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quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Escritor Carioca Radicado na BA ganha Comenda no Pelourinho Salvador BA
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Motoqueiro!
domingo, 9 de agosto de 2026
Feliz dia dos Pais!
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Desdobrando o Passado!
quinta-feira, 30 de julho de 2026
A Selva da Incompreensão
A
Selva da Incompreensão
Antigamente quando eu era criança, a gente
aprendeu o que seria democracia, o poder emanando da gente e o nosso país
crescendo, era o sonho dourado pós-ditadura.
Hoje esse sonho sequer realizou, o país
empobrecendo, sendo pilhado por gente grande, mas não bastando isso tudo,
lutamos contra o nosso próprio povo, a violência campeia a passos largos, da
mesma forma que os nossos direitos, cada um luta de uma maneira para poder se
desvencilhar do laço dos nossos caçadores.
As emendas à nossa constituição, são constantes,
não existe praticamente nenhuma lei nova que possa beneficiar o trabalhador, é
só direito sendo vilipendiado e obrigações sendo impostas.
Falando em imposição, o chamado “leão”, come
praticamente a nossa mão, personificaram um bicho carnívoro e com muito apetite
para poder “comer” nosso imposto de renda, cujo cálculo de devolução já está
defasado há muito tempo.
O interessante que tem outro bicho terrível chamado “dragão”, que
nos aterroriza até em nossos piores pesadelos; onde esses animais monitorados
pelos caçadores controlam tudo que a gente possui, aumentando e diminuindo
juros, enriquecendo mais ainda os banqueiros e nos pondo ao nível da pobreza,
cujo cidadão de bem já parou de sonhar.
Aqui no Brasil é contado o número de pessoas que
enriquecem trabalhando, somos assalariados sim, sonhamos com dias melhores,
contudo sentimos que vêm dias piores, com o aumento do tempo de contribuição da
aposentadoria, fim do décimo terceiro e salário-férias.
Diante dessa crise toda, nossos algozes
implementaram a famosa “democradura” tornando a nossa vida que já não é fácil,
mais dura ainda, onde remamos verdadeiramente contra a maré, procurando um
horizonte com um porto seguro nessa “selva” brasileira, que de macacos, viramos
ienas - rindo da nossa miséria – agora aos poucos, vamos acordando, passando a
ser “formiguinhas” lutando contra os “rinocerontes” do poder.
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
quinta-feira, 23 de julho de 2026
A Flor contra o Terror
A Flor contra o Terror
Bombas estouradas
na população
Uma grande comoção
A corrida desenfreada para sobreviver
Todo mundo assustado
Sem saber se vai morrer.
Olhos sobressaltados
A paz diariamente assaltada
Num grito de horror
Mais uma dor,
Aviões caindo
O Califado se ergue
Diante da maldade.
A paz sucumbe
Ao medo de viver
Ao medo de morrer
O desespero se instala.
Tanques e invasões
Estratégias e grande
invenções,
Guerra contra a maldade
Onde ninguém é bom.
De repente um espasmo
Dentro de tanto horror
Surge uma pequena
e singela flor.
O mal vai se dissolvendo
O verde vencendo
E o sorriso brota
Na flor do rosto das pessoas
Num entendimento repentino
De compreensão
Daquele belicoso desatino.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Grupo de Whatsapp marceloescritor mais de cem premiados!
quinta-feira, 16 de julho de 2026
O Aniversário do Meu Amor!
terça-feira, 14 de julho de 2026
A Política do Açougue
A Política do Açougue
Com a aproximação das eleições, os partidos
políticos se arvoram para conseguir o poder, outros para continuar encima
da “carne seca”.
Surgem muitas coligações com todos os tipos de
partidos, inclusive os partidos formiguinhas, aqueles inexpressivos, que estão
aí aos montes, correndo para lá e para cá, sem ter condições de sustentar um
candidato de peso, ficam à procura de um lugar ao sol, esperando desesperado um
convite para integrar uma legenda, inventam um nome bonitinho como “Salvador
vai mudar” e pronto é só sair pela
cidade gritando e prometendo tudo, mas o importante é que esse partido
formiguinha tenha uma parte nesse pedaço de carne fresca retalhada, nem que
seja o rabo.
Caso a legenda ganhe já no primeiro turno, tudo
bem, é hora de preparar o cabide de carne fresca e esperar encostado, comendo o
churrasco do poder, se não conseguir ganhar logo de primeira, que mau!
Mais gente para fazer coligação, o prato de
carne vai ficar menor, mas como todo administrador que não se preze, ele tem
que lidar com toda essa sanha pelo poder, não importa como.
Em tese o pedaço melhor da carne fica para o
maior partido, o menor vai para os partidos miúdos, então porque não dá os
miúdos do boi ou do porco para essa ralé?
Assim vai se formando o “bom” administrador
público, se não houver mais secretarias, empurre o tal coligado numa diretoria,
se não houver diretoria podemos colocar uma assessoria e pronto!
A “competência” vai para quem tem um peso maior
no partido, coloca-se um monte de curso no exterior e ninguém reclama, pois o
Neto ou bisneto de algum malvado candidato sempre se torna santo,
principalmente quando morre e algum usurário quer o churrasco só para si,
esquecendo que tem que sobrar um pouquinho para administrar a cidade.
Na “festa” da política é tudo assim, eles
investem no seu balcão de negócios, fazem alianças sem saber de competência de
ninguém e no final do turno, saem com seus carros oficiais olhando de cima para
baixo, comemorando mais um dia de farra e o povo que fique olhando a carne
apodrecer dentro desse açougue que é a política no Brasil.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Coisas do Edgar
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Natureza!
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Viva São João
Viva São João
Já no meio do ano
O sol não tem canção
Aquele friozinho vem vindo
Na hora de São João
Bombas resvalam na janela
Fogueira esquentando o quentão
Milho verde, canjica,
Bolo de milho e mexerica na mão.
Quadrilhas, forró, xote
Dançam até baião
Festa nordestina
De homem, mulher, menina
Todo mundo na empolgação!
O homem era retado
Batizava todo mundo
Que ganhava religião,
Foi traído por uma mulher
Que sem sete véus
Levaram sua cabeça na mão.
O mau existe
O bem insiste
Mas a coisa boa
Que nosso amigo Santo
Virou lenda, festa, filme...
E da fogueira do seu nascimento
Veio a
comemoração,
Nessa festa de multidão.
A cidade vai pro
interior
O interior incha de montão!
Todo mundo junto
O arrasta-pé é constituição!
E nesse mundo encantado
Tem até casamento atrapalhado
Que termina todo mundo empolgado
Na festa do Santo anunciado.
Não adianta ficar falando
Nem imaginando a festa do sertão
O jeito é tomar coragem
Pegar a pista numa viagem
E Viva São João!
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Corpus Cristhi
Corpus Cristhi
Um dia para refletirmos
Para onde caminha a humanidade
Se existe humanidade...
Ela existe?
Um passando a pena no outro
Pernada para tudo quanto é lado,
Outro vai para a igreja rezar.
Depois de tanta maldade
Até que merece ...
Mas o dia de farra continua
Bebidas para todos os poros
Trânsito em todas as estradas...
O corpo está ali estagnado
Ninguém lembra que o corpo existiu
A consciência ruiu
O povo ruim domina
A humanidade caiu...
Corpos nas estradas
A curiosidade reina
O acidente causado,
Coitado!
Não resistiu,
Mas o parceiro de viagem
Gravou e divulgou na “cidade”.
O corpo fez sucesso
Mas dois minutos depois,
Tem outro mau sucedido
Que foi agredido e vencido
pelas drogas e pelo crime.
Mais um corpo esquecido
Que será comido pelos bichos
Diferente do corpo de Cristo
Iluminado e bendito,
Virou tema de feriado
Onde tudo vai recomeçar
Em prol do seu nome iluminado,
Onde muitos irão novamente
v i a j a r...
E não voltam mais!
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Resultado do XXII Concurso Literário Poesias sem Fronteiras
Resultado do XXII Concurso Literário Poesias sem Fronteiras
Menção Honrosa Internacional: Maria Isabel da Cruz - Ferreira
do Alentejo
Portugal
Personalidade de Destaque Cultural: Geraldo Both – Parobé RS
Terceiro Lugar: Wilson Gomes – Itapetininga SP
Segundo lugar : Helio Antonio Ardenghi
Boeri - Palmeiras das Missões RS
Primeiro Lugar: Pietro Costa – Brasília
DF
Quem desejar ser avisado sobre o próximo, enviar mensagem para marceloescritor2@outlook.com
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
sexta-feira, 29 de maio de 2026
O sol e a Lua!
sexta-feira, 22 de maio de 2026
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Desdobrando o Passado!
Voltando em casa encontrei muitos espíritos de passarinhos presos, os quais pude soltá-los, alguns doentes não tinham força nem para voar. Desci levitando da laje.
Encontrei meu pai e segurei firmemente as suas mãos, falando o que estava acontecendo, um desdobramento voltando ao passado, podendo assim aproveitar para visitar minha mãe e podermos nos despedir.
Encontramos aquele antigo fusca que muitas alegrias nos proporcionou, meus pais aproveitaram para fazer também mais uma visita à minha avó, só que eles saíram em disparada, corri atrás do veículo, saí levitando mas percebi que tinha mais uma missão a cumprir naquele local.
Andei pela rua deserta, encontrei uma porta entreaberta, empurrei-a e adentrei-me no recinto, vi dois cachorrinhos brancos poodle, percebi que já estava em outro local, já em uma cidadezinha do interior, vi Leide pequenininha com a sua irmãzinha, carreguei-a nos braços, eles estavam festejando uma aniversário, estavam escolhendo familiares para jogar uma partida de futebol, eu como sou “perna-de-pau” preferi me esconder, indo para os fundos do quintal, mas quando cheguei lá vi que estava perdendo a concentração, voltei para a sala e a viagem terminou.
Marcelo de Oliveira Souza
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O Conselheiro Luiz Vianna
O Conselheiro Luiz
Vianna
Na nossa sociedade a escola deveria ser a extensão da família,
pois em casa aprendemos a ter noção de respeito, amor pelo próximo e até
cidadania, onde o ambiente educacional só vem a acrescentar e trabalhar as
primeiras noções de cidadania.
Quando adentrei ao Colégio Estadual Luiz Vianna, ele oferecia para a comunidade
o ensino médio e fundamental, tinha um ambiente arborizado, quadras e até um
campo de futebol.
A educação pública ainda dava os seus primeiros passos ao declínio, a começar
pelo diretor, um contumaz paquerador, rodeado de estudantes, ele só queria papo
com as meninas, com os garotos era implacável.
Na sala de aula, existia um garoto chamado Dedé, todos pensavam que era porque
ele era cearense, por causa do humorista Renato Aragão, mas esse humorista não
é Didi?
O nome dele era Andrade, ficou o apelido da última sílaba e permaneceu mais
ainda a confusão, ele era bastante tímido, quietinho no cantinho da sala.
Como os quietos são os mais perseguidos, o nosso colega Roberto começou a
operação para perder a arcada dentária, infernizou tanto o menino, chegando a
ponto de colocar o nome do “trapalhão” no quadro emendando um monte de
impropérios, cinicamente ele chamou o coitado cearense e mostrou a sua arte.
O outro menino surpreendentemente saltou da cadeira e mandou o incauto apagar
aquelas palavras ofensivas, mas a resposta foi negativa, mais surpreendente
mesmo foi o soco desferido, cujo garoto delinquente assustou-se e segurou a
boca com a mão, esvaindo –se de sangue,
com a outra apagou prontamente a lousa.
Depois disso o tímido garoto desabrochou e começou a querer mandar na sala de
aula, era tido como o mais valente e tinha um desafortunado rapaz da arcada
dentária torta que não deixava ninguém esquecer, ocorrendo uma mudança de
comportamento: O tímido ficou valente e o gaiato ficou tímido.
O meu melhor amigo era uma comédia, levava tudo na brincadeira, até a cara dele
era engraçada, o nome era Banha, só queria brincar e rir, o pior é que ao ver o
rosto dele sorrindo eu também não me controlava, era gargalhada para tudo
quanto era lado, a professora parava a aula e ficava nos acompanhando naquela
aventura de rir pelos cotovelos, se me perguntasse o motivo, eu também não
sabia.
Tinha um tal de Silvio, que percebeu meu jeito com a economia e resolveu me
pedir dinheiro emprestado, prometendo pagar no final do mês, os dias foram se
passando e nada do menino devolver o meu dinheiro.
Tive que criar uma estratégia para reaver meus valores, comecei a ligar para a
casa dele a fim de avisar da dívida, não é que ele começou a mandar dizer que
não estava? Tive que partir para o plano B, sempre temos que ter um plano
secundário, assim quando ligava para a sua residência, dava o recado que ele me
devia, foram tantas as ligações que ele foi à
minha casa zangado, me chamou e jogou o dinheiro no chão, nunca mais nos
falamos, por isso que as pessoas usam aquele velho ditado: “quem empresta, não
presta!”.
Como minha maior diversão era a paquera e escrita, qualquer vacilo estava
jogando o meu charme, aproveitava tudo, sendo bonitinha, que mal tem?
Cartas de amor e poemas eram as minhas armas prediletas, até de quem eu não
estava muito a fim mandava um poemazinho, só para ficar vendo a garota procurar
quem escreveu a obra de arte, era muito divertido...
A vida não era tão fácil lá, tinha até banheiro misto, os garotos adoravam!
Subiam no vaso sanitário para ver o que a baiana tem e ninguém nunca percebeu
esse atentado ao pudor, ou pelo menos não deu importância.
A merenda todos gostavam de chamar de “Bonzo” uma ração antiga para cachorro,
mas até que não era ruim, como ninguém gostava de se submeter à ração, íamos
comer sonho com picolé, mas o rapaz do picolé gostava de enganar os meninos e
meninas, ele nunca tinha troco, o que me irritava.
Certo dia, planejei uma para o tirado a esperto, juntei um monte de moeda de
cinco centavos e fui comprar o produto dele, ele olhou-me com tamanho desdém e
vociferou:
- Tá maluco! Eu não aceito isso não!
Eu prontamente emendei que era crime rejeitar o dinheiro do país, ele me
fuzilou com o olhar e cedeu ao meu argumento.
Em frente ao colégio morava uma garota da turma vizinha, Alba, bem simpática e
cativante, tão cativante que muitos garotos queriam conquistá-la, quando chegou
a minha vez, esperei o ambiente escolar ficar vazio e fomos para o jardim, mas
o tal do diretor cabeludo me viu e saí debaixo de gritos, a concorrência ali
era braba!
Pior era nas festas da escola, era onze, doze garotos para uma menina, que
horror! Era praticamente impossível dançar com uma “gatinha” quanto mais dar um
beijinho.
As que eram mais bonitas, queriam carinhas de motocicleta e a gente que era
usuário do “pevette” ou usuário do buzu, não tinha vez.
Para ir ao colégio era uma aventura, todos esperavam a linha do Centro
Administrativo e ficavam no fundo, para sair sem pagar, o interessante que
ficava um garoto ao lado do cobrador, o abusado contava quantos desciam por
trás, os chamados de “trazeiristas” e cinicamente fazia o relatório para o
homem da cobrança, sendo o último a sair pelo fundo.
Era tudo para poder economizar um dinheirinho da mesada, uns até se misturavam
as meninas para pedir carona, duvido que os pais deles sabiam dessa aventura no
final da aula.
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O dia da orquestra sinfônica da Bahia foi impagável, o diretor Leonel resolveu
trazer esse grupo de musicistas, muito interessante por sinal, mas a música não
agradava a todos, infelizmente, dava até desespero em alguns colegas, o pavor
foi tanto que muita gente saiu correndo para pular um muro de três metros, até
hoje eu me pergunto como conseguiram, precisou a direção entrar em ação, o
homem do cabelão branco saiu com a sua turma disciplinar e começou a puxar o
pessoal de volta para o colégio; um aluno segurando no outro provocou a queda
de todos que estavam lá, um verdadeiro efeito dominó!
Mas teve uns que preferiram invadir a casa do vizinho, como meu colega
Raimundo, ele traçou essa estratégia, ele e outro colega
seguiram adiante, o pior é que pularam o muro e atravessavam um quintal
enorme, cheio de árvores, ainda passavam na frente do colégio com a maior cara
de pau, mas Raimundo não teve tanta sorte, pois quando tentava atravessar o
lugar, saiu de traz um cachorro enorme, pastor alemão, ele voltou correndo para
o ponto de partida, mas quando chegou o homem do cabelão já estava com a
suspensão na mão.
Para falar em final de aula, um colega nosso resolveu brigar com um pivete da
região e o marginal resolveu revidar, chamando uma verdadeira turma para pegar
o nosso colega na saída do horário, tinha para mais de quinze garotos.
Foi o mais corre-corre, o pior que sobrou para mim, não queria brigar com
ninguém somente ir para casa, mas fui convocado e como ninguém abandonava
ninguém, nos juntamos e ficamos esperando um colega nosso chamado de Cavalo,
convocar os amigos dele lá do Horto, quando vieram foi paulada para tudo quanto
era lado, “correntada”, cabo de aço chiando, todo mundo no maior quebra pau e
eu lá no cantinho olhando e me esgueirando para não sair de covarde, pois eu
tinha que guardar isso na memória para um dia contar aquela batalha épica,
igual como os escritores de antigamente faziam nas epopéias.
No outro dia apareceram machucados, arranhados e até alguns foram parar no
juizado de menores para saber o acontecido, o tal marginal chamado de Sapo,
nunca mais apareceu.
O nosso colégio era bastante conhecido na comunidade, pela sua eficiência e
pelos esportes, o professor de educação física era preparador físico do
Vitória; lá era trabalhado atletismo, futebol, vôlei, tinha até campeonato com
outras escolas, inclusive escolas particulares iam lá participar de torneios,
numa dessas disputas, perdi o interesse de ostentar o nome da unidade de
ensino, foi quando numa dessas competições as meninas xingavam os adversários
de tudo quanto era nome, foi aí que
percebi que o colégio já era pequeno para minhas pretensões.
Saindo de lá no outro ano, indo para outro colégio de referência, mas o
Conselheiro Luiz Vianna mudou, mudou até a sua estrutura, agora é somente nível
médio e até perdeu o título de Conselheiro, isso mostra de como a atual
educação pública tem se diluído, dissolvido tanto que no estado da Bahia,
passa-se três meses de greve e não há ninguém que faça o tal do governador
recordista em cinismo dar uma maior atenção para a educação.
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Nau Desgovernada!
Nessa semana fomos surpreendidos com a mega operação da polícia do Rio de Janeiro, foram centenas de vítimas dessa empreitada, onde ficamos estarrecidos com tamanha estrutura de um grupo criminoso que já está dominando praticamente uma parte do país.
Instalou-se um grande debate sobre o acontecido, uns estiveram a favor e os que estiveram contra puderam se pronunciar na própria comunidade, pois os contra os “chefes” da área” claro que não podem se pronunciar, na ditadura marginal.
No país onde a criminalidade campeia em todos os níveis e que temos medo de sair de casa, também de ficar em casa, algumas pessoas dizem que não adianta esse confronto, porque os maiores criminosos estão lá encima, que precisa de política pública, de saúde e educação.
Hoje em dia temos direito a pouca coisa, mas será que o indivíduo não tem o livre arbítrio de escolher? Quanto à maioria das pessoas das comunidades que escolheram o correto, será que além de ter a dificuldade que a maioria da sociedade tem, não podem ter paz no meio em que vivem?
Vivemos em tempos difíceis onde os lares desfeitos não são de hoje, muitas vezes as crianças são “criadas” por celulares, recebem esse “prêmio” antes que imaginam, são norteadas por estímulos duvidosos, em que o imediatismo do “poder” financeiro, é a principal facilidade, cujos jovens descambam para o caminho tortuoso.
Outros jovens que possuem tudo, também descambam, mesmo acostumados com todos os privilégios de uma boa família ou morada, alguns terminam virando o “povo” lá de cima, outros, mesmo aqui embaixo, destroem suas famílias com esse vil comportamento.
Quer dizer, para ser um bom cidadão não depende de lugar nem de oportunidade, apesar de serem probabilidades menores ou maiores.
Tudo isso é muito subjetivo, mas enquanto o Brasil está lutando contra ele mesmo há muito tempo, a sociedade vai se destruindo em suas polaridades e no final independentemente de partido político, as coisas não mudam, onde estamos de fato numa “nau desgovernada” e não será por pouco tempo, só restando a todos nós rezar e tentar fazer a nossa parte trabalhando e semeando o bem, para que a partir de nós mesmos esse país possa mudar.
Marcelo de Oliveira Souza,IwA
2x Dr. Honoris Causa em Literatura
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