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sexta-feira, 8 de maio de 2026

O Conselheiro Luiz Vianna







  O Conselheiro Luiz Vianna 

Na nossa sociedade a escola deveria ser a extensão da família, pois em casa aprendemos a ter noção de respeito, amor pelo próximo e até cidadania, onde o ambiente educacional só vem a acrescentar e trabalhar as primeiras noções de cidadania. 
Quando adentrei ao Colégio Estadual Luiz Vianna, ele oferecia para a comunidade o ensino médio e fundamental, tinha um ambiente arborizado, quadras e até um campo de futebol. 
A educação pública ainda dava os seus primeiros passos ao declínio, a começar pelo diretor, um contumaz paquerador, rodeado de estudantes, ele só queria papo com as meninas, com os garotos era implacável. 
Na sala de aula, existia um garoto chamado Dedé, todos pensavam que era porque ele era cearense, por causa do humorista Renato Aragão, mas esse humorista não é Didi? 
O nome dele era Andrade, ficou o apelido da última sílaba e permaneceu mais ainda a confusão, ele era bastante tímido, quietinho no cantinho da sala. 
Como os quietos são os mais perseguidos, o nosso colega Roberto começou a operação para perder a arcada dentária, infernizou tanto o menino, chegando a ponto de colocar o nome do “trapalhão” no quadro emendando um monte de impropérios, cinicamente ele chamou o coitado cearense e mostrou a sua arte. 
O outro menino surpreendentemente saltou da cadeira e mandou o incauto apagar aquelas palavras ofensivas, mas a resposta foi negativa, mais surpreendente mesmo foi o soco desferido, cujo garoto delinquente assustou-se e segurou a boca com a mão, esvaindo –se  de sangue, com a outra apagou prontamente a lousa. 
Depois disso o tímido garoto desabrochou e começou a querer mandar na sala de aula, era tido como o mais valente e tinha um desafortunado rapaz da arcada dentária torta que não deixava ninguém esquecer, ocorrendo uma mudança de comportamento: O tímido ficou valente e o gaiato ficou tímido. 
O meu melhor amigo era uma comédia, levava tudo na brincadeira, até a cara dele era engraçada, o nome era Banha, só queria brincar e rir, o pior é que ao ver o rosto dele sorrindo eu também não me controlava, era gargalhada para tudo quanto era lado, a professora parava a aula e ficava nos acompanhando naquela aventura de rir pelos cotovelos, se me perguntasse o motivo, eu também não sabia. 
Tinha um tal de Silvio, que percebeu meu jeito com a economia e resolveu me pedir dinheiro emprestado, prometendo pagar no final do mês, os dias foram se passando e nada do menino devolver o meu dinheiro. 
Tive que criar uma estratégia para reaver meus valores, comecei a ligar para a casa dele a fim de avisar da dívida, não é que ele começou a mandar dizer que não estava? Tive que partir para o plano B, sempre temos que ter um plano secundário, assim quando ligava para a sua residência, dava o recado que ele me devia, foram tantas as ligações que ele foi à  minha casa zangado, me chamou e jogou o dinheiro no chão, nunca mais nos falamos, por isso que as pessoas usam aquele velho ditado: “quem empresta, não presta!”. 
Como minha maior diversão era a paquera e escrita, qualquer vacilo estava jogando o meu charme, aproveitava tudo, sendo bonitinha, que mal tem? 
Cartas de amor e poemas eram as minhas armas prediletas, até de quem eu não estava muito a fim mandava um poemazinho, só para ficar vendo a garota procurar quem escreveu a obra de arte, era muito divertido... 


A vida não era tão fácil lá, tinha até banheiro misto, os garotos adoravam! Subiam no vaso sanitário para ver o que a baiana tem e ninguém nunca percebeu esse atentado ao pudor, ou pelo menos não deu importância. 
A merenda todos gostavam de chamar de “Bonzo” uma ração antiga para cachorro, mas até que não era ruim, como ninguém gostava de se submeter à ração, íamos comer sonho com picolé, mas o rapaz do picolé gostava de enganar os meninos e meninas, ele nunca tinha troco, o que me irritava. 
Certo dia, planejei uma para o tirado a esperto, juntei um monte de moeda de cinco centavos e fui comprar o produto dele, ele olhou-me com tamanho desdém e vociferou: 
- Tá maluco! Eu não aceito isso não! 
Eu prontamente emendei que era crime rejeitar o dinheiro do país, ele me fuzilou com o olhar e cedeu ao meu argumento. 
Em frente ao colégio morava uma garota da turma vizinha, Alba, bem simpática e cativante, tão cativante que muitos garotos queriam conquistá-la, quando chegou a minha vez, esperei o ambiente escolar ficar vazio e fomos para o jardim, mas o tal do diretor cabeludo me viu e saí debaixo de gritos, a concorrência ali era braba! 
Pior era nas festas da escola, era onze, doze garotos para uma menina, que horror! Era praticamente impossível dançar com uma “gatinha” quanto mais dar um beijinho. 
As que eram mais bonitas, queriam carinhas de motocicleta e a gente que era usuário do “pevette” ou usuário do buzu, não tinha vez. 
Para ir ao colégio era uma aventura, todos esperavam a linha do Centro Administrativo e ficavam no fundo, para sair sem pagar, o interessante que ficava um garoto ao lado do cobrador, o abusado contava quantos desciam por trás, os chamados de “trazeiristas” e cinicamente fazia o relatório para o homem da cobrança, sendo o último a sair pelo fundo. 
Era tudo para poder economizar um dinheirinho da mesada, uns até se misturavam as meninas para pedir carona, duvido que os pais deles sabiam dessa aventura no final da aula. 



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O dia da orquestra sinfônica da Bahia foi impagável, o diretor Leonel resolveu trazer esse grupo de musicistas, muito interessante por sinal, mas a música não agradava a todos, infelizmente, dava até desespero em alguns colegas, o pavor foi tanto que muita gente saiu correndo para pular um muro de três metros, até hoje eu me pergunto como conseguiram, precisou a direção entrar em ação, o homem do cabelão branco saiu com a sua turma disciplinar e começou a puxar o pessoal de volta para o colégio; um aluno segurando no outro provocou a queda de todos que estavam lá, um verdadeiro efeito dominó! 
Mas teve uns que preferiram invadir a casa do vizinho, como meu colega Raimundo, ele traçou essa estratégia, ele e outro  colega  seguiram adiante, o pior é que pularam o muro e atravessavam um quintal enorme, cheio de árvores, ainda passavam na frente do colégio com a maior cara de pau, mas Raimundo não teve tanta sorte, pois quando tentava atravessar o lugar, saiu de traz um cachorro enorme, pastor alemão, ele voltou correndo para o ponto de partida, mas quando chegou o homem do cabelão já estava com a suspensão na mão. 
Para falar em final de aula, um colega nosso resolveu brigar com um pivete da região e o marginal resolveu revidar, chamando uma verdadeira turma para pegar o nosso colega na saída do horário, tinha para mais de quinze garotos. 
Foi o mais corre-corre, o pior que sobrou para mim, não queria brigar com ninguém somente ir para casa, mas fui convocado e como ninguém abandonava ninguém, nos juntamos e ficamos esperando um colega nosso chamado de Cavalo, convocar os amigos dele lá do Horto, quando vieram foi paulada para tudo quanto era lado, “correntada”, cabo de aço chiando, todo mundo no maior quebra pau e eu lá no cantinho olhando e me esgueirando para não sair de covarde, pois eu tinha que guardar isso na memória para um dia contar aquela batalha épica, igual como os escritores de antigamente faziam nas epopéias. 
No outro dia apareceram machucados, arranhados e até alguns foram parar no juizado de menores para saber o acontecido, o tal marginal chamado de Sapo, nunca mais apareceu. 
O nosso colégio era bastante conhecido na comunidade, pela sua eficiência e pelos esportes, o professor de educação física era preparador físico do Vitória; lá era trabalhado atletismo, futebol, vôlei, tinha até campeonato com outras escolas, inclusive escolas particulares iam lá participar de torneios, numa dessas disputas, perdi o interesse de ostentar o nome da unidade de ensino, foi quando numa dessas competições as meninas xingavam os adversários de tudo quanto era  nome, foi aí que percebi que o colégio já era pequeno para minhas pretensões. 
Saindo de lá no outro ano, indo para outro colégio de referência, mas o Conselheiro Luiz Vianna mudou, mudou até a sua estrutura, agora é somente nível médio e até perdeu o título de Conselheiro, isso mostra de como a atual educação pública tem se diluído, dissolvido tanto que no estado da Bahia, passa-se três meses de greve e não há ninguém que faça o tal do governador recordista em cinismo dar uma maior atenção para a educação. 

 

 

Marcelo de Oliveira Souza,IwA



 

 

 

 


quinta-feira, 30 de abril de 2026

Nau Desgovernada!



 
Nau Desgovernada

Nessa semana fomos surpreendidos com a mega operação da polícia do Rio de Janeiro, foram centenas de vítimas dessa empreitada, onde ficamos estarrecidos com tamanha estrutura de um grupo criminoso que já está dominando praticamente uma parte do país.
Instalou-se um grande debate sobre o acontecido, uns estiveram a favor e os que estiveram contra puderam se pronunciar na própria comunidade, pois os contra os “chefes” da área” claro que não podem se pronunciar, na ditadura marginal.
No país onde a criminalidade campeia em todos os níveis e que temos medo de sair de casa, também de ficar em casa, algumas pessoas dizem que não adianta esse confronto, porque os maiores criminosos estão lá encima, que precisa de política pública, de saúde e educação.
Hoje em dia temos direito a pouca coisa, mas será que o indivíduo não tem o livre arbítrio de escolher? Quanto à maioria das pessoas das comunidades que escolheram o correto, será que além de ter a dificuldade que a maioria da sociedade tem, não podem ter paz no meio em que vivem?
Vivemos em tempos difíceis onde os lares desfeitos não são de hoje, muitas vezes as crianças são “criadas” por celulares, recebem esse “prêmio” antes que imaginam, são norteadas por estímulos duvidosos, em que o imediatismo do “poder” financeiro, é a principal facilidade, cujos jovens descambam para o caminho tortuoso.
Outros jovens que possuem tudo, também descambam, mesmo acostumados com todos os privilégios de uma boa família ou morada, alguns terminam virando o “povo” lá de cima, outros, mesmo aqui embaixo, destroem suas famílias com esse vil comportamento.
Quer dizer, para ser um bom cidadão não depende de lugar nem de oportunidade, apesar de serem probabilidades menores ou maiores.
Tudo isso é muito subjetivo, mas enquanto o Brasil está lutando contra ele mesmo há muito tempo, a sociedade vai se destruindo em suas polaridades e no final independentemente de partido político, as coisas não mudam, onde estamos de fato numa “nau desgovernada” e não será por pouco tempo, só restando a todos nós rezar e tentar fazer a nossa parte trabalhando e semeando o bem, para que a partir de nós mesmos esse país possa mudar.

Marcelo de Oliveira Souza,IwA
2x Dr. Honoris Causa em Literatura
Do blog: http://marceloescritor2.blogspot.com


Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=381323 © Luso-Poemas



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Convulsão!




Convulsão!

Nesses tempos de convulsão 
A sociedade desmantela de montão,
Caminho triste em meio 
à multidão 
Lanças tentam atingir 
O meu coração 
Os sorrisos pálidos 
Estampados da enganação 
A vida segue nesse turbilhão 
Tempestades tentam inundar a embarcação 
Ninguém entende ninguém 
Impunidade de plantão,
De repente toda agrura 
Tornar-se um sonho 
Ou um pesadelo
Imposto pelo triste vilão,
Onde seu sorriso largo 
É um grande afago,
Da mente tudo apago,
E tudo some completamente,
Ao segurar a sua mão.


Marcelo de Oliveira Souza IwA 
24.04.2026
7:13AM

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Todos Unidos pela paz - Evento mundial transmitido em Tamaulipas México







A paz está justamente dentro de nós, hoje em dia está muito complicado, até quando saímos de casa, percebemos uma nuance diferente, de agressividade, o trânsito é um catalizador, ele não perdoa cada um querendo seguir sua própria lei, não dá oportunidade nem para os pedestres passarem na faixa de segurança, quem dirá para outro motorista passar.
O meu ambiente ensina, que temos que ter muita paciência e compreensão, pois as em sua maioria estão esquecendo que existe o outro.
Uma pequena ação seria simplesmente escutar, perceber que existe o outro, quando ouvimos outra realidade, notamos que não existe só a gente no mundo, compartilhar o bem e o amor ao próximo é um desafio diário que teremos a oportunidade de fazer.



Marcelo de Oliveira Souza










sexta-feira, 3 de abril de 2026

A Semana Santa Perdeu Sua Razão !




A Semana Santa Perdeu a Sua Razão


Choro, tristeza, consternação.
O sofrimento de Cristo
É triste lembrança,
Que senti desde criança.
O homem que amou
E sofreu ingratidão
Seu renascimento é milagre,
Comemoração...
Mas as pessoas novamente
O agridem sem consideração.
Das festas populares
Lembramos da lição.
O homem traído
Teve compaixão.
O traidor virou personagem
De bandido, político, ladrão
Na “folia” tem gente
Que “perde a mão”!
Do cálice de vinho
Vira engradado de cervejão.
O ovo de páscoa
É motivo de ostentação
O peixe, é moeda de cotação.
Até baba de saia apareceu
Que é a nova ideia
De transformação.
Todas essas são as mensagens
De que o homem
Não aprende a lição.
Nessa festa de união
Os crimes aumentam,
Corpos mutilados
Jogados ao chão.
Motivos de acidente,
Bebedeira, assalto
Ou simples agressão.
E nessa “comemoração”
A Páscoa se transforma
Num epílogo
De uma Semana Santa
Que perdeu sua razão.

Marcelo de Oliveira Souza IwA 
Do blog http;//marceloescritor2.blogspot.com
Feliz Semana Santa

sexta-feira, 27 de março de 2026

Hipertensão!









A Hipertensão 
É problema grande 
Que atinge até o coração,
A vida dá um sacolejo
Com essa chateação.
É destino quase certo
Onde a bebida reina 
Em cada reunião.

A bichinha é calada 
Mas o estrago 
É barulho certo 
No nosso corpo então.

Tem mais vertentes
Que o nosso curso em formação,
Moléstia sem solução,
Tem controle e adaptação.

A vida é querida 
E antes da Hipertensão 
O cunho forte 
É sempre ter precaução,
Entre uma  em um milhão 
Seja essa fortaleza 
Também ajudando 
Clareando qualquer escuridão.

Marcelo de Oliveira Souza IwA

segunda-feira, 9 de março de 2026

XXII CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS


XXII  CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS

(inscrições de 01 de março de  2026  até quando fechar a quota do livro  )
 
Realização dos  site: marceloescritor ; faceboook.com/psfronteiras; instagram: @marceloescritor2 e tiktok: @marceloescritor e blog:  marceloescritor2..
 
Apoio: Editora Illuminare; Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências /RJ; Academia de Letras de Teófilo Otoni /MG;  FEBACLA;  Academia Caxambuense de Letras/MG
 Com o objetivo de estimular poetas de todo o Brasil e de outros países, o concurso premia os melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 22a edição. Em parceria com a editora IlIuminare, para a publicação da Antologia "POESIAS SEM FRONTEIRAS", onde TODAS as poesias classificadas, deverão pagar a taxa de inscrição , recebendo um exemplar de Antologia em sua morada, sem mais nenhum ônus financeiro. Via correios, registrado).
 *Autores estrangeiros, poderão  ter um prêmio extra. # Portugal #lusofonia
 Os poetas tem que ter idade a partir dos 16 anos e devem  enviar uma poesia (máximo 35 linhas ou 1200 caracteres com espaço); Biografia (300 caracteres com espaço) ; tema LIVRE, 
 
A Taxa será  de: R$ 100,00 - que corresponde a 01 exemplar da Antologia. (A ser paga através de depósito bancário ou pix,  que será enviado ao participante do evento, para a caixa de e-mail inscrita.) Passando disso o valor será dobrado.
 É permitido participar com mais poesias, observando: Uma poesia para cada inscrição. Exemplificando: 02 poesias = 02 exemplares = R$ 200
 
Escritores residentes, fora do país: 38 dólares/ euros por inscrição/um exemplar.
 A Antologia "POESIAS SEM FRONTEIRAS" será publicada três meses depois do encerramento do evento.
Sobre a Antologia: Serão enviados três meses após o final do evento,    uma folha para biografia com  foto e outra com o poema de até 35 linhas.
 Obs: Inscrições de outros países serão aceitas desde que estejam  na língua oficial do concurso que  é Língua Portuguesa.
RESULTADO : no site oficial do concurso: no blog : marceloescritor2.blogspot.com , nos  seus respectivos e-mail e principalmente no livro de Antologia.
Premiação:
 1°lugar: Publicação do seu livro pela Editora Illuminare + Troféu personalizado com o nome do autor e colocação + Livro Artesanal  Mundo Poético + certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso  
2° lugar: Certificado + Medalha de Honra+   poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso  + imã Literário: Dai-vos Luz 
3° lugar: Certificado + poesia publicada em destaque na Antologia e no site oficial do concurso + Livro Mundo Poético+ Imã Literário: Dai-vos Luz
 
Menção Honrosa Internacional* : Daremos uma Menção Honrosa Internacional  para o melhor autor estrangeiro  *se não estiver entre os três primeiros lugares e/ou tiver  menos de três inscrições de fora do país, o prêmio será extinto nesse caso.
 
A  premiação será: Poesia publicada em destaque na Antologia + certificado + Livro Artesanal Mundo Poético + Camisa Tam G  lembrança de Salvador  + imã Literário:   Dai-vos Luz


 Inscreva-se agora !


 
🤔Marcelo de Oliveira Souza, IWA  instagram: marceloescritor2 ; Tiktok :marceloescritor; blog :: marceloescritor2
 2x Dr. Honoris Causa em LiteraturaOrganizador do Concurso Literário Poesias sem Fronteiras
 #poesias #lusofonia #portugal