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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Homem & Carro

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Homem & Carro

O homem sempre parece estar incompleto, muitos tentam se completar com um par perfeito, aquela garota de seus sonhos.
Nem sempre isso sai como a natureza escolhe fora os que se completam com pessoas do mesmo sexo, tem pessoas que se completam com cães, gatos, até os animais mais bizarros, contudo, diante da modernidade surgiu um grande amor pelas máquinas, se destacando mesmo, o seu carro, dá muito trabalho, é uma verdadeira família, entretanto o carro está ali, na “pole position” da preferência de muitas pessoas.
Os casos chegam ao estremo, gente ter ciúme de carro, que está super povoando as grandes cidades, passando a encolher o ambiente já destruído pela especulação imobiliária, pistas e viadutos.
Agora Homem & Carro se confundem, homens brigam com homens, com carros, quando saem dos carros perdem a identidade e outros  “Homens&Carros” transformados o agridem, xingam, brigam, se enervam, por causa de carro, de trânsito numa cidade intransitável como Salvador e tudo que vemos são irregularidades como essa, em todo canto, numa cidade sem estacionamento, as ruas viram territórios de flanelinhas, os mínimos passeios, são surrupiados pelos “Homens&Carros” invertendo a ordem numa perfeita desordem, no lugar desordenado, atrapalhado, engarrafado...

Marcelo de Oliveira Souza


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cordel Encantado

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A Volta dos Mortos-vivos

A novela Cordel Encantado terminou essa semana, a audiência foi muito grande, devido ao exótico cenário e cultura, sendo muito importante para as pessoas conhecerem as desigualdades do nosso imenso país.
A trilha sonora da novela foi uma verdadeira aula de literatura, com músicas ligadas ao tema de qualidade incomum,  principalmente com as músicas do falecido Chico Science e Alceu Valença.
O grande vilão da novela, aquele que move a trama, Timóteo Cabral, teve um fim sem sentido, depois de receber um balaço, voltou a infernizar os personagens, sendo queimado na trama; mas o interessante é que a novela teve muitas cenas de tiroteio e esfaqueamento,  mas com todas as desavenças, pouca gente foi a óbito, tornando-se assim uma referência até para as cidades grandes, somente assim as mortes violentas diminuiriam.
Cícero foi o primeiro, esfaqueado pelo vilão da novela, quase com as tripas de fora, voltou  do caixão;  Jesuíno cansou de beirar a morte, até ser enforcado, mas a garota da foice sempre dava um desconto, parecendo estar encantada com seu sotaque nordestino “Made in Rio”; Açucena desde pequena driblou a “foiçuda”;  até o  General Baldini, fez “o drible na morte”, de herói virou bandido, voltando a ser herói por receber um balaço no peito, ele não se fez de rogado, curou-se  e assumiu sua filha bastarda;  o compreensivo e civilizado cientista do galho grande, foi alvejado na cabeça, mas fez valer o seu título,  voltou forte sem seqüela nenhuma, os médicos deveriam ganhar um prêmio pela grande façanha; mas façanha mesmo foi o Duque Pétrus da máscara de ferro, foi torturado em seu reino anos seguidos com aquilo na cabeça,  contudo a tortura  também foi dimensional, pois ele estava preso em um continente e acordou em outro, não se fazendo de rogado tirou o atraso dando uma de Ricardão com a esposa de seu grande amigo “galhudo”, que assumiu a pontada voltando para os braços da sua amada definitivamente.
Em uma terra perigosa, o saldo foi positivo, somente  o ganancioso Rei de Seráfia do Sul,  uma figurante atropelada, a genitora de Aurora e os vilões sucumbiram, ficando sem as benesses da história dos mortos-vivos, mas em uma novela de cangaceiros e guerras medievais alguém tinha que morrer; vamos torcer para não se estender a trama, senão os mortos-vivos voltam, mais fortes e corados do que nunca.
Fico aqui desejoso que Salvador se torne um reino das Seráfias, assim os mortos que se amontoam todas as semanas, voltariam -  pelo menos  os bons - para dizer quais foram os seus algozes, pois se depender de investigação, vai ficar como no Cordel Encantado, com um Rufino e Outro paçoca; quanto aos políticos brogodozeses não precisa dizer nada, sabem direitinho como se comportar, bem inspirado nos nossos.
Mas como a arte imita a vida, ficamos aqui desejosos que um príncipe com princípios venha de algum lugar no final do mundo e administre a nossa cidade tão necessitada de ajuda, pois os políticos daqui estão precisando se exilar numa cidade perdida no meio do sertão.



Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lição de Democracia no Brasil

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Lição de Democracia no Brasil


O Brasil se caracteriza pela solidez na democracia, os brasileiros já estão acostumados com todos aqueles trâmites que deságuam nas eleições.
As propagandas brotam, as quintas-feiras já estão caracterizadas como “ as quintas do sofrimento”, sempre aparece um partidozinho querendo aparecer diante do sofrido telespectador, mesmo quando não é época de eleição, mas quando está nessa infeliz temporada, aparece um tal de Horário Eleitoral gratuito – até parece que alguém ia querer pagar para ver isso – que aterroriza as pessoas com tantas promessas, as mesmas que o tal candidato fez anos atrás ou foi o candidato do meu amigo? Tanto faz é tudo a mesma coisa, nessa hora aparece tanta propaganda, até o TSE Tribunal superior Eleitoral desce do pedestal e passa a ocupar também a caixinha achatada da sala de visita, dizendo sermos patrões, até hoje tem gente procurando saber de quem é patrão.
Mas o pior de tudo que essa democracia,  tanto propalada no mundo todo, tudo que nós  podemos é votar, ou melhor, somos obrigados, mesmo não querendo ou não tendo nenhum que mereça, como nenhum está merecendo, a obrigatoriedade do voto está aí.
A televisão alardeia a festa do voto, mas os pobres dos mesários não ganham nenhum “caraminguado” para passar o dia todinho ouvindo reclamações, empurrões e ainda organizar a “dança das cadeiras”.
A eleição termina tudo volta ao “normal”, os políticos voltam a brigar  por seus interesses, aqui na Bahia resolveram dar um verdadeira punhalada no servidor, aumentaram assustadoramente o valor do plano de saúde, tem gente que vai pagar um acréscimo de 140,00 reais, uma verdadeira bomba para o orçamento, mas o governo está com um perfeito orçamento; Dilma repete sempre “nós temos reservas acumuladas” ; Wagner diz que a Bahia está crescendo, e o povo perdendo todos os seus direitos, perdendo sua dignidade em troca de viadutos, onde só falam na Copa do Mundo.
Dignidades à parte, perdas e danos para todos os lados, violência, saúde e educação todas perfeitamente “emburacadas”; vocês pensam que não falta mais nada ?
Lei do engano, tem muita coisa ainda, talvez esteja ainda escondida nos inúmeros buracos e crateras soteropolitanas, mas ainda falta impingir o Horário Noturno, digo, Horário de Verão, cujos interesses empresariais afloram a ganância em detrimento de mais sofrimento para toda uma sociedade, que um dia pensou ter o poder de eleger algum representante.


Marcelo de Oliveira Souza

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Mulher-ketchup

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Mulher- ketchup


Quem disse que somente a arte imita a vida ?  O contrário pode ser perfeitamente plausível, quando a pessoa tem uma grande imaginação.
Mesmo em uma cidadezinha com pouco mais de vinte mil habitantes, a criatividade pode explodir como uma perfeita Hollywood, foi o caso de Pindobaçu, município a 400 km de Salvador, onde uma mulher cheia de ira e de ciúmes por causa da sua rival, resolveu dar cabo à vida da sua oponente, convidando um lavrador desempregado a cometer um crime de assassinato, eliminando assim sua inimiga.
Quando o criativo rapaz foi cometer o crime, percebeu que a vítima era uma amiga de infância, como ele já havia recebido a quantia de mil reais pelo “serviço” , resolveu forjar o crime, tirando a foto da “defunta” amarrada, largada no matagal, com uma faca debaixo do braço e coberta de ketchup.
A mandante do “crime”  resolveu comemorar o seu grande feito, mas quando chegou a um  evento local viu sua algoz vivinha da Silva, dançando lépida e fagueria.
Revoltada a mulher foi à delegacia prestar queixa extorsão contra o agricultor, o delegado desconfiado interrogou-a e logo percebeu que naquele depoimento escondia muita coisa, desvendando toda a trama, digna de cinema.
Agora a cidade da Pindoba, ganhou sua fama momentânea graças a “mulher-ketchup”; estão vendo até se erguem um busto com uma garrafa do condimento precioso em uma pracinha, pois o condimento não é aquela bucha de aço, mas também tem mil e uma utilidades.


Marcelo de Oliveira Souza

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

II Encontro de Escritores Baianos Independentes

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II Encontro de Escritores Baianos Independentes

Em mais um ano de sucesso aconteceu o Segundo Encontro de Escritores Independentes, organizado por Roberto Leal, fundação Òmnira.
Esse encontro de vital importância para a literatura baiana e soteropolitana abordou mais sobre a dificuldade dos escritores em  difundir a sua obra, a falta de um espaço similar à Livraria do Autor Baiano, ou como uma Casa do Escritor Soteropolitano.
Ocorreram diversas mesas redondas para discutir essa problemática, onde o poeta e colunista do jornal Metrópole se destacou com a grande desenvoltura e sensibilidade poética, abordando a grande discrepância entre uma mesma cultura, a popularesca, hoje atualmente encabeçada por músicas de pagode, axé e a verdadeira cultura baiana na sua essência, onde grandes escritores e artistas ainda lutam para envergar a clava literária, mesmo sedo relegado a segundo ou quarto plano, cujo  tema foi “apertem o cinto, o poeta sumiu”.
O poeta Ildásio Tavares também foi homenageado por sua obra, escritor polêmico que ao passo que semeava os seus sonetos, colhia opiniões diferentes sobre a sua cultura, sendo magnificamente explanado pelo escritor Douglas de Almeida; mas não podemos deixar de mencionar sobre a brilhante palestra da Juíza Luislinda Valois, que abrilhantou ainda mais a nossa jornada literária, deixando todos os participantes saudosos e tristes por sair dessa bolha cultural onde os escritores de hoje são como peixes sobrevivendo na poluídas águas de uma sociedade que perdeu sua identidade literária, rezando para termos mais um ano na água límpida  da cultura que ainda mina por alguns veios de persistência dos nossos escritores, desaguando em mais um sonhado encontro de escritores.



Marcelo de Oliveira Souza

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dor de Onze de Setembro

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Dor de Onze de Setembro


Lá de cima, no céu vem aquele imenso clarão
Acompanhado de um grande trovão
Colocando em desespero a população,
O povo correndo em comoção
Gritos de horror,  salvem a multidão!
Tá tudo caindo, o mundo se destruindo
Terremoto se esvaindo
A torre se diluindo...
Aquele arranha céu lindo !
Agredido por monstros alados.
O fio dos desesperados
Pobres coitados !
Dentro dos dois paus gigantes viraram nada !
Esse nada que hoje é tudo
Que sobrou do fim do mundo...
A torre de Babel bendita
Caiu na armadilha maldita,
Deixando como herança setembrina
Mais um exemplo que alucina...
A dor encravada
Não cessou direito
E todo ano tem o mesmo efeito
De quem morre, sofre e carrega para sempre
A dor do luto no peito...


Marcelo de Oliveira Souza