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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Suicídio



Suicídio
Quando morava no antigo prédio, havia uma síndrome, diziam que tinha um espírito de um suicida que rondava o prédio.
Uma empregada doméstica desesperada pela sua demissão, resolveu voltar e visitar sua ex-patroa, quando a dona abriu a porta, ex-empregada entrou e correu para a janela jogando-se prontamente.
Um vizinho nosso que trabalhava em um Banco Federal, com esposa e um filho, cunhado de um amigo meu, parecia não ter juízo certo! Deu um tiro na cabeça dentro do banheiro.
Um rapaz, também morador deste fatal edifício, durante uma festa no seu apartamento, dizia ser aidético, falou à sua turma que ia fazer uma viagem, ninguém levando a sério, precipitou-se para baixo, em que eu só ouvi um grito estarrecedor, onde até hoje ecoa em minha mente.

Próximo ao prédio, num viaduto, já aconteceram vários acasos, um mesmo foi no final da tarde, quando passava, só vi um homem pulando para a morte! A mãe de uma ex-namorada minha, que também mora numa rua próxima a este prédio, foi buscar a esperança após as grades do viaduto, dizendo que seria desgosto com a família. Brotas tem um índice alto de suicídio,motivo que me fez escrever este conto. Ainda hoje aconteceu mais um, não sei qual o motivo, nem quem era. Só sei que este ato é um atentado contra a lei do Senhor, até os espíritas dizem que o suicida tende a vagar pelo local, sofrendo muito, sensação de que eu sentia ao passar pela área onde o suicida aidético caiu, pedindo a Deus, paz pela alma dele, que num ato de desespero absurdo tirou a própria vida. O que leva o ser humano a isso?  É coincidência o suicídio no mesmo local ou há algum motivo sobrenatural?  Será influência desses espíritos suicidas?  Uma coisa temos certeza, se tivermos amos a Deus, a nós e a todos que nos cercam, tal atitude nunca será tomada.
Marcelo de Oliveira Souza

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os Sem-razão


Os sem-razão



Não costumo escrever sobre futebol, contudo essa paixão nacional fez com que a gente mudasse de ideia depois desse grande vexame da seleção brasileira.
Depois de muita confusão para que possamos sediar a Copa do Mundo, algumas pessoas ainda pensaram que o torneio estava dirigido para ser nosso.
Passamos pelos dissabores de assistir verdadeiras fortunas sendo gastas para construir arenas, a grande moda de quem sedia esse evento mundial, mas esquecemos que as arenas não dão o direito a prática de outros esportes, no caso olímpico, foi o  que ocorreu com a Arena Fonte Nova, que deixou uma grande quantidade de praticantes de outros esportes, órfãos da Copa.
Ainda sofremos com a expectativa de como seria a organização do mundial em uma cidade sem estrutura como Salvador, mas o prefeito deu o seu jeitinho de empurrar com a barriga, cuidando das vitrines como a Barra/Ondina, onde quem mora fora desse paraíso é muito difícil estacionar, pior ainda é achar transporte público.
Quem vem de fora pensa que esse lugar é uma Copacabana, pois só existe elite e turista, as praias que costumavam ser cheias, agora estão vazias, com exceção da turma do bate-bola, que estão se sentido verdadeiros artistas da bola, com os gringos assistindo.
Tudo era uma festa só, com Fan Fest e tudo, mas esqueceram de falar com o técnico do Brasil que adora subir degraus, ou melhor empurrar com o barrigão a competição, sofrendo desde o primeiro dia com a falta de preparo da nossa seleçãozinha, que de forma trôpega foi avançando, por meio de chutões da área e um salve-se quem puder.
Ao encarar a Alemanha a realidade foi cruel,-  7 a UM - percebemos que no nosso time nunca teve meio de campo, nem com a saída do "É toys" eles acordaram para isso, resultando num grande e secular fiasco.
Mas é importante uma lição dessa,  pois percebemos a supervalorização do jogador de futebol, com seus salários astronômicos, fora da realidade, onde nem na seleção eles abdicaram de ganhar verdadeiras fortunas, ainda tem gente que diz que eles são patriotas.
O futebol é importante para todos nós, mas temos que perceber que existem coisas ainda mais importantes e com essa desculpa, esquecemos de outras coisas como saúde educação, moradia, terminando sem Copa, sem benefícios básicos e sem razão.


Marcelo de Oliveira Souza

Marcelo de Oliveira Souza

sábado, 5 de julho de 2014

Depoimento de mais um classificado no X Concurso Poesias sem Fronteiras

"Fico muito honrado e feliz de ter participado desta antologia "X Concurso Literário Poesias sem Fronteiras". Gostei muito da qualidade das poesias publicadas. Todos os poetas e poetisas são fantásticos! Sou de uma cidadezinha pequena e desconhecida, localizada no interior do Piauí, a 55 km de Teresina, chamada União.  Quero parabenizar a todos os poetas e poetisas participantes! Em especial ao primeiro colocado, o jovem Ricardo Augusto Rodrigues de Souza, natural de Jaguarari – BA, onde o mesmo deu uma bela aula de português usando sua imaginação fértil, pois todo poeta tem uma mente fértil, que vive produzindo boas coisas, e não foi diferente com Ricardo. Atualmente faço um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Então, só tenho a falar coisas boas a respeito deste prêmio, por isso, vim por meio deste e-mail lhe parabenizar pela iniciativa de promover a literatura em nosso país. Fico feliz em participar de uma antologia com poetas internacionais, no caso das portuguesas Conceição Maria Rocha de Oliveira e Isilda Areias Nunes. Parabéns pela organização!"
Depoimento de mais um classificado no X Concurso Literário Poesias sem Fronteiras
Quem desejar ser informado do nosso próximo concurso, apoiar divulgando e/ou patrocinar  é só enviar uma mensagem para marceloosouzasom@hotmail.com


Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Vencedor do X Concurso Literário Poesias Sem Fronteiras


" É com muita alegria e satisfação que quero honrar a todos amigos, familiares e professores, pelo apoio a minha produção artística, assim como a Marcelo de Oliveira Souza e a todos que participaram ,de alguma forma da organização deste belíssimo projeto.
Sinto-me lisonjeado pela indicação a primeiro lugar no concurso ao tempo em que dedico esta vitória ao meu eterno amado e amigo pai, Mario Santos Souza(em memória), o dono, de fato, da minha inspiração.
Agradeço em especial a Deus, acima de tudo e de todos, pelos dons e pelas "felicidades" atribuídas através deles; a minha rainha, Maria Auxiliadora Rodrigues, que é , de fato, a maior admiradora; a minha princesa, Débora Araújo, a inspiração desta poesia.
" ...e que a minha vida seja presenteada com as suas reticências."
por Ricardo Augusto.
Vencedor do X concurso Literário Poesias sem Fronteiras
Quem quer ser avisado do nosso próximo evento, é só enviar uma mensagem para marceloosouzasom@hotmail.com
 — em Jaguarari Bahia

Marcelo de Oliveira Souza

terça-feira, 1 de julho de 2014

Salve Dois de Julho!











Parabéns Baianos pela sua data magna, onde lutamos pela independência do Brasil, essa comemoração é maior que a de sete de setembro, tida como a independência do Brasil, mas de fato, o nosso país consolidou-se como uma nação somente no outro ano, em julho de 1823 com a chamada Independência da Bahia.



Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Terceiro Lugar do Poesias sem Fronteiras


"

Prezados amigos... Eu amo a poesia e a literatura, para mim esta é uma grande oportunidade e uma bela iniciativa de Marcelo O Souza. Graças a pessoas como ele que proporciona concursos que incentiva escritores, poetas e amantes da literatura é que temos a esperança de sonhar através das palavras e expor nossos trabalhos. Agradeço de coração por esta oportunidade, estou muito contente com a inclusão de meu poema no livro juntamente a classificação que me permitiu o terceiro lugar no X Concurso Poesias Sem Fronteiras. Felicito aos colegas que também se classificaram e parabenizo a todos que se inscreveram, temos o mesmo amor às palavras e de alguma forma, somos todos vencedores. Um grande abraço poético e o meu agradecimento ao amigo Marcelo e a todos que contribuíram para que este projeto fosse concretizado. Saudações literárias!"


Cléo Alves



Quem quiser ser avisado do nosso próximo evento, bem como apoiá-lo com divulgação e patrocínio, é só enviar uma mensagem para marceloosouzasom@hotmail.com



Marcelo de Oliveira Souza

sábado, 21 de junho de 2014

São João dos Milagres


São João dos Milagres
 
 
Existe uma cidadezinha muito pequena perto de Salvador, que se chamava  Ruinópolis, o lugar era uma verdadeira ruína  como sugere o seu nome, ou até seria pelo comportamento dos seus moradores, ninguém sabe.
No centro desse lugarejo existia a comunidade mais influente, com empresários e funcionários da prefeitura, grupo que não se misturavam, eram verdadeiros rivais.
Onde um dizia que era para construir abrigo, outro queria construir mercado e vice versa.
Um dos mais influentes era o tal Zé dos Pombos,  funcionário público aposentado, como o nome sugere, o homem administrava agora uma criação desses animais alados que sujavam a praça inteira, incomodava todo mundo, mas ele continuava no seu intuito de criar os animais a céu aberto, construindo um pombal no centro do obelisco.
Sua amiga mais próxima chamava Célia, que por sua vez amava os caninos, onde surgia latido, estava ela cuidando dos danados.
O seu primo Zé dos Bodes resolveu imitá-la, investindo numa criação desse animal    na garagem, mas ali os caprinos só passavam a noite, porque eles dominavam a praça do centro da cidade.
Os animais sujavam tudo, nem adiantava o padre   Gonçalves pregar em praça pública sobre tolerância, pois dava a maior confusão.
Nessa cidade ninguém se entendia, todos queriam fazer o que desejassem, os empresários, assim, resolveram inaugurar uma boate na praça junto à igreja que dava a maior confusão, pois André, o mais influente deles,  coletou assinaturas da maioria das pessoas, dizendo que iria fazer um centro social urbano, mas na verdade fizeram um mini centro comercial, que depois de construído ninguém se manifestou contra, pois o lugar era um terreno da prefeitura e como as pessoas pensam que o que é público não é de ninguém, deixaram   para lá, só fazendo resmungar entre os seus vizinhos.
Nesse centro comercial existia uma boate que dava a maior confusão, pois vinha gente de todos os lugares,  até de Salvador,  para provar o caldo de sururu do Seu Bernardo. O pior é que não tinha mais   lugar para estacionar, o que gerava mais confusão ainda, pois o estacionamento era mesmo na rua ou na porta de garagem da vizinhança; não tinha fiscalização nenhuma que desse jeito, resultando em muitas brigas.
Assim a sociedade seguia no seu daltonismo sentimental, onde ninguém era amigo de ninguém, sempre queriam algum de troca, pensando   ser mais esperto do que o outro.
A cidade ia se destruindo com o tempo, o lixo era acumulado logo na entrada da cidadezinha, chamado até de "lixão dos desesperados", pois ali se encontrava de tudo, onde vinham  muitos   badameiros  de tudo quanto era lugar.
Certo dia, apareceu  um homem chamado João, dirigindo um caminhão de laranjas, ele percorria a cidadezinha toda oferecendo o seu produto.
O senhor era hostilizado, porque naquele lugar não cabia mais nada, era boate, estacionamento, bodes, pombos, cães e tudo que você pudesse imaginar.
Ao chegar a data magna do município, São João, padroeiro da cidade, eles não sabiam mais o que fazer para organizar a tradicional quermesse junina, evento tão comemorado quanto o Natal.
Dona Zélia e Seu Luan, moradores mais idosos do lugar, eram os responsáveis pela organização há décadas, só que o lugar onde faziam o festejo era o antigo terreno da Associação dos moradores, que agora se transformara na oficina de Seu Nelinho.
- Agora o que iremos fazer?
Disse seu Luan.
Eles marcaram uma reunião com a comunidade, sabendo do grande risco que era, pois ninguém aceitava ninguém como vizinho tampouco como amigo.
A data marcada para o dia doze de junho foi estratégica para ver se o amor prevalecia entre os cidadãos daquela triste e complicada cidade.
Chegando no dia,  a turma toda estava reunida:
Seu Zé dos Pombos logo disse que não iria dar certo, pois iria  atrapalhar o pombal que tinha construído do lado da estátua do criador da cidade; Dona Célia ratificou que seus animais não iriam sair prejudicados, começando o maior burburinho; foi quando o padre  Geraldo gritou por socorro, dizendo não aguentar mais por tamanha desunião.
Nessa hora   o vendedor de frutas tomou a palavra, dizendo ter chegado a pouco tempo e nunca viu uma cidade com tamanha desunião,  com tantos problemas, que a cidade estava sendo mal falada em toda as regiões que passava, que Ruinópolis  estava se destruindo, não possuía mais um serviço  que funcionasse corretamente.
Ele lembrou  do negativismo que permeava o lugar, onde nem as crianças são felizes, pois não tem mais pracinha para brincar, porque o lugar era habitado por todos os tipos de animais.
O homem saiu vaiado do lugar, onde os próprios seguranças da prefeita Nilda, defensora dos animais,  trataram de colocá-lo para correr, terminando assim a reunião, resultado na suspensão da festa por tempo indeterminado.
O nosso amigo Luan saiu consternado, até passando mal, dizendo que as pessoas pensam que o que é público não é de ninguém, muito pelo contrário, que só irão se unir quando acontecer uma tragédia, pois tem   muita gente que  é assim, só se une depois dos desastres.
Passados alguns meses Seu Luan  adoeceu e ninguém sabia o que ele tinha, teve que ir às pressas  para Salvador, pois ali nada funcionava, descobrindo que ele estava com uma doença grave por causa das fezes dos pombos, deixando muita gente consternada.
Foi uma  verdadeira comoção, a praça foi interditada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, que fez  uma verdadeira limpa.
Muita gente falou que foi por   causa  do padroeiro da cidade que  não teve a sua festa, mas agora nada adiantava, pois o nosso  moribundo  passou dessa para melhor, sendo um grande grito de alerta para todos, que de uma hora para outra passou a se organizar, gerando muita confusão no início mas no final resolveram se unir e até mudar o nome da cidade para São João dos Milagres onde o novo prefeito, o tal João das frutas, resolveu  organizar a cidade, plantando árvores frutíferas e organizando o serviço publico, tornando o lugar  muito conhecido no seu maior evento:  a festa de  São João, com o Festival  das Laranjas.
O nosso prefeito chegou até a criar uma pracinha com o nome do morador mais querido da cidade, o Seu Luan, onde ele deixou a célere frase:
- As pessoas só se unem depois dos desastres.
 


Marcelo de Oliveira Souza