tudo...

Nessa música enrolada,

Com  a fruta machucada...

Ela   produzia   sons que   desenhavam

Para a eternidade...

O amor em forma de colherada.

 

 

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Homenagem à  minha falecida mãe

Maria   Lydia de Oliveira Souza



Marcelo de Oliveira Souza

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