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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Como nasce um país marionete

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Como  nasce uma Nação Marionete


Morre mais um ditador, aquele homem sanguinário, que ocupou o poder por mais de quarenta anos, da mesma forma que Sadan Russein, Muamar Kadafi trilhou  seu poder angariando inimigos mundo afora.
O importante é que possamos refletir que nesse mesmo tabuleiro do cenário internacional a política muitas vezes não tem lado, ela pode variar de acordo com os grandes interesses espúrios de uma cúpula onde somente alguns têm o poder de vetar e aprovar os desígnios do mundo.
Com a presumível crise do petróleo, o “mundo” olha com mais “carinho” para esses países instáveis politicamente,  “acende uma faísca” ali junto à “serragem “ do descontentamento e bum! Temos uma revolução, uma “guerra limpa” onde ninguém morre, somente o povo sofrido e oprimido, que alimentado pelos seus dignos interesses, são manipulados e armados, de acordo com os interesses de uma cúpula de países sedentos de “sangue negro”.
Assim são em diversos lugares onde a ganância internacional campeia, onde não existe lucro, mas existe  muito sofrimento, como em Ruanda e outros tantos lugares onde ditadores sanguinários seguem a cartilha internacional ou não têm nada a oferecer, a desumanidade ocorre, os somalianos estão aí para comprovar a triste tese.
Segundo estudiosos, o mal deste século será a falta de recursos naturais, como muitos já dizem que a Amazônia é internacional, não custa nada acender uma centelha da discórdia e proclamar a independência do Xingu, assim terão a maior floresta do mundo e ainda corre o risco de jogar  a imagem de algum presidente desavisado ao chão para criancinhas inocentes incentivadas à ira, limparem seus calçados, sendo um grande exemplo de um novo país dito democrático, com muitos contratos de reconstrução e exploração de uma nação marionete.

Marcelo de Oliveira Souza

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia das Crianças

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Dia das crianças 2011


Hoje está muito difícil descobrir de fato quando o indivíduo é criança e passa para a fase da adolescência, percebemos que  o infante de hoje pode não ser mais criança, ou que a criança está sendo precocemente estimulada a ser adolescente e o adolescente engendra na vida adulta.
O poder de determinadas informações  está estimulando a criança a não ter mais a sua infância, estão reduzindo o seu tempo de brincadeiras pueris, preocupando-se com problemas existenciais, problemas familiares e tudo que possa castrar o seu grande e incontestável direito de brincar.
A mídia mostra as novidades do mundo, a  internet abre a porta para tudo que a cabecinhas desejam, desde brincadeiras infantis de montar casinha, até perfis de redes sociais e comunicadores instantâneos que torna a vida infantil mais complexa, sem as tradicionais brincadeirinhas do passado, mas com uma grande liberdade de conectar-se com o mundo todo, com ou sem a fiscalização dos pais.
Meninhos manejam seus celulares como adultos, dando mais independência a eles, o poder de influencia dos pais diminui, o contato também, e quando percebemos, as nossas criancinhas já estão crescidas, mesmo que precocemente, com  criancinhas vestindo-se  como adolescentes, ruge sombra e tudo que assombra os mais antigos.
Aquela pressa de que elas cresçam, ou a permissividade dos pais para esses comportamentos pode tornar-se um problema, pois a criancinhas estão desenvolvendo-se precocemente e no futuro ela sentir a falta do seu grande direito de infância, o direito de brincar, o direito de ser criança, mesmo que hoje ela queria ser já “uma mocinha” ou “um rapazinho”, tornando-se um adulto incompleto, infeliz ou recalcado.

Marcelo de Oliveira Souza

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia dos Professores

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Dia dos Professores 2011


Nesses dias em que a violência cresce linearmente em todos os cantos do país percebemos que não só nos horrorizamos com esses atos, mas somos complacentes e até cúmplices de toda essa celeuma.
O grande problema é que a nossa educação está sendo desvalorizada, a educação primordial que recebemos dos nossos pais está sumindo, assim como tudo que delimita o limite para a criança e adolescente.
Como os pais em sua maioria não estão encontrando tempo para os seus filhos, estão repassando a responsabilidade de educar para babás e professores.
Os professores por sua vez estão cada vez mais desvalorizados, desmotivados com a política publica de educação, parece até que tem uma orquestra desafinada trabalhando para deseducar as pessoas, os inúmeros projetos educacionais quando passam são relegados a terceiro plano, computadores em escolas publicas realmente são utilizados, mas a forma que é feita essa utilização é duvidosa; merenda escolar tem que ser coisa séria, assim como distribuição de   livros didáticos e para-didáticos.
Toda essa problemática é apenas uma amostra de como a claudicante educação brasileira precisa de atenção, de motivação, de projetos que  saiam do papel, o professor não precisa  de certificações que diminuam a auto-estima do profissional de educação ou qualquer outra forma de punição ou de seleção que segregue-os ao ostracismo.
O dia dos professores está aí, sem motivos para comemoração, somente protestos e lamentos contra as perdas de interesse, de salário e de tudo que possa melhorar uma educação que perece a cada dia, mas eles estão aí, sonhando com dias melhores e com que a educação passe a ser a principal plataforma de qualquer um que possa se candidatar a alguma coisa, porque sem educação não existe país, não existe união, respeito ou qualquer coisa que possamos chamar de desenvolvimento.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES


Marcelo de Oliveira Souza


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Horário do Bestão

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O Horário do Bestão


Todos Sabem que o horário de verão é aquele vizinho incomodativo que passa uma temporada junto à sua casa, tumultua a sua vida e vai embora.
Ele o faz acordar cedo, enfrentando a insegurança abrigada pela madrugada, muda severamente a rotina de quem trabalha, de quem transpira para produzir honestamente; o empregado, povão, aquele que não pode opinar, somente decide na hora do voto e olhe lá, pois a obrigatoriedade é o meio dos “sabidos” obrigarem a população fazer algo contra a sua vontade, mesmo assim, votando em quem não quer, ainda comemora, pensando que alguma coisa irá mudar.
Assim é a nossa democracia, a que elegemos o representante de interesse próprios, dizendo ser interesse comum, essa é a nossa realidade.
Nos tornamos “bestões”, verdadeiros cordeiros, desinformados, sem direitos plenos e sem sonhos, somos castrados socialmente, o governo enriquece cada vez mais, empresários comemoram suas vendas, ainda incutem na nossa sociedade que o povo vai bem, - “gastando muito” - mesmo com a saúde precária, violência desenfreada e tráfico de drogas. A  educação  está descendo cada vez mais, professores desmotivados, essa é uma perfeita orquestra para uma democracia plena,  com tantos direitos cerceados, por que não comemorar com o horário de verão, assim quem manda vai ter mais tempo para gastar aqui ou em outros estados e países, enquanto isso o empregado terá que cumprir rigorosamente o horário do “bestão”.


Marcelo de Oliveira Souza

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Homem & Carro

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Homem & Carro

O homem sempre parece estar incompleto, muitos tentam se completar com um par perfeito, aquela garota de seus sonhos.
Nem sempre isso sai como a natureza escolhe fora os que se completam com pessoas do mesmo sexo, tem pessoas que se completam com cães, gatos, até os animais mais bizarros, contudo, diante da modernidade surgiu um grande amor pelas máquinas, se destacando mesmo, o seu carro, dá muito trabalho, é uma verdadeira família, entretanto o carro está ali, na “pole position” da preferência de muitas pessoas.
Os casos chegam ao estremo, gente ter ciúme de carro, que está super povoando as grandes cidades, passando a encolher o ambiente já destruído pela especulação imobiliária, pistas e viadutos.
Agora Homem & Carro se confundem, homens brigam com homens, com carros, quando saem dos carros perdem a identidade e outros  “Homens&Carros” transformados o agridem, xingam, brigam, se enervam, por causa de carro, de trânsito numa cidade intransitável como Salvador e tudo que vemos são irregularidades como essa, em todo canto, numa cidade sem estacionamento, as ruas viram territórios de flanelinhas, os mínimos passeios, são surrupiados pelos “Homens&Carros” invertendo a ordem numa perfeita desordem, no lugar desordenado, atrapalhado, engarrafado...

Marcelo de Oliveira Souza


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cordel Encantado

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A Volta dos Mortos-vivos

A novela Cordel Encantado terminou essa semana, a audiência foi muito grande, devido ao exótico cenário e cultura, sendo muito importante para as pessoas conhecerem as desigualdades do nosso imenso país.
A trilha sonora da novela foi uma verdadeira aula de literatura, com músicas ligadas ao tema de qualidade incomum,  principalmente com as músicas do falecido Chico Science e Alceu Valença.
O grande vilão da novela, aquele que move a trama, Timóteo Cabral, teve um fim sem sentido, depois de receber um balaço, voltou a infernizar os personagens, sendo queimado na trama; mas o interessante é que a novela teve muitas cenas de tiroteio e esfaqueamento,  mas com todas as desavenças, pouca gente foi a óbito, tornando-se assim uma referência até para as cidades grandes, somente assim as mortes violentas diminuiriam.
Cícero foi o primeiro, esfaqueado pelo vilão da novela, quase com as tripas de fora, voltou  do caixão;  Jesuíno cansou de beirar a morte, até ser enforcado, mas a garota da foice sempre dava um desconto, parecendo estar encantada com seu sotaque nordestino “Made in Rio”; Açucena desde pequena driblou a “foiçuda”;  até o  General Baldini, fez “o drible na morte”, de herói virou bandido, voltando a ser herói por receber um balaço no peito, ele não se fez de rogado, curou-se  e assumiu sua filha bastarda;  o compreensivo e civilizado cientista do galho grande, foi alvejado na cabeça, mas fez valer o seu título,  voltou forte sem seqüela nenhuma, os médicos deveriam ganhar um prêmio pela grande façanha; mas façanha mesmo foi o Duque Pétrus da máscara de ferro, foi torturado em seu reino anos seguidos com aquilo na cabeça,  contudo a tortura  também foi dimensional, pois ele estava preso em um continente e acordou em outro, não se fazendo de rogado tirou o atraso dando uma de Ricardão com a esposa de seu grande amigo “galhudo”, que assumiu a pontada voltando para os braços da sua amada definitivamente.
Em uma terra perigosa, o saldo foi positivo, somente  o ganancioso Rei de Seráfia do Sul,  uma figurante atropelada, a genitora de Aurora e os vilões sucumbiram, ficando sem as benesses da história dos mortos-vivos, mas em uma novela de cangaceiros e guerras medievais alguém tinha que morrer; vamos torcer para não se estender a trama, senão os mortos-vivos voltam, mais fortes e corados do que nunca.
Fico aqui desejoso que Salvador se torne um reino das Seráfias, assim os mortos que se amontoam todas as semanas, voltariam -  pelo menos  os bons - para dizer quais foram os seus algozes, pois se depender de investigação, vai ficar como no Cordel Encantado, com um Rufino e Outro paçoca; quanto aos políticos brogodozeses não precisa dizer nada, sabem direitinho como se comportar, bem inspirado nos nossos.
Mas como a arte imita a vida, ficamos aqui desejosos que um príncipe com princípios venha de algum lugar no final do mundo e administre a nossa cidade tão necessitada de ajuda, pois os políticos daqui estão precisando se exilar numa cidade perdida no meio do sertão.



Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lição de Democracia no Brasil

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Lição de Democracia no Brasil


O Brasil se caracteriza pela solidez na democracia, os brasileiros já estão acostumados com todos aqueles trâmites que deságuam nas eleições.
As propagandas brotam, as quintas-feiras já estão caracterizadas como “ as quintas do sofrimento”, sempre aparece um partidozinho querendo aparecer diante do sofrido telespectador, mesmo quando não é época de eleição, mas quando está nessa infeliz temporada, aparece um tal de Horário Eleitoral gratuito – até parece que alguém ia querer pagar para ver isso – que aterroriza as pessoas com tantas promessas, as mesmas que o tal candidato fez anos atrás ou foi o candidato do meu amigo? Tanto faz é tudo a mesma coisa, nessa hora aparece tanta propaganda, até o TSE Tribunal superior Eleitoral desce do pedestal e passa a ocupar também a caixinha achatada da sala de visita, dizendo sermos patrões, até hoje tem gente procurando saber de quem é patrão.
Mas o pior de tudo que essa democracia,  tanto propalada no mundo todo, tudo que nós  podemos é votar, ou melhor, somos obrigados, mesmo não querendo ou não tendo nenhum que mereça, como nenhum está merecendo, a obrigatoriedade do voto está aí.
A televisão alardeia a festa do voto, mas os pobres dos mesários não ganham nenhum “caraminguado” para passar o dia todinho ouvindo reclamações, empurrões e ainda organizar a “dança das cadeiras”.
A eleição termina tudo volta ao “normal”, os políticos voltam a brigar  por seus interesses, aqui na Bahia resolveram dar um verdadeira punhalada no servidor, aumentaram assustadoramente o valor do plano de saúde, tem gente que vai pagar um acréscimo de 140,00 reais, uma verdadeira bomba para o orçamento, mas o governo está com um perfeito orçamento; Dilma repete sempre “nós temos reservas acumuladas” ; Wagner diz que a Bahia está crescendo, e o povo perdendo todos os seus direitos, perdendo sua dignidade em troca de viadutos, onde só falam na Copa do Mundo.
Dignidades à parte, perdas e danos para todos os lados, violência, saúde e educação todas perfeitamente “emburacadas”; vocês pensam que não falta mais nada ?
Lei do engano, tem muita coisa ainda, talvez esteja ainda escondida nos inúmeros buracos e crateras soteropolitanas, mas ainda falta impingir o Horário Noturno, digo, Horário de Verão, cujos interesses empresariais afloram a ganância em detrimento de mais sofrimento para toda uma sociedade, que um dia pensou ter o poder de eleger algum representante.


Marcelo de Oliveira Souza