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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Natureza!


Entre as árvores 
Sinto a Natureza gritar
Adentrando em vários mares
Contigo estou a amar
Pássaros com todos cantares
Folhas ao vento deslizar,
Incongruências do mundo violento 
No verde a gente fica a relaxar
Os seres vivos de verdade 
Pulsam junto ao meu coração,
Onde os seres desumanos 
Destroem tudo 
O grande vilão.
No verde me fortaleço 
De repente até cresço,
Nesse dia amanheço,
Vendo esse mundo 
Se renovar,
Mesmo com todas essas agruras,
Deus sempre está presente 
Quem ama o verde sente,
A nossa vida se renovar!

Marcelo de Oliveira Souza IwA

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Viva São João










Viva São João

 

 

Já no meio do ano

O sol não tem canção

Aquele friozinho vem vindo

Na hora de São João

Bombas resvalam na janela

Fogueira esquentando o quentão

Milho verde, canjica,

Bolo de milho e mexerica na mão.

 

Quadrilhas, forró, xote

Dançam até baião

Festa nordestina

De homem, mulher, menina

Todo mundo na empolgação!

 

O homem era  retado

Batizava todo mundo

Que ganhava religião,

Foi traído por uma mulher

Que sem sete véus

Levaram sua cabeça na mão.

 

O mau existe

O bem insiste

Mas a coisa boa

Que nosso amigo Santo

Virou lenda, festa, filme...

E da fogueira do seu nascimento

Veio a  comemoração,

Nessa festa de multidão.

 

A cidade vai pro  interior

O interior incha de montão!

Todo mundo junto

O arrasta-pé é constituição!

E nesse mundo encantado

Tem até casamento atrapalhado

Que termina todo mundo empolgado

Na festa do Santo anunciado.

 

 

Não adianta ficar falando

Nem imaginando a festa do sertão

O jeito é tomar coragem

Pegar a pista numa viagem               

E Viva  São João!             




Marcelo de Oliveira Souza,IwA         

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Corpus Cristhi






Corpus Cristhi 

Um dia para refletirmos 
Para onde caminha a humanidade 
Se existe humanidade... 

Ela existe? 
Um passando a pena no outro 
Pernada para tudo quanto é lado, 
Outro vai para a igreja rezar. 

Depois de tanta maldade 
Até que merece ...
Mas o dia de farra continua 
Bebidas para todos os poros 
Trânsito em todas as estradas... 

O corpo está ali estagnado 
Ninguém lembra que o corpo existiu 
A consciência ruiu 
O povo ruim domina 
A humanidade caiu... 

Corpos nas estradas 
A curiosidade reina 
O acidente causado, 
Coitado! 
Não resistiu, 
Mas o parceiro de viagem 
Gravou e divulgou  na “cidade”.

O corpo fez sucesso 
Mas dois minutos depois, 
Tem outro mau sucedido 
Que foi agredido e vencido 
pelas drogas e pelo crime. 

Mais um corpo esquecido 
Que  será comido pelos bichos 
Diferente do corpo de Cristo 
Iluminado e bendito, 
Virou tema de feriado 
Onde tudo vai recomeçar
Em prol do seu nome iluminado, 
Onde muitos irão novamente 
v i a j a r... 
E não voltam mais! 




Marcelo de Oliveira Souza,IwA



quarta-feira, 3 de junho de 2026

Resultado do XXII Concurso Literário Poesias sem Fronteiras



Resultado do XXII Concurso Literário Poesias sem Fronteiras

 

 

 

Menção Honrosa Internacional: Maria Isabel da Cruz  - Ferreira do Alentejo

Portugal

Personalidade de Destaque Cultural:   Geraldo Both – Parobé RS

Terceiro Lugar: Wilson Gomes – Itapetininga  SP

Segundo lugar : Helio Antonio Ardenghi Boeri  - Palmeiras das Missões RS

 

Primeiro Lugar: Pietro Costa – Brasília DF

 


Quem desejar ser avisado sobre o próximo, enviar mensagem para marceloescritor2@outlook.com



Marcelo de Oliveira Souza,IwA

 

 

 

 

 







sexta-feira, 29 de maio de 2026

O sol e a Lua!



O sol nasce 
numa expectativa de irradiar 
Toda alegria durante o dia, 
Num crepúsculo doloroso, 
Para a estrela que brilha 
Em um clarão de energia, 
Iluminando a vida para todos os lados. 

A sua existência persiste 
Sobressaltando os percalços, 
Até chegar o seu triste destino, 
Para dar lugar à lua passar. 

Involuntariamente cede sua vida 
Num crepúsculo doloroso e triste, 
A lua vem imponente, diferente do sol 
Pois apresenta diversas facetas, 
Intempestiva como sempre é uma sombra. 

A lua e o sol 
Partes da vida que todos têm que enfrentar 
Num fatalismo irreversível 
De estrela-satélite 
Devorando indiscutivelmente 
a vida que sempre brotando 
mata-nos e nos faz nascer. 


Marcelo de Oliveira Souza 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Desdobrando o Passado!



Voltando em casa encontrei muitos espíritos de passarinhos presos, os quais pude soltá-los, alguns doentes não tinham força nem para voar. Desci levitando da laje.
Encontrei meu pai e segurei firmemente as suas mãos, falando o que estava acontecendo, um desdobramento voltando ao passado, podendo assim aproveitar para visitar minha mãe e podermos nos despedir.
Encontramos aquele antigo fusca que muitas alegrias nos proporcionou, meus pais aproveitaram para fazer também mais uma visita à minha avó, só que eles saíram em disparada, corri atrás do veículo, saí levitando mas percebi que tinha mais uma missão a cumprir naquele local.
Andei pela rua deserta, encontrei uma porta entreaberta, empurrei-a e adentrei-me no recinto, vi dois cachorrinhos brancos poodle, percebi que já estava em outro local, já em uma cidadezinha do interior, vi Leide pequenininha com a sua irmãzinha, carreguei-a nos braços, eles estavam festejando uma aniversário, estavam escolhendo familiares para jogar uma partida de futebol, eu como sou “perna-de-pau” preferi me esconder, indo para os fundos do quintal, mas quando cheguei lá vi que estava perdendo a concentração, voltei para a sala e a viagem terminou.


Marcelo de Oliveira Souza