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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Primo Chico




Essa semana em Feira de Santana, Bahia, foi um verdadeiro corre-corre, pois apareceu uma doença de nome bem esquisito chamada chikungunya.
Essa doença é uma variação do vírus da dengue, onde o mosquito aedes aegypt também é o  seu transmissor, ela é considerada o "primo da dengue", porque tem as mesmas características, só que a dengue é mais letal e os sintomas passam mais rápido que o seu primo Chico.
Ela leva esse nome porque na língua africana   quer dizer falta de mobilidade, pois a enfermidade faz endurecer as juntas, elas ficam inflamadas e doloridas por muito tempo.
A gente já havia comentado na época da Copa sobre o primo "Chico" que vinha dá África, mas muita gente não se preocupou com essa problemática, porque como na maioria dos brasileiros, eles só  vão  se preocupar depois que o caso acontece, mas o governo tem a obrigação de ser vigilante nessa questão, esquecer um pouco de vigiar nosso voto e fazer o seu trabalho.
O interessante é que ainda não estamos preparados para enfrentar inúmeras moléstias, mesmo com toda tecnologia que dispomos para contar os votos nas urnas, pois para saber se a pessoa têm a moléstia, o hospital tem que fazer um exame e enviar para o norte do país, já pensou como nosso visitante vai viajar?
Daqui que volte, Chico já se alastrou no estado inteiro e depois por todo o pais da Copa do Mundo que conseguiu penosamente organizar-se para o evento, mas não consegue discernir Chico de Francisco.



Marcelo de Oliveira Souza

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Individualismo



As pessoas hoje em dia recolhem-se em seus problemas e esquecem de que o mais bonito no ser humano é o carinho, a amizade, a consideração. Dentro do seu egoísmo pós-moderno as pessoas não lembram de fazer um gesto de carinho, um favor desinteressado, um telefonema... Quando entendemos isto, caimos na decepção da falta de reconhecimento por um favor, uma ajuda. Um certo dia... Estava em um ônibus, e observei um fato inusitado, em que uma senhora com seu bebê de meses de idade, estava sentada numa dessas poltronas duras de fibra de vidro, a chupeta da criança caiu, o menino sentado duas fileiras à frente levantou-se a fim de ajudar-lhe a pegar a chupeta, assim o fez, a Dona recebeu prontamente, e nem sequer um sorriso de agradecimento, não sei se ela notou a decepção do menino em socorrê-la, ou se ela pensou se foi um golpe de ar que deslocou a chupeta até ela. Outro dia, ao sair do banco, abri a porta para deixar uma senhora e seu acompanhante entrarem, tamanha foi a minha surpresa, eles passaram por esta, sem nenhuma palavra de agradecimento, não que eu esperasse, mas sempre deixa-me desconfortável tal atitude. Fila de ônibus é um Record de má educação, um dia quando vinha de Candeias, havia uma garota em minha frente, quando a condução estava prestes a encostar, quem o fez primeiro foram duas colegas suas, alegando que sempre uma guarda o lugar da outra.- portanto eu teria que aceitar.- .  Por causa desta e outras coisas que o egoísmo impera e a deseducação e o mundo continua cada vez mais individualista. Vamos lutar contra isso! Sejamos mais humanos e gentis, aproveite hoje para olhar o seu semelhante com mais carinho e menos maldade, e quem sabe um dia possamos ser amigos de verdade?

Marcelo de Oliveira Souza

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Hospital Espanhol FECHADO!

Hospital Espanhol FECHADO!

 

Aquele hospital imponente incrustrado no bairro da Barra,  Salvador, acaba de fechar as portas, deixando muitos pacientes desolados e trezentos leitos a menos de oferta para os baianos.

É inadmissível que aconteça uma coisa dessas, fechar um hospital, principalmente se for do porte do Espanhol, os nossos políticos só estão preocupados com a campanha deles, com as promessas intermináveis, onde está o nosso governador que não vê um desastre desses? É só uma pergunta retórica, pois todos nós sabemos onde está.

Independentemente de campanha política, a sociedade precisa se unir em torno da abertura desse hospital, pois precisamos de mais lugares como estes e não menos, que matemática é essa? Se ele está com dívidas, que dê um jeito de fazer uma intervenção transformando o lugar em um hospital essencialmente público, dando uma contrapartida com o pagamento da dívida por parte do  governo federal ou estadual.

Não trabalhamos com finanças, muito menos estamos a par do rombo que está nas finanças desse hospital, mas uma coisa   todos nós sabemos, o povo  é  que está sofrendo com isso e não tem cabimento hoje em dia fazer associação de saúde com lucro e sim com investimento.

 




Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Prêmio de destaque no Chile


O Escritor Marcelo de Oliveira Souza, organizador do Concurso Literário Poesias Sem Fronteiras e Prêmio Escritor Marcelo de Oliveira Souza acaba de ganhar um prêmio de destaque em Quilpé, Chile pela sua brilhante participação no V Concurso Poético- Musical Natalício de Ermelinda Díaz.

domingo, 7 de setembro de 2014

Conjunto dentro do Conjunto


A comunidade do conjunto Edgar Santos, Boa Vista de Brotas, Salvador,  não está só preocupada com a violência que campeia a região, também está preocupada com as construções  irregulares e sem alvarás. que vão crescendo dentro do próprio lugar, daqui a pouco vão construir um outro conjunto dentro do condomínio.

Marcelo de Oliveira Souza

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Amor Argentino

Amor Argentino 

João era um sargento do corpo de bombeiros lotado na cidade do Rio de Janeiro, ele estava desiludido com o casamento, não estava nem interessado em fazer o que ele mais gostava, salvar as vidas das pessoas. 
Nosso amigo passava horas na praia de Ipanema pensando na vida, refletindo sobre o final do seu casamento, onde se preocupava muito como iria ficar a filha dele, Jéssica, pois como todos nós sabemos, na separação, quem sofre mesmo são os filhos. 
Num dia ensolarado desses, lá ia o bombeiro apagar sua tristeza na sua praia predileta, foi quando ele esbarrou com uma turista argentina de nome Isabel. 
Parecia que foi planejado, a mulher enlouqueceu quando viu o porte do rapaz, deu logo o seu endereço onde estava hospedada, lá no Copacabana Palace.
Ele não ligou muito, mas quando voltava de mais um dia de trabalho, estava passando justamente na frente desse famoso hotel, resolvendo pois, fazer uma visita. 
Essa calorosa visita esquentou, eles foram para o restaurante do local e botaram as suas mágoas para fora. 
A mulher também era separada, tinha dois filhos adultos, era dona de uma joalheria muito famosa em Buenos Aires. 
Como dois feridos, um ajudou a sarar a ferida do outro e em alguns meses nosso militar pediu licença sem vencimento da corporação e foi atrás da sua "gringa". 
O rapaz não era muito de luxo, o contrário de Isabel, mas as coisas iam se encaminhando, o pior para ele era quando ela dava aquelas enormes festas para a sociedade portenha, ele era obrigado a usar uma coisa que mais detestava: Terno e gravata. 
Era a maior dificuldade para a estrangeira convencer o nosso amigo a vestir esse "negócio", como ele gostava de falar. 
As festas se multiplicavam em tudo quanto era lugar, mas para ele se esconder da sua vergonha e dificuldade de encarar isso, nosso personagem tomava tudo que via pela frente e acabava por tirar aquela roupagem, igual aos outros, que entram na pompa do terno e gravata, mas quando o álcool pega na veia aquele rigor todo vai embora. 
Tudo estava dando para aguentar, menos a saudade de sua filha Jéssica, que não estava muito bem nas finanças. 
Ele refletiu e começou a ficar mais triste, pensando: 
- Como vou ficar aqui no bem bom, com minha filha passando privações no Brasil? 
Assim o nosso amigo resolveu pedir um dinheiro para sua nova esposa, que prontamente negou, disse que a moça  tinha que trabalhar, que dinheiro não é fácil que tinha conseguido subir na vida também com muita dificuldade. 
João não contou conversa, ali mesmo num luxuoso hotel de Córdoba, ele saiu e disse que não voltaria, o rapaz saiu com a roupa do corpo e ganhou o mundo, sem dinheiro e com muita raiva. 
Nosso amigo saiu andando, andando, chegando a um porto onde tinha um grande navio mercante indo para o Brasil. 
Ele conversou com alguns tripulantes, contando o problema dele, os marinheiros tiveram pena e esconderam o nosso amigo entre as mercadorias. 
No meio da viagem o capitão soube que tinha um clandestino e mandou chamá-lo, o homem pediu por tudo para que não o deixassem no caminho, prometendo cuidar da cozinha e da faxina, sendo convencido pelo chefe da nave. 
João fazia de tudo lá, até cantar, dançar e contar piadas, foi uma algazarra com aquele brasileiro, até que conseguiu voltar à cidade maravilhosa. 
Lá ele reencontrou a filha e voltou à sua vida de apagar fogo e passear em Ipanema, mas a argentina não se fez de rogada, foi atrás do brasileiro dela, contudo o homem disse que não queria mais voltar para lá, que poderia até acontecer algo entre eles, mas em solo carioca, ela ainda continuou o romance por alguns dias, mas resolveu voltar para a sua terra natal e nunca mais se viram. 


Marcelo de Oliveira Souza