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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Mulher-ketchup

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Mulher- ketchup


Quem disse que somente a arte imita a vida ?  O contrário pode ser perfeitamente plausível, quando a pessoa tem uma grande imaginação.
Mesmo em uma cidadezinha com pouco mais de vinte mil habitantes, a criatividade pode explodir como uma perfeita Hollywood, foi o caso de Pindobaçu, município a 400 km de Salvador, onde uma mulher cheia de ira e de ciúmes por causa da sua rival, resolveu dar cabo à vida da sua oponente, convidando um lavrador desempregado a cometer um crime de assassinato, eliminando assim sua inimiga.
Quando o criativo rapaz foi cometer o crime, percebeu que a vítima era uma amiga de infância, como ele já havia recebido a quantia de mil reais pelo “serviço” , resolveu forjar o crime, tirando a foto da “defunta” amarrada, largada no matagal, com uma faca debaixo do braço e coberta de ketchup.
A mandante do “crime”  resolveu comemorar o seu grande feito, mas quando chegou a um  evento local viu sua algoz vivinha da Silva, dançando lépida e fagueria.
Revoltada a mulher foi à delegacia prestar queixa extorsão contra o agricultor, o delegado desconfiado interrogou-a e logo percebeu que naquele depoimento escondia muita coisa, desvendando toda a trama, digna de cinema.
Agora a cidade da Pindoba, ganhou sua fama momentânea graças a “mulher-ketchup”; estão vendo até se erguem um busto com uma garrafa do condimento precioso em uma pracinha, pois o condimento não é aquela bucha de aço, mas também tem mil e uma utilidades.


Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

II Encontro de Escritores Baianos Independentes

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II Encontro de Escritores Baianos Independentes

Em mais um ano de sucesso aconteceu o Segundo Encontro de Escritores Independentes, organizado por Roberto Leal, fundação Òmnira.
Esse encontro de vital importância para a literatura baiana e soteropolitana abordou mais sobre a dificuldade dos escritores em  difundir a sua obra, a falta de um espaço similar à Livraria do Autor Baiano, ou como uma Casa do Escritor Soteropolitano.
Ocorreram diversas mesas redondas para discutir essa problemática, onde o poeta e colunista do jornal Metrópole se destacou com a grande desenvoltura e sensibilidade poética, abordando a grande discrepância entre uma mesma cultura, a popularesca, hoje atualmente encabeçada por músicas de pagode, axé e a verdadeira cultura baiana na sua essência, onde grandes escritores e artistas ainda lutam para envergar a clava literária, mesmo sedo relegado a segundo ou quarto plano, cujo  tema foi “apertem o cinto, o poeta sumiu”.
O poeta Ildásio Tavares também foi homenageado por sua obra, escritor polêmico que ao passo que semeava os seus sonetos, colhia opiniões diferentes sobre a sua cultura, sendo magnificamente explanado pelo escritor Douglas de Almeida; mas não podemos deixar de mencionar sobre a brilhante palestra da Juíza Luislinda Valois, que abrilhantou ainda mais a nossa jornada literária, deixando todos os participantes saudosos e tristes por sair dessa bolha cultural onde os escritores de hoje são como peixes sobrevivendo na poluídas águas de uma sociedade que perdeu sua identidade literária, rezando para termos mais um ano na água límpida  da cultura que ainda mina por alguns veios de persistência dos nossos escritores, desaguando em mais um sonhado encontro de escritores.



Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dor de Onze de Setembro

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Dor de Onze de Setembro


Lá de cima, no céu vem aquele imenso clarão
Acompanhado de um grande trovão
Colocando em desespero a população,
O povo correndo em comoção
Gritos de horror,  salvem a multidão!
Tá tudo caindo, o mundo se destruindo
Terremoto se esvaindo
A torre se diluindo...
Aquele arranha céu lindo !
Agredido por monstros alados.
O fio dos desesperados
Pobres coitados !
Dentro dos dois paus gigantes viraram nada !
Esse nada que hoje é tudo
Que sobrou do fim do mundo...
A torre de Babel bendita
Caiu na armadilha maldita,
Deixando como herança setembrina
Mais um exemplo que alucina...
A dor encravada
Não cessou direito
E todo ano tem o mesmo efeito
De quem morre, sofre e carrega para sempre
A dor do luto no peito...


Marcelo de Oliveira Souza

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Independência do Brasil 2011

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Independência do Brasil 2011


O nosso querido Brasil é um país cheio de peculiaridades, a começar pelo seu tamanho, com verdadeiras dimensões continentais, mas o que mais chama a atenção é a sua unidade lingüística e patriotismo, de norte a sul, desde o jeito irreverente até o discreto, do deseducado ao polido, todos com a brasilidade enraizada na alma.
A nossa diversidade cultural não impede que queiramos participar da mesma unidade nacional, salvo algumas desavenças, mas em toda família tem um filho rebelde, que deseja alçar vôos com suas próprias asas.
Muitos reclamam que a distância impede uma presença mais efetiva do governo federal, outros reclamam dos políticos que hoje são os verdadeiros nobres do século XXI, administram os cofres públicos com a destreza de um avarento, na melhor das hipóteses.
A imprensa alardeia a posição no cenário mundial, a dívida externa transformou-se numa incógnita, a maioria diz que foi paga, outra parte diz que é uma grande falácia.
O interessante que o Brasil, agora é credor até de países como Estados Unidos, ao passo que o sistema de saúde ainda é um caos, a educação e cultura parecem ser miragens que só são palpáveis no eixo sul-sudeste, o resto sonha com um dia fazer bonito na Olimpíada do Rio de Janeiro, mesmo sem nenhuma estrutura, mas como sonho é sonho, ainda não paga; atletas sonhadores treinam sem material nenhum, o pior que nesse mesmo século das grandes descobertas, ainda tem aluno de escola pública que não tem o prazer de folhear um livro didático ou suprir suas necessidades alimentares na hora do intervalo.
Esse nosso pais querido, está em festa pela sua independência, grande e pujante no cenário internacional, palpiteiro em todas as desavenças no nosso globo, infelizmente não olha para dentro de si mesmo, o seu povo sofre e paga por isso, pela falta de informação, de cultura e de oportunidade, aquela mesma oportunidade que os nobres, eleitos pelos votos tiram todos os dias de nós todos, com seus super poderes de administrar o dinheiro público.
Nesse dia de independência, onde os militares irão desfilar suas sucatas do século passado, vamos valorizar o civismo, pois é a única coisa que ainda temos a comemorar nesse mundinho distrital.


Marcelo de Oliveira Souza



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Livro do Autor do Blog

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Já estamos aceitando pedidos para a 2a edição do livro Conto &  Reconto: São apresentados contos fantásticos, de história de vida, espirituais, de amor, enfim textos para todos os gostos, onde são mostrados como pano de fundo várias cidades da Bahia, desde a capital, Salvador, como cidade do sertão: Araci ; da Chapada Diamantina: Lençóis.

Preços:
Salvador com o autor R$20,00
Araci com o autor R$20,00
Via correios R$25,00
Exterior 20 dólares/euros
Pedidos 71-81553677
marceloosouzasom@hotmail.com

domingo, 28 de agosto de 2011

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Condução


Chegando ao trabalho tomei aquele susto com essa pessoa, sentada na parada do transporte, perna inchada e jogada no chão dia após dia, a sua precisão era tão grande quanto o seu tamanho, com problemas de saúde, ninguém a notava.
Na nossa correria ela estava ali, sofrida despercebida por todos, enojados torcem o nariz para ela, que diante de tantas dificuldades, não sucumbe diante da dor, balança o corpanzil e sorri, esperando a providência divina, porque se depender dos mortais ela continuará ali, ocupando o terminal de ônibus, parecendo esperar a hora  da condução eterna.

Marcelo de Oliveira Souza

domingo, 21 de agosto de 2011

Restrição à Doença no PLANSERV


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Restrição à Doença no PLANSERV


O Governo do Estado da Bahia, aquele mesmo, que foi eleito da primeira vez com a ajuda dos servidores públicos, não cansa de inventar novidades para onerar a vida dos seus servidores.
A classe já encontra-se desmotivada, cansada de ilusões, seus salários cada dia mais achatados, muitos sindicatos como o dos professores, são alvo de chacotas nas esferas públicas e secretaria de educação, agora recebe mais uma bofetada.
Os poderosos anunciam uma cota para consultas, atendimentos de urgência e emergência, não faltando mais nada para acontecer, os servidores pagam um plano caro, descontado em contracheque, o que nenhum plano privado consegue, cem por cento de adimplência, mesmo assim os donos do poder reclamam de prejuízos, no negócio mais certo do mundo.
Assim, ao invés de investir mais na rede Planserv, estendendo o programa para as esferas nacionais, aumentando especialidades, como psicólogo – que está sendo muito necessário - ou até tratamento odontológico, como deveria ser feito nos moldes do IAPSEB, eles fazem justamente o contrário, jogam esse projeto de “urgência-urgentíssima” na Câmara dos Deputados.
Esse murro na dignidade dos prestadores de serviços do Estado,  é mais um presente de grego que temos que recusar, gritar e protestar, pois são essa categoria que estão descascando o abacaxi plantado por quem só pensa em obras para mostrar na televisão, esquecendo o social e principalmente quem lhe deu a mão e hoje chora com uma mão só, com saudades do passado.


Marcelo de Oliveira Souza