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domingo, 25 de janeiro de 2015

Homenagem ao Dia da Festa de São Lázaro


Oração em Homenagem À São Lázaro comemorando o seu dia de Festa!

São Lázaro Protetor


Meu querido santo protetor
Proteja-me diante da dor
São Lázaro vencedor
Mesmo diante da morte
Guia-me e daí-me sorte.

Assim como a muleta
O ampara da vicissitude
Da  sua vida terrena
Sejas o meu amparo,
A minha fortaleza
Na dificuldade de vida moderna.

Vencedor mesmo diante da morte
Renascido em meio a sua fé
Renove também a minha fé diariamente
Proteja-me das escaras dos inimigos.

Do infortúnio dos desvalidos
Da forma que os cães limparam
Suas feridas,
Limpe minha mente de maus pensamentos
Projete-me sempre para frente
Divulgando as suas vitórias
Em prol de Jesus Cristo
E de sua santidade
Amém!

Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rapunzel do Sertão

   


Rapunzel do Sertão



Numa região rural, ao nordeste da Bahia, tinha uma garota que se destacava perante todas as outras famílias, que tinham como rotina, a subsistência na agricultura, plantando e colhendo feijão.
As famílias sempre tinham uma renda baixa, contudo muita força de vontade, pois todos participavam alegremente dos serviços de plantio na maior boa vontade, onde era uma constante a amizade e união entre todos, sem falar na inocência que caracteriza todos que habitam o agreste.
Nesse quadro, Mariana e sua família mantinham o seu cotidiano, em que aqueles lindos olhinhos negros eram a janela para uma mente cheia de força de vontade e de informação.
Certo dia, ao dirigir-se para a sede da cidade de Araci, a fim de vender o produto do seu suor e desprendimento, Rivaldo, pai da nossa personagem, deparou-se com um livro chamado: A história de Rapunzel, cuja capa existia uma linda princesa com longos cabelos dourados numa das torres de um enorme castelo, o que realmente encantou a nossa garota, que pediu ao seu pai um exemplar do livro, pois a atraiu de pronto!
Como ela não sabia ler, teve que pedir ao seu pai que não era bom na arte de decifrar aquelas letras, contudo sempre ao meio dia, após o almoço, Reinaldo dava um jeito de concatenar as palavras e produzia um bom resultado.
Assim Mari, como era carinhosamente chamada, atentamente ouvia a leitura do seu genitor, participando de cada uma “cena” emocionante e tentava gravar cada parte para passar adiante, fingindo uma leitura, que realmente era o sonho dela. As rodas iam se formando em um manto de admiração, pois uma garota tão pequena lendo um livro! Era realmente de espantar a todos naquele quase inóspito lugarejo, onde todos chamam vulgarmente de “roça”.
A garota percebeu que o mundo da leitura é a verdadeira porta para a informação, diversão e sabedoria, por isso o seu grande desejo realmente era aprender a ler aquele livro tão bonito e encantador, para de fato passar para as outras pessoas, o que repentinamente apareceu a sua chance, pois a prefeitura tinha acabado de designar uma professora para alfabetizar as pessoas do lugarejo, lá na casa de farinha, onde as pessoas processavam a mandioca.
Com isso, a nossa garotinha conseguiu “decolar” no seu sonho e ao alfabetizar-se, prosseguiu nos estudos, mesmo com uma defasagem diante dos colegas, sempre se destacava, até no colégio daquela cidadezinha - cujo lugar parece tão grande para quem vem dos distritos - em que ela tinha que ir de carona numa carroça com um único morador que fazia o transporte de todos, rotineiramente.
Hoje, a professora Mariana, trabalha em sua sala de aula com crianças “sedentas” de informação igualzinho a ela, e sua amiga de tranças de mel, trancada na torre do castelo, “puxa” os alunos da nossa grande personagem, para o mundo mágico da leitura e do conhecimento ao ler aquele mesmo livro, mas a fama da garotinha esforçada, que lutou para não ficar sem instrução ante as outras com maiores oportunidades, deixou um feito, digno da estória infantil. Suas tranças negras ficaram na imagem de todos os lavradores, que sempre ao vê-la dizem: - Olhe a Rapunzel do Sertão! 



Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Parte do Livro Conto & Reconto do próprio autor

domingo, 18 de janeiro de 2015

Pena Mortal !

Pena Mortal !

 

 

Nesse final de semana ocorreu a execução do primeiro brasileiro a sofrer essa pena mortal no exterior, ele estava em um ultraleve recheado de cocaína.

O veículo ficou tão pesado quanto sua sentença definitiva, onde a nossa presidenta pediu diversas vezes clemência ao governo da Indonésia.

O falecido, como muitos brasileiros, estão acostumados a viver em um país de bandalheira, onde as  leis existem para não serem cumpridas e o choque cultural provocou esse triste incidente, pois se fosse aqui no Brasil, ele muito provavelmente nem estaria atrás das grades, principalmente se for réu primário.

O nosso imenso país chega a ser a terra das oportunidades para o ilícito, pois a criminalidade vem de cima para baixo, ocupando muitas vezes cargos públicos   deveras prestigiados, como estamos cansados de ver onde a última bomba está sendo a máfia das próteses, fazendo esquecer  o drama da Petrobrás que está afundando no próprio petróleo.

Como é escândalo encima de escândalo, a gente perde até as contas, mas quem é pago e quem deve vigiar essa celeuma, muitas vezes está envolvido.

Assim o drama desce de escalão com os traficantes dominando várias cidades pelo país e para sustentar esse vício, a criminalidade também aumenta, chegando até o ladrão descalço que arrebata seu celular quando você vai tirar aquela linda foto.

O nosso país é cheio de maravilhas naturais, é uma nação muito rica e por isso não percebemos quanto dinheiro escoa pelo ralo e principalmente para as contas de terceiros.

A presidenta Dilma ficou chocada com a Pena Mortal, onde já tem até outro brasileiro na fila, que recheou a prancha de surf de cocaína, ele queria surfar bem alto, terminando também no mesmo corredor da morte, contudo nós também pedimos clemência presidenta, para que vossa excelência veja o drama do nosso país onde a Pena Mortal vigora todos os dias da semana, mas não é só para os bandidos, é principalmente para os cidadãos de bem, aquele trabalhador que acorda no escuro do horário de verão com medo de sair na esquina, onde tem um carrasco esperando para fazer a sua  primeira féria do dia.

 

 


 


Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Lavagem do Bonfim

Lavagem do Bonfim



Hoje a cidade decreta um mini-feriado, todos os cantos levam à Colina Sagrada, vemos pontinhos brancos se mexendo e convergindo num só lugar.
Cada um vai por seu motivo, a maioria vai pelas festividades, a dita junção de religiões é o grande  motivo, principalmente no turno da manhã, mas durante o início do ano a procissão já começara, pois muitas pessoas vão fazer os seus pedidos ou renovar a sua fé.
O lugar é muito bonito, apesar de ser frequentado por muitos   “flanelinhas” como o resto da cidade eles estão cada vez mais ousados e não aceitam pouco dinheiro.
Já ao cair da tarde não recomendamos para as pessoas, principalmente para os turistas, pois a violência aumenta muito, bem como o nível de álcool no sangue.
O interessante que o Senhor do Bonfim não é o padroeiro da soterópolis, quem tem esse difícil trabalho é a Nossa Senhora da Conceição.
O que recomendamos sempre é cuidado e moderação, pois a comemoração pode-se mostrar muito intensa e bonita, principalmente vista de cima, contudo de baixo a coisa muda de figura, pois o calor é intenso, só não maior  que a violência que de fato é uma mácula para uma festa religiosa e tão popular.


Marcelo de Oliveira Souza,IWA


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Salva-vidas das Cidades

                                                           Salva-vidas das Cidades


Esse ano será de muitas dificuldades para as pessoas, mas também será de vicissitudes   para as prefeituras, cada uma procura um jeito de saldar as suas dívidas, tentando administrar o seu município e principalmente os cargos que seus companheiros ocupam.
Muitas cidades que produzem pouco ou até quem uma folha grande de empregados tem feito uma enorme  “plantação” de radares de velocidade, eles não sofrem com a chuva, tampouco com a seca, só requer um pouquinho de manutenção, não precisa nem de um guarda para anotar placas de veículos, hoje é tudo informatizado! Tem máquinas que tiram fotos!
Na usura da nova “plantação”, eles multam indiscriminadamente, mas muitas vezes sequer enviam a notificação, com a bomba, para o sofrido condutor.
Quando vamos recorrer na Transalvador, esperamos mais de um ano e só recebemos a resposta que está sendo avaliado...
A multa já foi paga, pois sem ela ter sido quitada, não podemos renovar o IPVA, que por sinal não dá muito retorno.
Recentemente fomos a Ilhéus e a queixa continua igual, só muda de cenário, os administradores estão ávidos de dinheiro, lá surgiu até um slogan que o turista visita, curte mas sempre volta com a sua multa de lembrança, tem lugares lá no centro que é muito mal sinalizado, tornando a cidade da Gabriela um perfeito labirinto; em pontal, na rua principal que segue para Olivença, tem uma grande armadilha, onde só aprece uma espécie de divisória bem minúscula, que o desavisado turista sequer sabe para que serve, os administradores dizem que é uma faixa especial de táxi, foi o que chegou até nós, mas essa faixa é a recordista em multas, pois ninguém de fora poderá adivinhar que naquele lugar é uma verdadeira plantação de multas, da terra do cacau.
O ministério público precisa ser acionado para verificar essas contas e principalmente essa grande indústria da multa, cuja plantação tá sendo muito lucrativa, porém para o condutor o prejuízo é certo.


Marcelo de Oliveira Souza,IWA




domingo, 4 de janeiro de 2015

A Batalha dos Mares

A Batalha nos Mares

Nesse sábado – 03/01 - retornamos de Ilhéus via Ferry Boat, ficamos três horas na fila de motoristas, iniciamos o nosso calvário perto da entrada de Mar Grande e a fila foi se arrastando até chegar onde desemboca todo aquele suplício, o interessante é que não existe ninguém para organizar aquela bagunça, as pessoas têm que adivinhar que aquilo é uma fila quilométrica, mesmo sem acreditar naquela ordem surreal, onde os motoristas têm que sair desesperados para arrastar o carro porque ainda tem incauto que tenta tomar a frente do outro, ali mesmo e não dá em nada.
Ninguém entende a lógica da companhia de navegação, pois a fila prioritária que segundo eles seria para gestantes, idosos e lactantes, entra um monte de gente, eles vêm de mansinho conversam com o funcionário – que se acha o dono da empresa – e num instante já está entrando.
No recinto onde os motoristas aguardam para adentrar ao navio, a gente tem que seguir o instinto, pois não os funcionários não dão atenção, dentro da embarcação os próprios passageiros orientam o motorista, porque se depender de quem “trabalha” lá dentro, os veículos vão ficar amontoados.
O interessante que nesse  mesmo lugar tem uma placa enorme dizendo para as pessoas não entrarem fora dos veículos, mas tinha gente fazendo justamente isso e o pior, pessoas que entraram com malas arrastando, ali mesmo na frente do funcionário, que devia ganhar para orientar e não faz absolutamente nada, a não ser abrir e fechar portão, se for assim é melhor colocar um portão eletrônico.
Na saída de Salvador até que tudo transcorreu relativamente bem, mas no Bom Despacho, não foi um atendimento, muito menos um despacho, foi uma verdadeira Batalha nos Mares!



Marcelo de Oliveira Souza,IWA